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Entenda Como a Endorfina Atua no Seu Corpo

Por: José Roberto Marques | Blog | 28 de junho de 2019

Muitos falam a respeito da endorfina e da sensação de bem estar gerada através desse hormônio, principalmente após a prática de uma atividade física. Mas, será que você conhece todo o poder que ela possui? Continue acompanhando e saiba mais a respeito desse neurotransmissor que é capaz de nos fazer tão bem.

O Que é a Endorfina?

A endorfina é uma substância química produzida naturalmente pelo sistema nervoso e que tem como principal função aliviar a dor ou o estresse. É conhecida como o hormônio do bem estar, porque tem efeito analgésico e leva o indivíduo a se sentir feliz e relaxado. É produzida principalmente no hipotálamo e nas glândulas pituitárias, embora possa vir de outras partes do corpo também.

A conhecida sensação de alegria que é experimentada após a prática de atividades físicas ocorre por conta do aumento nos níveis de endorfina. É importante dizer que esses níveis variam de pessoa para pessoa e que aquelas que têm níveis mais baixos podem ter maior probabilidade de apresentar quadros de depressão ou fibromialgia, problemas sobre os quais falarei mais adiante.

A descoberta da endorfina e do seu poder ocorreu nos anos 80, quando cientistas pesquisavam sobre um tipo de medicamento chamado opioide, geralmente indicado para pacientes que passaram por cirurgias, que tem o poder de aliviar dores e promover uma sensação de euforia. Durante as pesquisas, descobriram que o corpo humano naturalmente continha substâncias que agiam de modo semelhante. Assim surgiu o nome endorfina, que é formado através das combinação das palavras: endógeno, que significa do corpo, e morfina, que é o nome de um analgésico, ou seja, um analgésico do corpo.

O Que a Baixa nos Níveis de Endorfina Pode Causar?

Por se tratar de algo natural que está presente no corpo humano, é de se imaginar que a baixa dos níveis de endorfina possa comprometer a saúde de um indivíduo. Dentre os possíveis problemas, existem três que se destacam.

Depressão: sem a quantidade ideal de endorfina, uma pessoa pode ter mais probabilidade de ter depressão, sentindo-se desanimada e sem motivação.

Fibromialgia: os principais sintomas dessa doença são dores e excesso de sensibilidade pelo corpo. A causa pode estar ligada a baixos níveis de endorfina.

Dor de cabeça crônica: os níveis anormais de endorfina representam uma causa possível para as dores de cabeça contínuas. Algumas pesquisas sugerem que o mesmo desequilíbrio de endorfina que contribui para a depressão também está presente em pessoas com dores de cabeça crônicas.

7 Medidas Para Estimular a Produção de Endorfina Naturalmente

Agora que você já sabe o que é a endorfina e do poder que ela possui, confira dicas para estimular sua produção e garantir boas doses de bem-estar, bom humor e felicidade. São medidas que irão beneficiar tanto a sua saúde física quanto emocional, resultando em mais equilíbrio e qualidade de vida.

1 – Praticar Atividades Físicas

A primeira medida que uma pessoa pode adotar para estimular a produção de endorfina é praticar atividades físicas regularmente. Pode ser corrida, dança, ginástica, o que preferir, apenas é importante que seja algo que goste, para que faça com prazer. Vale lembrar que, antes de iniciar a prática de uma atividade, é fundamental consultar um médico para que ele avalie se está apto para a modalidade em questão e você possa se exercitar de forma saudável e segura.

2 – Saborear Sua Comida Preferida

O ato de comer envolve muito mais do que apenas nutrir o corpo, afinal, os aromas e sabores dos alimentos são capazes de gerar sensações, trazer lembranças e, até mesmo, estimular a liberação de endorfina. Para isso, sempre que for comer algo que goste muito, desfrute do momento ao máximo, sentindo as texturas, os sabores e mastigando calmamente cada pedaço. Assim, também evitará comer mais do que o necessário para se sentir saciado.

3 – Sorrir

Você provavelmente já percebeu o quanto sorrir e gargalhar quando algo engraçado acontece é maravilhoso e promove uma agradável sensação de bem estar, certo? Sabia que isso também acontece por conta da endorfina? Então, experimente rir mais, enxergar as coisas de modo mais leve, se divertir, não é à toa que dizem que rir é o melhor remédio.

4 – Fazer o Bem

Outra atitude bastante poderosa e capaz de estimular a liberação de endorfina é fazer o bem, o que pode acontecer quando você se voluntaria para ajudar em uma causa social ou oferece algum tipo de apoio a uma pessoa que esteja precisando, por exemplo. Fazer parte de algo assim e doar o seu tempo é altamente recompensador e faz com que o cérebro libere endorfina e promova uma sensação muito agradável de paz interior.

5 – Comer Chocolate

O segundo item desta lista se referia a comer alimentos em geral para estimular a liberação de endorfina, contudo, é preciso falar a respeito de um em especial, que está bastante associado ao prazer, o chocolate. Entretanto, não é qualquer tipo e sim aqueles que possuem a maior concentração de cacau, pois é na fruta que está presente a substância que tem esse poder. Ah, e antes que pense que pode sair por aí comendo várias barras de chocolate, saiba que basta cerca de sete gramas por dia para sentir o benefício.

6 – Sentir o Aroma da Lavanda

Os aromas são capazes de despertar em nós lembranças e sensações e uma em especial é conhecida por ajudar a relaxar e promover o bem-estar, a lavanda. De acordo com estudos, a lavanda também estimula a liberação de endorfina. Por essa razão, espirrar essências com esse aroma pela casa e também no travesseiro, ajudará você a se sentir mais tranquilo e relaxado.

7 – Passar Por uma Sessão de Acupuntura

A acupuntura, um tipo de terapia originado na medicina chinesa, é realizada através da inserção de pequenas agulhas em pontos específicos do corpo, com o objetivo de tratar vários tipos de problemas. Recentemente, foi descoberto que essas aplicações são capazes de enviar mensagens ao cérebro e fazer com que ele libere endorfina.

Como se pode ver, a endorfina é um neurotransmissor que tem uma grande influência sobre o nosso bem estar físico e emocional, por isso, colocar em prática medidas que estimulem sua liberação é, também, um ato de autocuidado. 

 

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