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Dicas para identificar soft skills ao selecionar profissionais para sua empresa

Por: José Roberto Marques | Blog | 06 de agosto de 2020

Em um contexto em que as empresas buscam por profissionais com inteligência emocional, as chamadas soft skills se tornam prioridade nos processos de seleção. Já se foi o tempo em que os recrutadores observavam apenas as habilidades técnicas (hard skills) para efetivar uma contratação, mais do que ser um profissional tecnicamente preparado, é fundamental ser uma pessoa equilibrada.

Afinal, o que são soft skills?

Soft skills podem ser definidas como competências emocionais, qualidades pessoais de um indivíduo que o tornam apto a desenvolver relacionamentos mais saudáveis com seus colegas. Contar com colaboradores que possuem essas habilidades possibilita a criação de um ambiente organizacional mais tranquilo e favorável à produção de ideias inovadoras.

Pessoas que têm um bom relacionamento interpessoal são mais felizes e, logo, mais produtivas no ambiente de trabalho. Tais habilidades são aprendidas ao longo da vida, mas também podem ser incentivadas a se desenvolver com maior ou menor intensidade. Alguns exemplos de soft skills são proatividade, capacidade de trabalhar em equipe, comunicação verbal, capacidade de liderança, poder de persuasão, entre outras.

Veja quais são as soft skills mais desejadas no mercado de trabalho

Em alguns casos, é possível que as soft skills desejadas tenham uma relação específica com o cargo que será ocupado pelo profissional, mas, em linhas gerais, algumas habilidades emocionais se destacam nas preferências dos recrutadores, sendo elas: capacidade de trabalhar em equipe, boa comunicação e equilíbrio emocional mesmo sob pressão.

Muitas empresas não conseguem chegar ao auge produtivo que suas equipes são capazes porque os profissionais não têm a habilidade de trabalhar em conjunto. Em um contexto corporativo que vem se tornando cada vez mais nocivamente competitivo, é fundamental contar com pessoas que tenham facilidade em colaborar com os colegas. A percepção de que os resultados alcançados são de todos e não apenas um indivíduo permite alcançar resultados sem igual.

Em conjunto com a capacidade de trabalhar em equipe, é relevante ter a soft skill da boa comunicação, de conseguir transmitir para as pessoas com quem se está trabalhando uma ideia sólida. Profissionais que se comunicam com efetividade tornam-se mais produtivos no contexto corporativo.

Para finalizar a tríade das soft skills mais desejadas pelas empresas está o equilíbrio emocional mesmo diante do caos. Prazos curtíssimos, clientes que cobram a todo momento os resultados, mudanças repentinas nos projetos, entre outros tópicos podem tornar a rotina de trabalho demasiadamente estressante. Sem equilíbrio emocional fica difícil manter o rendimento nesse contexto.

5 Dicas de como identificar as soft skills no recrutamento de profissionais

Para quem trabalha no processo de seleção de profissionais listei algumas dicas de como identificar soft skills que se mostram cruciais no dia a dia de trabalho.

Você é feliz?

1 – Defina as soft e hard skills de cada cargo

Antes de começar a entrevistar candidatos para as vagas abertas na empresa, é necessário ter uma ideia bem definida de quais são as características técnicas e emocionais mais relevantes para ocupar cada cargo, ou seja, as hard e as soft skills.

Considere quais são as atividades cotidianas de cada função para determinar que tipo de habilidade é mais necessária. Além disso, some a essa equação a cultural organizacional da companhia para não errar, contratando uma pessoa com valores discrepantes.

2 – Elabore a descrição da vaga

Basicamente, se trata de elaborar um texto explicativo a respeito do cargo e de quais são as funções pertinentes ao mesmo. Indico que nesse texto sejam mencionadas apenas as hard skills, ou seja, as habilidades técnicas que podem ser comprovadas com certificados de cursos e por meio de testes práticos. As soft skills não podem ser comprovadas com diplomas, logo, o selecionador deverá usar estratégias de abordagem na entrevista e, também, a aplicação de testes comportamentais.

3 – Entrevista inicial

Tendo feito um processo de triagem dos currículos enviados, observando o atendimento das hard skills, o recrutador pode iniciar o processo de investigação das soft skills por meio de uma entrevista. Esse primeiro contato pode ser presencial ou por vídeo, a ideia é ter uma conversa com o candidato em que algumas perguntas estratégicas sejam inseridas para tentar visualizar quais são suas habilidades pessoais.

Uma dica é contar com o trabalho de consultoria de um psicólogo voltado para a área de Recursos Humanos para selecionar as questões, você pode pesquisar testes disponíveis na internet, mas a opinião de um profissional é sempre bem-vinda. Lembre-se de que os investimentos feitos para melhorar seu processo de seleção se refletirão em menor rotatividade e, consequentemente, na redução dos custos.

4 – Dinâmicas de grupo

Para ter certeza quanto à escolha do melhor candidato é possível realizar uma segunda etapa de seleção, que consiste em uma dinâmica de grupo. O objetivo dessas dinâmicas é simular, mesmo que de maneira lúdica, situações do dia a dia de trabalho em que os profissionais precisarão ter boa comunicação, capacidade de trabalhar em equipe e se manterem equilibrados sob pressão para identificar a existência de soft skills bem desenvolvidas.

Nesse tipo de atividade, é possível perceber quem tem talento nato para liderança, quem sabe ouvir e assimilar boas ideias, quem interage de forma saudável com os demais, mesmo numa situação de competição por um cargo, entre outros. Mas, é claro que somente observando o profissional atuando no dia a dia da companhia é se que poderá ter certeza de que ele realmente tem as habilidades pessoais necessárias.

5 – Erros guiam acertos

Pode acontecer de um profissional que parecia ter determinadas soft skills ser contratado, mas não conseguir se adaptar ao ambiente corporativo da empresa. Isso pode ser consequência de uma avaliação falha ou, então, de falta de compatibilidade entre o indivíduo e a companhia. O mais importante em uma situação assim é que o recrutador faça o exercício de buscar aprender com o erro na seleção, evitando cometê-lo novamente.

O processo seletivo não precisa ser desgastante, nem para o candidato e nem para o recrutador, basta que as duas partes saibam de antemão o que esperam uma da outra e se isso pode se concretizar efetivamente. Recrutamento profissional é uma atividade complexa, mas que pode ser simplificada com o estabelecimento de um método coerente.

Com essas dicas é mais fácil selecionar os candidatos certos para a sua empresa, considerando tanto as hard quanto as soft skills. 

 

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