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Pela Necessidade de Espalhar o Perdão

Por: José Roberto Marques | Blog

Quando falamos na Teoria do Satélite do Perdão, muitas pessoas se perguntam o porquê de ser um satélite. O que é um satélite? Chamamos de satélite todo objeto que orbita ao redor de outro.

Existem dois tipos de satélite: os naturais e os artificiais. Os satélites naturais são astros que giram ao redor de planetas, como por exemplo a Lua, que é o satélite natural da Terra. Os satélites artificiais são invenções humanas, são equipamentos lançados na órbita da Terra, usados para transmissão de sinais, aquisição de imagens e diversas outras funções.

Digamos que satélite, aqui, é apenas uma forma metafórica de nos referirmos a uma Força Maior que orbita em nossas vidas. Essa Força pode ser o Universo, o próprio Deus, ou aquilo que fizer mais sentido para você.

Durante nossa existência como seres humanos, desenvolvemos muitas capacidades e habilidades únicas. Nenhum outro ser vivo tem a capacidade que temos de carregar em nossa essência tantos sentimentos, críticas, sonhos, dores… E entre tantas capacidades e habilidades, desenvolvemos senso crítico. Entretanto utilizamos muitas vezes esse poder de forma errada, para julgar as ações, comportamentos e aparência de outras pessoas.

Julgamos com a mesma frequência que respiramos, e cada vez mais nos tornamos críticos sedentos de uma perfeição que nem mesmo nós possuímos. Acreditamos que as críticas que fazemos no dia a dia são apenas pelo intuito de “ajudar o outro a ser melhor”, mas… o que é “melhor”? O que nos faz acreditar que somos melhores que os outros? Por que o outro não pode ser tão bom quanto eu, agindo da maneira dele, se comportando da maneira dele, vivendo da maneira dele?

O mundo está cheio de pessoas prontas para apontar os dedos umas para as outras. Mas, se pararmos para observar bem, ao apontar o dedo para uma pessoa e julgá-la, devemos lembrar que existem três de nossos próprios dedos apontados para nós mesmos. Não seria mais sensato, então, olharmos mais para nossos próprios atos falhos e imperfeições, ao invés de nos preocuparmos com o que o outro diz, ou com a forma como ele se comporta?

Um dos maiores enganos dos seres humanos é acreditar que têm o direito de julgar seu semelhante. Esquecem que apenas Deus, ou o Universo, ou uma Força Maior que rege o mundo, tem esse poder. Aqui usarei o termo Deus porque faz parte de minha crença, mas sinta-se livre para substituir o termo pelo que fizer mais sentido para você. Apenas Ele tem o poder de transcender o carma e o que de mal existe no mundo.

Inconscientemente, acreditamos que somos poderosos o bastante para julgar o outro e culpá-lo por suas e nossas frustrações, ou tristezas… Mas não somos Deus. Não temos o poder, nem o direito de julgar as pessoas. Acreditamos que, além de criticar e julgar, podemos ainda não perdoar. Mas quem somos nós, senão meros filhos de Deus? Aos olhos dEle, não somos melhores do que ninguém. Não temos o Seu poder, portanto não cabe a nós decidir quem será perdoado ou não.

O que cabe a nós, mortais, é seguir ao máximo os exemplos que Ele nos deixou. E que exemplos foram esses? O amor incondicional, mesmo aos nossos inimigos, e o perdão àqueles que nos ofenderam.

O poder de julgamento que acreditamos ter apenas nos causa dor, mágoa, ressentimentos e nos faz lembrar facilmente de fatos passados. Muitas vezes perdemos muito tempo investindo energia em remoer ofensas passadas e mágoas dirigidas a pessoas que acreditamos ter nos feito mal.

E como é possível que uma pessoa com a qual não temos mais contato seja a causadora de sentimentos tão ruins ainda hoje?

Você é feliz?

A resposta é simples: nós alimentamos a raiva e os sentimentos ruins cada vez que nos recordamos deles. Por isso ficamos presos a momentos passageiros de nossas vidas, a um momento que jamais deixará de existir, a menos que sejamos capazes de tomar a decisão de nos libertar e de libertar as pessoas para que elas sigam seu caminho de luz.

Ao lembrar de nossa história e nos conectar com nossa criança interior, podemos aos poucos nos conectar com quem éramos, talvez, aos 5 anos de idade…

Como éramos aos 5 anos de idade? Como você era aos 5 anos de idade? Convido você a se conectar com a pureza de sua criança interior. Basta fecharmos os olhos e nos conectar com o que há de melhor em cada um de nós. De olhos abertos, nossa visão é limitada, mas, de olhos fechados, somos capazes de a qualquer lugar

Para que possamos seguir nossas vidas, basta que sejamos capazes de nos conectar com Deus, ou com uma Força Maior, ou um Satélite no céu, e a energia que enviarmos a Ele será redirecionada às pessoas às quais nos referimos em meditação.

Existem 3 tipos de perdão, e vamos falar mais detalhadamente sobre eles em seguida, mas já aqui serão pincelados para que possamos compreender o satélite.

O primeiro deles refere-se ao Poder Maior do Ser Humano, que é honrar e respeitar a própria história para liberar seu próprio caminho para a vida e evolução contínua. Reconhecer que somos os únicos responsáveis pelas dores que sentimos é o primeiro passo para a libertação. Devemos nos libertar da pior parte de nós mesmos, daquilo que nos paralisa. Podemos nos desconectar de nossa dor e aceitar quem realmente e verdadeiramente somos. Afinal de contas, foram nossas escolhas que nos levaram a ser quem nos tornamos.

Toda vez que fazemos algum mal contra nós mesmos, que nos magoamos, consciente ou inconscientemente, interrompemos nosso papel. Devemos escolher e declarar nosso respeito às nossas falhas, aceitando e perdoando verdadeiramente quem éramos no passado e as escolhas que fizemos. Ainda não tínhamos a maturidade que temos hoje e acreditávamos estar fazendo o melhor que podíamos naquela situação.

O segundo tipo de perdão refere-se ao ato de perdoar todas as pessoas que de alguma forma nos magoaram ou causaram dor. Para isso, podemos imaginar uma energia, uma luz, emanando de nós para o céu, para o Satélite do Perdão, para que Ele cumpra seu papel e direcione nossas boas vibrações àqueles que nos magoaram ou ofenderam.

Somos os únicos capazes de separar nossas memórias das pessoas que nos magoaram e de decidir libertá-las para que elas sigam seus próprios caminhos. Perdão é libertação, e cabe a cada um de nós escolher estar liberto das memórias ruins do passado. Só assim podemos, afinal, estar prontos para amar e perdoar as pessoas por todas as mágoas que nos causaram.

Utilizar o Satélite do Perdão como estímulo, força e símbolo de nossa libertação nos conforta e encoraja a praticar o terceiro tipo de perdão, que se refere àquele que pedimos às pessoas que magoamos.

Para que esse perdão aconteça e possamos nos libertar definitivamente de todo sentimento de culpa que sentimos por ter ofendido alguém ou causado algum mal no passado, basta nos conectarmos ao Satélite e declarar, de todo o coração, o desejo de sermos verdadeiramente perdoados.

No passado, não tínhamos consciência do que estávamos fazendo, não sabíamos que causaríamos tanta dor e mágoa às pessoas, nem que essa dor e essa mágoa não fariam mal apenas às pessoas que magoamos, mas também a nós, pois nos prenderia àquele momento da história.

Ao nos conectarmos com o Satélite do Perdão e pedir a nossa desconexão daquelas pessoas às quais fizemos mal no passado, nos libertamos e permitimos que elas se libertem.

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José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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