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Depressão ou tristeza? Veja 5 dicas de como diferenciar uma da outra

Por: José Roberto Marques | Blog | 03 de outubro de 2019

A depressão é um transtorno que acarreta em sérias consequências para o indivíduo acometido por ela, demandando acompanhamento psicológico e a realização de tratamento médico. Estar triste, por sua vez, faz parte da vida de todo ser humano e consiste em uma situação passageira. Saber diferenciar os dois estados é fundamental para tomar as providências necessárias para a resolução de cada caso.

No decorrer deste artigo, irei explicar as diferenças entre depressão e tristeza, para que saiba identificar um e outro no seu próprio comportamento ou de pessoas próximas. Afinal de contas, em casos de depressão, quanto antes o problema for identificado, melhor é o prognóstico.

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5 dicas para diferenciar a depressão de tristeza

Tristeza e depressão podem até compartilhar algumas características, mas não são, nem de longe, a mesma coisa. Saber identificar um quadro depressivo é essencial para buscar ajuda médica e, assim, iniciar um tratamento pertinente. No caso de quem está enfrentando uma tristeza, também é importante identificar o motivo, a fim de trabalhar a busca pelo equilíbrio emocional e evitar que evolua para um transtorno emocional. Abaixo vou apresentar 5 dicas que vão te ajudar a diferenciar uma tristeza de um quadro depressivo, acompanhe.

1 – Motivo do descontentamento

A principal diferença entre tristeza e depressão está na identificação do motivo para a sensação de frustração. Quando algo ruim acontece, como perder o emprego, terminar um relacionamento ou mesmo perder um ente querido, é possível entender de onde vem o sentimento de tristeza e ele se justifica. Então, você sabe exatamente o motivo pelo qual está desanimado, sem vontade de realizar suas atividades e tudo isso tende a aliviar com o passar dos dias.

Já quem está em um quadro de depressão, não sabe dizer a razão pela qual está triste e tende a acreditar que tudo está sempre ruim, independente do que esteja acontecendo ao seu redor. Há desproporcionalidade para o sentimento de tristeza em relação à realidade dessa pessoa. Se você tem passado por uma situação delicada ou conhece alguém que esteja, considere se existe um motivo para essa prostração.

2 – Tempo de duração

A tristeza é passageira, a partir do momento em que o motivo que causa dor se afasta e/ou o tempo vai curando as feridas deixadas, é natural começar a se sentir menos impactado. Isso quer dizer que, aos poucos, o indivíduo vai se sentindo melhor, começa a se acostumar com a nova realidade gerada pela mudança e vai esquecendo o que lhe causa tristeza.

Ao contrário disso, a depressão é duradoura e se manifesta todos os dias por, pelo menos, duas semanas. Nesse caso, o indivíduo não sente que a dor está sendo aliviada com a passagem do tempo. Ressalto que alguns dos sintomas da depressão vão aumentando gradativamente, de maneira que podem não ser identificados em uma primeira avaliação.

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3 – Desinteresse por atividades que eram prazerosas

Uma pessoa que está triste pode ter vontade recorrente de chorar e sentir um grande desânimo durante certo período. Dependendo do motivo que desencadeou a tristeza, também é normal ter a sensação de ser impotente e experimentar uma profunda angústia. No entanto, esse indivíduo ainda consegue se manter ativo dentro do possível.

Alguém que está deprimido, além desses sintomas que mencionei acima, não sente mais prazer em realizar atividades que antes eram seus hobbies, por exemplo. Um desenhista pode deixar de desenhar, um músico de tocar, um jogador de tênis de disputar uma partida e um cinéfilo perder a vontade de assistir filmes. Outros sintomas relevantes de citar são a culpa (geralmente injustificada) e pensamentos relacionados a tirar a própria vida.

4 – Irritabilidade

Embora a raiva não seja um dos sintomas mais citados quando o assunto é depressão, trata-se de um comportamento bastante recorrente entre os acometidos por esse transtorno. Uma pessoa que está apenas triste não vai se sentir irritada com facilidade, talvez, inicialmente se sinta revoltada pelo o que motivou sua situação, mas nada desmedido.

Por sua vez, o indivíduo deprimido pode se tornar agressivo com aqueles que o cercam. O grande problema em não detectar que está sofrendo com um transtorno psicológico é colocar em xeque as relações pessoais, que são primordiais para o fortalecimento do ânimo durante o tratamento. Portanto, ao perceber uma irritabilidade anormal em uma pessoa próxima, aliadas a outros dos sintomas comuns à depressão, evite levar para o lado pessoal e incentive-o a buscar ajuda.

5 – Mudanças de peso e apetite

Mais uma dica relevante para diferenciar depressão de tristeza, o transtorno pode acarretar em mudanças de apetite e de peso. Destaco que pode haver aumento ou redução significativa de peso em um período curto de tempo. Ao observar uma alteração de mais de 5% de seu peso que não tenha nenhuma justificativa física, procure um médico.

Diversas doenças podem ser a causa para essa oscilação na balança, contudo, quando está associado com outros sintomas que mencionei ao longo do artigo, pode ser um sinal de alerta para o desenvolvimento de depressão. Fique atento ainda ao seu comportamento à mesa, perder a vontade de comer ou, ao contrário, comer demasiadamente para preencher algo que parece estar faltando, demonstra que tem algo que não está certo.

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Depressão tem tratamento

Se você acredita que está sofrendo de um quadro depressivo, recomendo que procure um psiquiatra para se consultar e ter um diagnóstico. A boa notícia é que existem tratamentos que podem ser bastante eficientes, ajudando o paciente a voltar a ter uma vida normal, com ânimo e energia para retomar a sua rotina e ter novas experiências.

Dentre as opções de intervenção estão a realização de sessões de psicoterapia com um psicólogo (geralmente uma vez por semana) e o uso de medicamentos, que pode ser por períodos mais curtos ou continuamente. Em casos de recaída, o tratamento medicamentoso pode se estender por mais dois anos. Lembre-se que somente um psiquiatra pode fazer o correto diagnóstico e o acompanhamento.

 

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