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O que é consciência?

Por: José Roberto Marques | Blog | 27 de abril de 2019

A Consciência Humana sempre foi matéria-prima para pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, desde profissionais voltados à neurologia, até mesmo aqueles que estudam o espírito humano. O que não podemos negar é o fascínio que gira ao redor da consciência e, ao mesmo, a dificuldade de lhe atribuir uma definição Universal, que englobe todas as suas propriedades.

O que é verdadeiramente a Consciência Humana? Dois pesquisadores, o linguista Ray Jackendoff, da Tufts University, e o filósofo Ned Block, da Universidade de Nova York, tentaram explicar. Eles chegaram a duas conclusões que dialogam entre si.

Para os dois, a consciência é o conhecimento que você tem de você mesmo conectado ao mundo. Isso acontece porque nossa mente funciona como um banco de dados, armazenando tudo o que vemos e percebemos. Ao mesmo tempo que faz essa compilação do todo ao nosso redor, ela monta uma ficha sobre nós mesmos, desde os nossos primeiros anos de sua vida.

Nesse ponto de vista, a consciência é, ao mesmo tempo, tudo o que está arquivado em nossa mente sobre nós mesmos e tudo aquilo que você pode acessar na sua mente, conhecimentos, vivências, etc. Sabe quando estamos conversando com alguém e colocamos um argumento em pauta que nem lembrávamos que estava lá? Então, essa é a sua consciência.

Claro que há aquilo a qual não temos acesso quando estamos em estado de alerta (falaremos mais adiante sobre os estados da consciência). Essa parte que fica escondida é tudo aquilo que o sistema nervoso decidiu que não iria para a consciência. Só teremos acesso a esse conteúdo em um estado de sonolência e sono, por exemplo.

Se essa definição de consciência pode ser considerada mais racional, partimos então para um significado mais emocional. Reflita um pouco sobre as surpresas e os sustos que levamos durante a vida e como reagimos a eles. O que vem primeiro: a emoção do susto e da surpresa ou o sentimento do medo ou inquietude? Quando levamos um susto, só depois de um tempo nós racionalizamos o que aconteceu. O mesmo ocorre com qualquer outra emoção.

O neurologista português Antonio Damásio, da University of Southern California, nos conta que a emoção compõe a maior parte da nossa mente e ela vem antes do pensamento. A consciência seria apenas uma pequena parte de toda nossa mente e essa pequena parte, conhecida como “Eu” é o que coordena essas emoções.

Ele é considerado o “mago do cérebro” por sua teoria sobre as emoções e os sentimentos. Damásio considera que todos os seres vivos possuem consciência, somente o nível de sofisticação varia de espécie para espécie. O que nos tornaria diferente das outras espécies que é que incorporamos capacidades como memória, imaginação, criatividade e raciocínio lógico.

Ele ainda postulou que as emoções são diferentes dos sentimentos. As emoções são um conjunto de várias coisas, como respostas químicas e neurais, que são projetadas na mente e formam um determinado padrão. Esse padrão são os sentimentos.

Dessa forma, as emoções que surgem são anteriores aos sentimentos que surgem delas. Por exemplo, quando atravessamos a rua e somos surpreendidos por um carro, primeiro aparecem a palpitação do coração, o suor, as pupilas dilatadas. Em seguida, o medo toma conta do nosso ser.

Assim, as emoções estão mais relacionadas às reações corporais, enquanto os sentimentos estão ligados diretamente aos pensamentos, ao raciocínio.

Essa emoção que sentimos foi, e continua sendo, essencial para a preservação da espécie e, com o tempo, o cérebro passou a lidar melhor com tais emoções primitivas e foi criado esse “Eu” para gerencia-las.

Nasce, dessa maneira, a nossa consciência. Ela é importante para controlar as emoções, mas também para nos manter vivos. Mas é claro que, como ponta do iceberg, esse “eu” racional não consegue administrar todo esse conjunto de emoções e sentimento. Por isso, que é muito difícil controlar as emoções, geralmente nos vemos tomados pelo estresse, pela raiva, ódio, entre outros impulsos naturais.

Para completar esses dois conceitos, apresentamos mais dois, dessa vez opostos. O neurocientista e filósofo David Chalmers, da Universidade Nacional da Austrália, afirmou em seu livro “A mente consciente” (tradução livre de The Conscious Mind) que a consciente é uma propriedade de todas as coisas existentes, desde o copo que você segura cheio d’água até seu bichinho de estimação, passando por você mesmo.

Contudo, assim como afirmou Damásio, mas este a respeito dos seres vivos, Chalmers acredita que existem diferentes graus de consciência e estes estão diretamente ligados com grau de vivência de cada objeto, de experiências. A quantidade de experiência pela qual passa um objeto determina é proporcional a quantidade de consciência que ele possui.

O cérebro experimenta, a cada segundo, uma quantidade infinita de sinapses e conexões, fazendo com que tenha um alto grau de consciência. O contrário de uma pedra, por exemplo, que somente passa por deteriorações ao longo da existência.

Por fim, a quarta e última tentativa de definição da consciência é feita por Daniel Dennett. Rebatendo Chalmers, que considera que todas as coisas matérias possuem consciência, Dennett acredita que apenas os seres humanos possuem consciência, por um motivo muito simples: ela é fruto das interações entre as 100 trilhões de células que existem no nosso cérebro.

Você é feliz?

Nesse processo não linear, isso quer dizer que não podemos estabelecer uma conexão em decorrência da outra, todas acontecem ao mesmo tempo e em diversas partes de nosso cérebro.

Podemos até afirmar a representação o mundo na mente é uma capacidade humana assim como a postura que adquirimos ao longo do processo evolutivo, faz parte da seleção natural pela qual passamos.

O que varia de pessoas para pessoa, já que todos nós humanos possuímos essa capacidade de conexão entre as células do cérebro, é a forma como os neurônios transmitem os sinais para os diversos lugares da nossa mente.

Lembra-se da discussão que tivemos há um tempo atrás sobre se um vestido era azul e preto ou dourado e branco? Essa teoria poderia explicar porque você viu azul e preto e seu melhor amigo dourado e branco, mesmo que você tentasse convencê-lo do contrário. Essas diferentes interações entre neurônios podem ser chamadas também de “Eu”.

A que conclusão chegamos ao esmiuçar essas teorias sobre a consciência? Fazendo um entrelaçamento de todas essas teorias, chegamos a um modelo que consciência ideia para começarmos para falar sobre a Abundância, a Riqueza e a Prosperidade em vida.

A Consciência é a experiência se estar ciente de algo, seja o que for, desde o mundo ao seu redor até pensamentos e sentimentos. Ela é uma interação infinita entre todas as células cerebrais, que processam tudo o que percebemos no mundo ao nosso redor e tudo aquilo que compilamos sobre nós mesmos.

Dessa forma, a soma de todas as representações que você faz dos outros e de seu ambiente são realizadas pelas diversas e incontáveis conexões entre os neurônios. Podemos denominar isso consciência e ela pode se expandir a cada dia, desde que mantenha a mente aberta e busque conhecer cada vez mais.

Convido você a refletir sobre a sua consciência. Será que ela é igual a de sua mãe, a de seu irmão ou a de seu melhor amigo? Será que todos nós percebemos o mundo da mesma forma? Será que a percepção que temos de nós mesmos é a mesma que o outro tem de nós?

Tais perguntas promovem uma onda de reflexões sobre quem somos e o que podemos ser. Como levamos a vida até esse presente momento e como pretendemos alcançar nossos objetivos.

Cada um de nós tem uma visão de mundo, uma compreensão de como tudo deveria ser e, consequentemente, somos a extensão dessa compreensão. Ter consciência é entender o que nos cerca, é o que permite que naveguemos por todas as informações que existem em nossa cabeça e que seu pensamento nos leve para além da situação atual. É por meio dela que conseguimos refletir e pensar sobre o que nos aconteceu no passado e, ainda, imaginar quadros futuros.

Dessa forma, ela é o trunfo humano para sair de um estado atual para um estado desejado, além disso é o que temos de mais precioso quando precisamos superar algo que nos fez mal no passado. Sua ajuda é necessária para que possamos ressignificar eventos que nos causam ainda dor no presente.

ESTADOS DE CONSCIÊNCIA

Os estados de consciência têm relação direta com a vibração do corpo humano. Nós somos formados por células que vibram, se chocam, se multiplicam, compõem tecidos. Esses pequenos componentes são comandados por estímulos eletroquímicos emitidos pelo cérebro.

A frequência desses impulsos é o que vai determinar em que estado de consciência estamos, de que forma percebemos e captamos as coisas e entendemos as pessoas. A quantidade de frequência mental determinar a capacidade e a profundidade da experiência humana.

Podemos estar em cinco estados de consciência:

  • Beta: Estado de alerta ou de consciência normal
  • Alfa: Estado sonhando acordado ou de relaxamento profundo
  • Theta: Estado de sonolência ou de meditação
  • Delta: Estado de sono e sem sonhos
  • Gama: Estado de alto nível de percepção

 

  • Beta: Estado de alerta ou de consciência normal

Neste estado, nós estamos acordados, plenamente conscientes de quem somos, de onde estamos e o que está acontecendo ao nosso redor. Chamado também de estado de alerta ou estado de vigília, ele é caracterizado por uma frequência de 12 a  30 Hz, ou 21 ciclos por segundo. Quando estamos sob efeito do medo, da tensão, do estresse e do susto, a frequência aumenta para 60 ciclos por segundo.

  • Alfa: Estado sonhando acordado ou de relaxamento profundo

No estado Alfa, nós estamos mais relaxados e não tão focados quanto costumamos estar, quando estamos em estado de vigília. Também chamado de estado de meditação leve (quando é induzido) ou sonhando acordado, o cérebro, quando está neste estado, apresenta um ritmo de 8 a 13 Hz (ou 7 a 14 ciclos por segundo) o que favorece a inteligência, a criatividade, a intuição, as percepções sensoriais e extra-sensoriais, a memória e a inspiração. Podemos chamá-lo também de estado da genialidade e do fluxo artístico.

  • Theta: Estado de sonolência ou de meditação

O Theta é um estado de semiconsciência, quando estamos semiconscientes sobre o mundo ao nosso redor. Quando ele é induzido, é chamado também de meditação profunda. Ele é o último nível que atingimos estando ainda em um estado consciente.

A atividade cerebral é caracterizada por um ritmo de 4 a 7 Hz, ritmo de um estado de sonolência ou hipnose profunda.

É importante lembrar que estamos caminhando para uma ausência de fronteira entre o consciente e o subconsciente. Quanto mais próximo chegamos a união dos dois, mais adentramos a Sabedoria Infinita.

  • Delta: Estado de sono e sem sonhos

Este é o estado de inconsciência, quando não estamos mais conscientes do todo ao nosso redor nem de nós mesmos. Também chamado de sono profundo e sem sonhos, ele apresenta um ritmo cerebral de ½ a 4 ciclos por segundo.

Esse estado é essencial para que consigamos restaurar nossa consciência cotidiana e nos conectar com a mente universal. No estado Delta, já não há mais fronteiras entre o consciente e o subconsciente.

  • Gama: Estado de alto nível de percepção

Mais recentemente, descobriu-se um quinto estado de consciência: O estado Gama, também chamado de estado ne alto nível de percepção. Ele é caracterizado por uma frequência elevada da atividade cerebral (40 a 100 Hz).

Nele, a ocorrência de insights é muito maior, pois a frequência das ondas possibilita um maior aprendizado, devido ao processamento acelerado da memória e das informações.

As escolhas que fazemos em nossa vida são originárias de um livre-arbítrio movido pelas situações que mundo nos apresenta. Assim, quando percebemos o mundo, conscientemente, tomamos um caminho ou outro. Indo mais fundo na teoria, as razões que nos são apresentadas pelas outras pessoas, por meio da linguagem, nos faz tomar determinados caminhos. O que conta, assim, não é apenas a forma como vemos o mundo, mas também a interação com as outras pessoas.

 

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