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Depressão Nervosa

Por: José Roberto Marques | Blog | 13 de abril de 2019

A depressão nervosa, também chamada de transtorno ou síndrome depressiva, é um tipo de depressão que se prolonga por um longo tempo em forma de alterações no humor, mergulhos em grande tristeza e mal-estar profundo que pode levar ao desespero.

Nela, os episódios depressivos se tornam recorrentes e é possível perceber uma mudança brusca entre o estado habitual da pessoa e o estado com a depressão, pois os sintomas são bem claros e distintos.

Alguém diagnosticado com a síndrome depressiva, ou depressão nervosa, sente a perda rápida de prazer para realizar as atividades que mais gosta, o crescimento de ideias obscuras e suicidas, uma lentidão dos movimentos do corpo e do raciocínio, sinal que mais dificulta o exercício de qualquer tarefa cotidiana. Qualquer movimento é um peso enorme que o paciente carrega.

Além disso, outros sintomas que surgem são tristeza profunda, fadiga intensa, transtornos de apetite que podem levar à anorexia ou à compulsão alimentar, distúrbios do sono, dificuldade de se comportar normalmente e de se concentrar e culpabilidade importante.

É importante salientar que o depressivo, seja qual for o tipo e o estágio em que se encontra na doença, sempre terá uma visão deturpada de si mesmo, o que resulta em uma baixa autoestima ou desvalorização de si próprio.

Os depressivos tendem a ter uma visão deturpada e distorcida a forma como veem a si mesmos, a própria vida e como são os que estão ao redor. Essa visão tende a estar impregnada do sentimento mais negativo possível, sem ver que qualquer situação ou problema podem ser resolvidos de forma positiva.

Isso não pode servir de desculpa para os que estão ao redor verem essa pessoa como tóxica ou sugadora de energias. É importante entender que nada do que acontece com elas é pensado, tudo é um resultado de genes, histórico de vida, entre outras coisas.

O diagnóstico só acontece quando o médico identifica no paciente pelo menos cinco sintomas dentre os citados. A consulta consiste em um exame clínico do paciente e questionamento a respeito do estado emocional. Além disso, o médico deve perceber o estado geral e o comportamento do paciente, pois eles são indícios da doença.

Geralmente, episódios depressivos graves ou depressão crônica são tratados com o uso de antidepressivos e acompanhamento psicoterapêutico regular. Durante os 15 primeiros dias de medicação, pode acontecer o que chamamos de retirada da inibição. Além disso, podem ser percebidas propensão ao suicídio.

Junto com os remédios, que servem para equilibrar o nível de neurotransmissores, é importante fazer qualquer outra atividade que faça com que sua autoestima seja restaurada.

A autoestima e a aceitação da nossa imagem corporal é um importante mecanismo para a recuperação de uma pessoa que esteja passando por episódios depressivos, pois é com a uma boa autoestima que afirmamos nossa real essência e conseguimos superar qualquer obstáculo.

Cinco Formas de Lidar com a Depressão Nervosa

Seja qual for o transtorno psicológico, como é o caso da depressão nervosa, precisa começar com o primeiro passo, que é a busca por uma ajuda no momento em que percebemos que algo não está bem dentro de nós e com nossa rotina.

Apenas um profissional poderá dar o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento. Porém, há cinco formas de lidar com a depressão nervosa e trazer de volta o bem-estar para sua vida.

  • Admita a doença: não ignore nem desmereça o diagnóstico. O quanto antes você aceitar que tem esse tipo de depressão, mais fácil será lidar com ela. Sabemos lidar melhor com aquilo que admitimos que existe do que com o que não aceitamos, pois a doença vai continuar existindo, podendo crescer e se tornar um monstro quase que incontrolável.
  • Nunca pare o tratamento: nunca deixe o tratamento de lado, pois ele é seu principal aliado nessa luta. Por mais que, com o tempo, consigamos ver os resultados e a tendência é largar o tratamento após a melhora, não deixe isso te impedir de prosseguir com o tratamento. A depressão nervosa precisa ser controlada para que você vida com qualidade sem a quantidade de crises que possuía antes.
  • Não sinta vergonha nem culpa: não há problema em ter a doença. Dessa forma, não sinta vergonha nem ache que tem culpa no que está acontecendo com você. A depressão é o resultado de muitos fatores e nenhum deles tem relação com algo que você procurou ou que foi consequências de seus atos.
  • Sempre compartilhe seus momentos de luta com os outros: haverá momentos difíceis e até mesmo insuportáveis, em que você vai achar que nada vale a pena mais. Por isso, que precisamos de quem mais amamos do nosso lado em todos esses momentos. Busque ajuda para conversar, converse, divida seus problemas e as pequenas vitórias sempre, pois esse é o melhor jeito de ver a melhora e de ganhar o apoio que precisa.
  • Faça atividades que dão prazer: lembre-se das atividades que mais gostava de fazer quando se sentia bem: andar de bicicleta, passear com os sobrinhos ou o cachorro, nadar no mar, aprender coisas novas, ler, ver TV, fazer algum esporte… tudo isso precisa estar presente nesse momento. Escolha a que mais te faz bem e, se no começo foi algo forçado, com o tempo (junto com o tratamento) ela se torna a atividade da qual não largava mão.

 

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