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Hard skills x Soft skills: quais as principais diferenças?

Por: José Roberto Marques | Alta Performance

Quando alguém se candidata a uma vaga de emprego, essa pessoa precisa mostrar as suas habilidades e competências, de modo que os recrutadores possam identificar se aquele candidato é ou não compatível com o trabalho proposto. Para isso, existem os currículos, as redes sociais profissionais (como o LinkedIn), as entrevistas de emprego e as dinâmicas de grupo — etapas de um processo seletivo.

O que talvez você ainda não saiba é que há dois grupos de habilidades que são demandadas no mercado de trabalho: as hard skills e as soft skills. Se você ainda não sabe a diferença entre esses dois grupos de habilidades e a importância de ambos para a sua vida profissional, continue a leitura deste artigo.

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O que são hard skills?

As hard skills são as habilidades técnicas que uma pessoa desenvolve para executar um trabalho. Elas são aprimoradas pelo estudo e são específicas para cada profissão.

Um jornalista, por exemplo, precisa ter capacidades investigativas para apurar uma informação junto a fontes fidedignas. Ao mesmo tempo, precisa de avançados conhecimentos gramaticais para redigir a notícia com clareza e objetividade. Esses são dois exemplos de hard skills exigidos por essa profissão.

As hard skills são obtidas e desenvolvidas por meio do estudo e da própria experiência profissional do indivíduo. Os currículos, as certificações, os diplomas, os cursos técnicos, os cursos de idiomas e tudo o mais que ateste que algo foi aprendido são exemplos de hard skills.

O que são soft skills?

Ao contrário das hard skills, as soft skills são aquelas competências relacionadas ao comportamento do indivíduo, mas que não estão especificamente ligadas a uma ou outra profissão. Elas não estão nos currículos ou nas certificações que a pessoa obteve em sua vida, mas são nitidamente detectadas em suas atividades no dia a dia.

Ainda que não sejam obtidas por meio de estudos e de certificações, essas competências são muito importantes no mercado de trabalho, pois jamais perdem o seu valor.

Alguns exemplos de soft skills são: criatividade, liderança, resiliência e autonomia. Embora não haja cursos específicos para que os profissionais desenvolvam essas competências, elas podem sim ser aprimoradas por programas empresariais, sessões de coaching e até mesmo pela psicoterapia.

A compatibilidade entre hard skills e soft skills

Hoje em dia, os processos de seleção mais modernos consistem na avaliação dos candidatos, levando em consideração tanto as soft skills quanto as hard skills. Nesses dois aspectos, deve haver compatibilidade entre as características do indivíduo e as características exigidas pela vaga.

De nada adianta que um engenheiro, por exemplo, seja um profundo conhecedor de física e de construção de estradas, se ele não for alguém que saiba se comunicar com clareza e liderar pessoas, como a vaga em questão exige.

Por conta disso, os processos seletivos conduzidos pelos departamentos de recursos humanos têm atualizado os seus métodos e as suas tecnologias, no sentido de detectar essas duas classes de habilidades.

Ao contrário do que muita gente ainda possa pensar, linguagem corporal e traços de personalidade exibidos em uma entrevista de emprego não são suficientes para que um recrutador identifique as soft skills de um candidato. Hoje em dia, existem dinâmicas de grupo, testes e outras tecnologias capazes de fazer essa detecção com muito mais precisão.

As vantagens de uma seleção bem conduzida

O sucesso de um profissional e, consequentemente, da empresa em que ele trabalha, depende da compatibilidade das soft skills e das hard skills do indivíduo com as competências que a própria vaga exige.

Você é feliz?

Quando um profissional sem essa compatibilidade assume um determinado cargo, tanto ele quanto a empresa sofrem. O profissional pode sentir-se deslocado e infeliz ao perceber que não está dando conta das atividades. Já a empresa é prejudicada pela baixa produtividade. Além disso, processos seletivos mal conduzidos provocam alta rotatividade de funcionários, o que desperdiça tempo, dinheiro e energia da organização.

Todos esses problemas podem ser adequadamente resolvidos por uma seleção mais rigorosa, que inclui a análise das soft skills e das hard skills em todas as etapas do processo.

Quais são as soft skills mais procuradas atualmente?

A diferença entre esses dois tipos de habilidades, portanto, é que as hard skills são habilidades técnicas obtidas por meio do estudo para o exercício de determinada profissão, enquanto as soft skills são competências relacionadas ao comportamento do indivíduo.

Agora, provavelmente você está se perguntando: ótimo, mas quais são as soft skills mais procuradas pelo mercado? A lista dessas competências não é pequena, mas selecionamos quatro que certamente estão em alta.

1. Criatividade

A criatividade é a capacidade que uma pessoa tem de criar, ou seja, de encontrar soluções inovadoras para os problemas que a empresa enfrenta. Ser criativo não exige que você invente um produto revolucionário que nunca foi criado em nenhum lugar do mundo. A criatividade pode ser uma adaptação de algo que você já tenha visto, trazendo para a sua realidade.

Por isso, procure sempre ler, acompanhar notícias, fazer cursos relevantes à sua área, viajar, fazer programas culturais e se inspirar no exemplo dos profissionais mais bem-sucedidos da sua área. Quanto mais repertório você acumular, mais criativo será.

2. Resiliência

Na física, a resiliência é uma propriedade que alguns materiais possuem de voltar à sua forma inicial depois de terem sofrido alguma pressão que os deforme. É o que ocorre com uma esponja, por exemplo: mesmo que a apertemos com força, ela logo volta à sua forma inicial, pois tem elevada resiliência.

A psicologia tomou esse conceito de empréstimo para se referir às pessoas que conseguem recuperar as suas forças depois de passarem por momentos difíceis. Assim, uma pessoa que consegue administrar as suas emoções e recuperar-se depois de eventos negativos (momentos de raiva, ansiedade, tristeza e estresse) é alguém resiliente. No mundo competitivo, dinâmico e sob pressão em que vivem as empresas atualmente, ter funcionários resilientes é essencial para o sucesso.

3. Planejamento estratégico

Hoje em dia, é importante saber improvisar quando necessário. No entanto, as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que se dedicam ao planejamento estratégico. Planejar significa refletir e definir as ações que serão realizadas para que os objetivos de uma organização possam ser alcançados.

Por isso, pessoas que planejam o seu dia, a sua semana, o seu mês e o seu ano saem na frente. São indivíduos que definem objetivos, que organizam os seus recursos e que agem com determinação para atingir as suas metas. A falta de planejamento só provoca perda de tempo, de dinheiro e de energia com estratégias inadequadas.

4. Boa comunicação interpessoal

Por fim, lembre-se de que as empresas são quase sempre divididas em departamentos e equipes. Mesmo que o trabalho de uma pessoa seja predominantemente individual, ela precisará, em algum momento, lidar com colegas, clientes e chefes. Por isso, habilidades de comunicação interpessoal são soft skills muito valorizadas.

Pessoas que se comunicam com clareza, que cooperam e ajudam os colegas, que pensam no bem-estar coletivo, que evitam conflitos e que lidam bem com as diferenças são muito bem-vistas no mercado. Essas pessoas conseguem defender os seus pontos de vista sem provocar inimizades.

Como é possível perceber, o mercado de trabalho contemporâneo demanda o desenvolvimento constante das hard skills e também das soft skills. O que você tem feito a esse respeito? Como tem desenvolvido esses dois grupos de habilidades? Deixe o seu comentário no espaço abaixo e compartilhe este artigo como todos os seus colegas de trabalho, por meio das suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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