Businesswoman,Drawing,Creative,Business,Chart,On,Virtual,Screen.,Business,And

Gestão participativa: o que é e quais são as vantagens?

Por: José Roberto Marques | Blog

A gestão de empresas pode ocorrer de diferentes maneiras. Existem a gestão de recursos humanos, a gestão por competências, a gestão por resultados, e por aí vai. O fato é que o conceito de gestão está sempre associado à definição das melhores práticas para que uma organização consiga alcançar os seus objetivos e obter bons resultados em suas atividades.

Além dos modelos clássicos de gestão já citados, há um modelo relativamente novo, chamado gestão participativa. Esse método já é tendência entre as empresas mais modernas e tem como princípios básicos a integração e a troca de conhecimentos entre os membros da corporação.

Se você deseja saber mais sobre as características desse modelo de gestão, como pode ser implantado e quais benefícios pode oferecer, continue a leitura deste artigo.

Conheça a metodologia capaz de potencializar seus resultados!
Clique aqui e acesse meu ebook “Leader Coach”, é um presente!

O que é a gestão participativa?

Por muito tempo, imperaram nas grandes corporações os modelos de gestão altamente rígidos. Esses modelos garantiam uma estrutura hierárquica sólida, mas enfrentavam (e ainda enfrentam) problemas de burocracia e de lentidão na solução de problemas.

Hoje em dia, a velocidade das informações e das mudanças de qualquer mercado tem demandado das empresas uma rápida capacidade de responder aos problemas. Por isso, modelos participativos mais enxutos e flexíveis passaram a ganhar mais espaço — entre eles, encontra-se a gestão participativa.

A gestão participativa é um sistema de gestão empresarial que dá oportunidade para que todos os membros da organização participem ativamente dos processos estratégicos e até mesmo da tomada de algumas decisões importantes. É claro que a decisão final sempre cabe ao líder, mas esse modelo de gestão permite que todos sejam ouvidos, independentemente do cargo que ocupem.

A ideia é que a empresa possa evoluir por meio do trabalho em grupo. Cada área da empresa reúne-se de tempos em tempos com todos os seus colaboradores — num momento de troca de opiniões, sugestões e ideias. Todos podem citar problemas, soluções, ideias, obstáculos e conhecimentos. A ideia é que todos, cada um com a sua sabedoria individual, possam compartilhar aquilo que pensam e sentem, de modo que o grupo encontre soluções mais inteligentes por meio da colaboração.

Nesse modelo, a troca de informações e de experiências é muito mais importante do que qualquer estrutura hierárquica (em que as decisões estão sempre nas mãos das mesmas pessoas, enquanto as outras devem apenas obedecer e seguir as ordens). Assim, esse modelo entende que um estagiário, por exemplo, pode ter uma ideia valiosíssima a ser abraçada pelos gestores e diretores. Rígidas estruturas são suavizadas por meio de uma gestão integradora e participativa.

Como a gestão participativa pode ser posta em prática?

Em oposição aos modelos de gestão mais tradicionais, como os citados no início do artigo, é fato que a gestão participativa oferece muito mais flexibilidade e inclusão. Contudo, você deve estar se perguntando: como esse sistema pode ser posto em prática?

Na estrutura da empresa, é importante que a liderança seja descentralizada. Isso quer dizer que as decisões não podem mais ser tomadas por um único indivíduo, mas pulverizadas em diferentes departamentos e áreas.  Assim, cargos e hierarquias precisam ter os seus padrões revistos. Funções antes restritas aos líderes devem incluir mais funcionários, oferecendo-lhes mais oportunidades de ação, sugestão e opinião.

Para que bons resultados sejam obtidos, é fundamental que haja transparência e facilidade de comunicação na empresa. Se todos os funcionários devem ter aumentada a sua participação, eles também devem ter fácil acesso aos dados e informações corporativos. Por isso, um sistema interno de comunicação e circulação de dados deve ser implantado — garantindo transparência, velocidade e facilidade de acesso à informação.

Você é feliz?

Por fim, é preciso que a empresa reforce aos seus colaboradores a adoção dessa cultura organizacional em que todo funcionário deve sentir-se um pouco dono da instituição. Nesse modelo de gestão, o funcionário não deve apenas fazer o que se pede, mas ser mais ativo, no sentido de propor melhorias e soluções aos desafios enfrentados.

Como é possível perceber, a implantação da gestão participativa se dá em diferentes dimensões, pois afeta a estrutura hierárquica da empresa, as tecnologias e sistemas de comunicação e o próprio comportamento dos líderes e colaboradores. Uma vez consolidadas essas transformações, a tendência é que todo o mercado se torne mais participativo e integrado, incluindo não apenas os colaboradores da empresa, como também os seus parceiros, fornecedores, clientes e demais agentes envolvidos.

Quais são as principais vantagens que a gestão participativa proporciona?

1. Comprometimento

Como citamos anteriormente, a descentralização da liderança faz com que todos os funcionários da empresa sintam-se mais diretamente responsáveis pelos resultados que ela obtém. A responsabilidade já não cai mais apenas sobre os ombros dos gestores.

Naturalmente, isso faz com que os funcionários sejam mais analíticos, dedicados, responsáveis e competentes na condução das suas tarefas. Colaboradores empoderados sentem que os seus líderes confiam neles, o que os leva a agir com mais confiança e autonomia na conquista dos objetivos.

2. Aumento na produtividade e redução de custos

Profissionais competentes produzem mais e gastam menos recursos. Isso quer dizer que uma gestão mais flexível e integrada torna todos os processos mais rápidos e ágeis, fazendo com que as soluções para os problemas da organização sejam encontrados com muito mais facilidade.

Quando um funcionário se sente também dono da empresa, ele evita o desperdício de tempo, de dinheiro e dos demais recursos. Assim, ele dá o melhor de si, pois sabe que o seu trabalho está diretamente associado ao desempenho da empresa. Sem querer obter resultados negativos, ele aumenta a sua produtividade.

3. Criatividade e inovação

Quando um grupo de pessoas se reúne para compartilhar ideias, soluções mais eficazes, criativas e inovadores podem surgir, em comparação com o modelo tradicional, em que uma pessoa toma a decisão e as demais apenas obedecem.

Nas reuniões da gestão participativa, cada indivíduo (com o seu conhecimento e com o seu olhar particular) pode oferecer a sua contribuição. Dessa soma de talentos e de ideias, surgem soluções incríveis, pois elas levam em consideração diferentes pontos de vista.

Meios práticos de estimular a gestão participativa

A gestão participativa parte da ideia de que o todo é muito mais do que a simples soma das partes. As diferenças de talentos, opiniões, vivências e experiências é o que enriquece o grupo, de modo que todos têm direito a expor as suas ideias.

Por isso, para que uma empresa tire a gestão participativa do papel e a transforme em realidade, ela precisa rever a sua estrutura hierárquica, tornando-a mais flexível e com descentralização do poder. Além disso, é essencial que os líderes sejam pessoas mais acessíveis aos colaboradores. Reuniões frequentes devem ser conduzidas, com estímulo à participação de todo e cada funcionário no processo de tomada de decisões estratégias.

É importante também que a empresa realize pesquisas de satisfação para compreender se os funcionários estão de fato mais felizes com esse modelo que leva em consideração as suas opiniões na tomada de decisões. É necessário verificar também se essa gestão mais inclusiva está, de fato, permitindo que a empresa alcance resultados mais expressivos.

Por fim, como integração é a palavra-chave desse sistema, é importante que a corporação saiba reconhecer os méritos de todos. Por isso, todo bom resultado deve ser celebrado, parabenizando cada iniciativa. Os erros, em contrapartida, não devem ser punidos, mas compreendidos como oportunidades de aprendizado para que soluções mais eficazes sejam postas em prática futuramente.

Diálogo, colaboração, respeito, comunicação transparente e desenvolvimento contínuo de competências: esses são os pilares da gestão participativa. E você, o que achou deste modelo? Acredita que ele possa transformar positivamente o ambiente das empresas? Deixe um comentário com a sua opinião no espaço abaixo. Além disso, não se esqueça de compartilhar este artigo nas suas redes sociais, levando estas informações a quem mais possa se beneficiar delas!

Imagem: Por Who is Danny

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



*Esse conteúdo não é fonte para veículos jornalísticos ou matérias para imprensa, para utilização ou referência por favor entre em contato conosco.

Deixe seu Comentário: