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Qual a influência da autoestima no desempenho profissional?

Por: José Roberto Marques | Blog

Pessoas com boa autoestima confiam em si mesmas e valorizam as suas qualidades e competências. Isso naturalmente as torna mais autoconfiantes frente aos desafios da vida. Contudo, desenvolver a autoestima pode não ser uma tarefa das mais simples, pois é um exercício diário de amor-próprio.

Esse processo é nítido na vida pessoal, afinal de contas, pessoas com boa autoestima melhoram os seus relacionamentos e são mais felizes consigo mesmas. Além disso, é importante compreender que a autoestima também impacta diretamente o desempenho profissional das pessoas. Para entender melhor como isso ocorre, continue a leitura do artigo a seguir.

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O que é autoestima?

De acordo com o dicionário, a palavra autoestima é definida como a “qualidade de quem se valoriza, se contenta com o seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”. Resumidamente, a psicologia entende este conceito como a visão que uma pessoa tem de si mesma.

Pessoas com elevada autoestima apreciam as suas próprias qualidades. Em contrapartida, aquelas com baixa autoestima tendem a dar maior valor às suas falhas, encontrando dificuldades em reconhecer os próprios méritos. A autoestima é um fator presente em diferentes aspectos, como a personalidade do indivíduo, a sua aparência física, as suas competências profissionais, a sua capacidade de construir bons relacionamentos, entre outros.

Como a autoestima influencia o desenvolvimento profissional?

Pessoas que acreditam verdadeiramente em suas capacidades tendem a enfrentar os desafios da vida profissional com mais garra e autoconfiança. Confira, a seguir, como a autoestima tem impacto considerável na vida profissional.

1. Otimismo

Em geral, as pessoas com elevada autoestima tendem a ser mais otimistas. Como elas identificam os aspectos positivos sobre si mesmas, isso as deixa mais tranquilas e confiantes, mesmo nos momentos mais difíceis.

Como se sabe, a vida profissional é repleta de desafios, o que inclui os estudos, a procura por um bom emprego, a aprovação nos processos seletivos, a vontade de crescer, a habilidade de lidar com as críticas, além de todas as dificuldades típicas do dia a dia de cada profissão.

Sendo assim, é fato que as pessoas que investem na autoestima tendem a lidar melhor com todos esses desafios, desenvolvendo uma visão mais positiva sobre ele. Assim, elas conseguem pensar e agir com mais otimismo, crendo que tudo vai dar certo, mesmo quando as coisas parecerem difíceis ou complexas demais.

2. Coragem de expressar as suas opiniões

A vida profissional exige coragem. Uma pessoa que deseja ser feliz em sua carreira precisa ser corajosa para escolher o seu caminho profissional, para dizer “sim” a determinadas propostas, para dizer “não” a outras, para lutar pelo seu espaço e para defender as suas ideias.

Hoje em dia, as empresas têm adotado uma postura cada vez mais democrática e participativa. Isso significa que um funcionário, na atualidade, não é contratado apenas para obedecer cegamente às ordens dos seus superiores, como era antigamente, mas também para contribuir com novas ideias e sugestões do que deve ser feito.

Cada funcionário de uma empresa chega até ela por seus méritos, com os seus conhecimentos, vivências e experiências prévias. A ideia é que essas pessoas utilizem toda a “bagagem” que já construíram para ajudar a empresa a enfrentar os seus desafios. Portanto, as pessoas com mais autoestima tendem a ter menos medo de expor o que pensam e a ganhar mais protagonismo.

Você é feliz?

3. Visão positiva dos desafios

Como citamos anteriormente, desafios não faltam na vida de qualquer profissional. A escolha de uma carreira, a determinação de objetivos, a necessidade de estabelecer parcerias, a capacidade de escolher um bom emprego, entre outras questões podem ser vistas como problemas angustiantes pela maioria das pessoas.

Quem tem elevada autoestima, contudo, entende que tem as habilidades e competências necessárias para vencer cada um desses obstáculos. Por isso, eles não são compreendidos como problemas, mas como oportunidades de crescimento. É fato que, nas dificuldades, as pessoas fortalecem as habilidades que já possuem, além de desenvolverem novas competências.

Portanto, quando uma pessoa cuida da sua autoestima, ela fortalece a confiança que tem em suas próprias qualidades. Com essa confiança e com determinação, o indivíduo torna-se capaz não apenas de superar os obstáculos, mas também de encontrar neles oportunidades de crescimento e destaque dentro do seu local de trabalho.

4. Combate à procrastinação

A procrastinação é o ato de adiar constantemente a realização das nossas obrigações, sobretudo aquelas que são mais difíceis ou trabalhosas. Geralmente, as pessoas procrastinam porque desenvolvem a falsa ideia de que haverá um momento futuro em que estarão mais dispostas a realizar a atividade. O problema é que esse momento de inspiração e vitalidade não chega. Então, quando a pessoa se dá conta, ela está completamente atrasada e desesperada para cumprir a sua obrigação.

Essa definição lhe parece familiar? Pois saiba que o hábito de procrastinar é bastante frequente, sobretudo entre as pessoas com problemas de autoestima. Como elas têm um nível de confiança mais baixo em suas próprias qualidades, elas permitem que o medo tome conta, adiando o quanto puderem a realização das suas atividades.

Isso é problemático porque reduz a produtividade do indivíduo e até mesmo a qualidade da sua produção. Em longo prazo, essas questões podem se tornar um problema na vida profissional da pessoa, que começa a ser questionada por seus superiores.

5. Vontade de aprender e crescer

A autoestima elevada não pode, em nenhuma circunstância, ser confundida com arrogância, prepotência ou falta de humildade. O indivíduo com boa autoestima reconhece os seus valores, mas nem por isso deixa de compreender que ainda tem muito o que aprender e desenvolver.

Essa necessidade, no entanto, não é vista como um fardo por essas pessoas, mas como um fator motivacional. Quanto mais uma pessoa aprende, estuda e desenvolve as suas qualidades, mais ela cresce. Além disso, esse tipo de pessoa aprende também com os próprios erros.

Numa pessoa com baixa autoestima, o erro é visto como um atestado de incompetência. Já no indivíduo com autoestima elevada, o erro é compreendido como uma falha, como qualquer ser humano comete de vez em quando. Entretanto, essa falha não determina quem a pessoa é. Se um erro foi cometido, cabe ao indivíduo reconhecer esse erro e aprender a fazer melhor numa próxima oportunidade. É esse mecanismo de evolução contínua que permite que as pessoas alcancem resultados cada vez melhores.

E como desenvolver a autoestima no trabalho?

Quanto mais uma pessoa se prepara, mais confiante ela vai estar frente às dificuldades da profissão. Por isso, a autoestima cresce na medida em que o indivíduo estuda, aprende e corre certos riscos. Quanto mais uma pessoa trabalha, mais confiante ela estará em sua própria experiência. Portanto, é inevitável correr alguns riscos nesse processo.

Além disso, cabe aos líderes também agirem no sentido de estimular a autoestima dos seus liderados. Isso é feito por meio de feedbacks justos, identificando os pontos que precisam ser melhorados, mas também reconhecendo os méritos de cada funcionário. Esse processo deve ser feito com clareza, transparência e de forma construtiva, ajudando o profissional a tornar-se melhor a cada dia.

E você, como vai a sua autoestima em âmbito profissional? O que você tem feito para desenvolvê-la? Deixe as suas respostas num comentário no espaço abaixo. Por fim, lembre-se de que, assim como você, certamente há outras pessoas interessadas em saber como fortalecer a autoestima na carreira. Por isso, ajude-as compartilhando este artigo por meio das suas redes sociais!

Imagem: Por FabrikaSimf

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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