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O Poder do Cérebro – Podemos Ser Superinteligentes?

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superinteligência

Lightspring/Shutterstock A superinteligência é atribuída a pessoas com múltiplas capacidades e que se destacam entre os demais

Antes de entender o que é superinteligência, é importante saber o que é Inteligência. Há muitos anos nos referimos a uma pessoa que é conhecedora e se destaca em determinados assuntos como uma pessoa inteligente.

Normalmente a inteligência é uma característica visível de indivíduos que demonstram seus saberes e possuem diferentes habilidades, sendo também o que diferencia o homem (que tem consciência e pode fazer escolhas) dos demais animais (irracionais, sem discernimento). Esse assunto, inteligência, por sua vez, sempre despertou muita curiosidade e interesse em cientistas e pessoas comuns.

Desvendando a Superinteligência

Diante dessas curiosidades, e para entender porque algumas pessoas tinham dificuldade de aprendizado, em meados dos séculos XIX e XX foram criados testes considerados serem capazes de medir o quanto alguém era inteligente ou não, os chamados testes de Q.I. (Quociente Intelectual).

No entanto, com alguns resultados contraditórios desse teste, que demonstrava que algumas pessoas com o Q.I. alto nem sempre alcançava o sucesso ou se destacava e muitas pessoas com Q.I. baixo, alcançavam resultados extraordinários, muitos cientistas começaram a aprofundar no assunto e fizeram grandes descobertas sobre a capacidade neural do cérebro humano.

A partir desses estudos, surgiram novos termos como a Superinteligência, a Neuroplasticidade ou Plasticidade Cerebral e a Aprendizagem Acelerativa. Vamos entender um pouco sobre cada um desses termos e como eles se interligam.

O termo Superinteligência traz a ideia de uma pessoa com uma mente “superpoderosa”, capaz de ter todas as respostas para todas as perguntas ou de simplesmente, e o provado cientificamente, de ser uma pessoa com inteligências múltiplas, capaz de corresponder bem a qualquer tipo de habilidade. Mas o que de fato é a Superinteligência e o que faz uma pessoa ser superinteligente?

A Origem da Superinteligência

A Superinteligência foi descoberta por um brasileiro, o professor Luiz Machado, e de forma simples e resumida pode ser considerada como uma “educação mental”, que proporciona estímulos a mudanças, aprendizagem e reaprendizagem entre os dois lados do cérebro (hemisférios: esquerdo e direito).

Por meio desses estudos, chegou-se às estruturas responsáveis pelas emoções, também conhecidas como “sistema-límbico” (limbo, borda) – envolvem o tronco cerebral, parte da medula espinhal que está ligada diretamente ao espaço cerebral, e totalmente envolvidas nas múltiplas funções, como memória, comportamentos, aprendizagem, motivação, entre outras, ligando mente e corpo.

Identificou-se, portanto, que a Inteligência está mais ligada ao sistema límbico, do que ao intelecto, uma vez que o sistema límbico está diretamente ligado ao S.A.P.E. (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie), que funciona como um sintetizador de tudo que chega ao cérebro. É como se o cérebro recebesse várias informações, tanto do mundo interno e externo ao mesmo tempo e “resumisse” para evitar confusões de raciocínio e ações.

As habilidades que demonstram a inteligência ou superinteligência só serão desenvolvidas se o S.A.P.E. receber informações e criar imagens mentais capazes de gerar energia – sentimento, que o estimulem para gerar resultados, como objetivos a serem alcançados. O S.A.P.E. também é capaz de antecipar-se e prever acontecimentos que irão acontecer – a tão considerada “intuição”.

É através desses estímulos ao S.A.P.E. que é possível desenvolver a Superinteligência.

O Que é Superinteligência?

De forma simples e resumida, a Superinteligência pode ser considerada como uma “educação mental”, que proporciona estímulos a mudanças, aprendizagem e reaprendizagem entre os dois lados do cérebro (hemisférios esquerdo e direito).

No hemisfério esquerdo do cérebro está o intelecto, é mais racional e analítico. Já o lado direito está a criatividade, musicalidade e é considerado ser mais abrangente que o esquerdo. Observa-se, portanto, que qualquer pessoa pode serSuperinteligente, desde que desenvolva os recursos de ambos os hemisférios cerebrais.

Como se Tornar Superinteligente

As capacidades neurais de qualquer lado do cérebro podem ser desenvolvidas, o que fará com que uma pessoa venha a ser superinteligente e corresponda bem a qualquer habilidade.

Uma pessoa pode ser Superinteligente exercitando seu cérebro e realizando atividades que o estimulem a aprender, focando em ações que gerem resultados, usando suas melhores formas de aprendizagem e sentindo (internalizando) o que se aprendeu.

Relação da Neuroplasticidade com a Superinteligência

A Neuroplasticidade ou Plasticidade Cerebral é a capacidade que o cérebro tem de se reconstruir através de alterações na morfologia e funções do sistema nervoso – fazendo conexão entre as sinapses e fisiologia, em resposta a estímulos externos ou internos de forma frequente. Ela tem muita relação com a forma que a Superinteligência é desenvolvida, pois também depende de ações contínuas.

Para simplificar, através da Neuroplasticidade é possível que uma pessoa que sofreu um acidente grave e perdeu a parte do cérebro relacionada à fala, volte a falar, se houver esforços repetitivos próprios para isso. Pode ser que essa pessoa nunca volte a ter a parte do cérebro que foi lesionada ou perdida, mas ela será capaz de reconstruir habilidades que existiam antes do acidente, em outras partes do cérebro, através de uma reorganização neural. Também é através dela que um indivíduo pode se adaptar a situações de traumas e perdas.

Através dessa plasticidade cerebral, quebra-se uma “crença” ultrapassada de que ao se chegar uma determinada idade e especialmente quando o cérebro se torna adulto, ele não seja capaz de aprender mais e de construir novas sinapses. Conforme estudos e fatos demonstram, é possível sim, retomar habilidades antes vividas e criar novas habilidades – é o poder da “cocriação” cerebral com resultados visíveis, melhor dizendo.

Como Acelerar o Aprendizado Cerebral

Talvez acelerar o aprendizado de um aluno seja um grande desafio de muitos professores, principalmente dos alunos que possuem uma forma de aprender mais lenta, dificuldades de aprendizado e déficit de atenção. Essa também era uma preocupação do Prof. Luiz Machado, quando iniciou seus estudos sobre a Superinteligência.

Escolas com ensinos mais avançados em Educação, principalmente as de educação infantil, tem criado formas de estimular os dois hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) para fazer com que cada aluno aprenda do seu jeito. É possível ver muitos cases de professores que lecionam em cursinhos pré-vestibulares e para concursos usando técnicas que também estimulem esse tipo de aprendizado de forma mais rápida, fazendo com que o aluno assimile melhor o que está aprendendo. Esse é um processo de Aprendizagem Acelerativa, que é baseada a Emotopedia; sendo a forma como cada um aprende melhor e mais rápido, estimulando assim as potencialidades de cada um como indivíduo. Este método tem total relação com a forma como a Superinteligência é desenvolvida e como a Neuroplasticidade acontece.

Mesmo que professores estimulem o aluno a aprender mais rápido, ele só aprenderá se estiver motivado para isso. É preciso saber o que se deseja alcançar com tal aprendizado e quais resultados ter. Sem essa motivação e sem sentir é impossível criar uma imagem mental no S.A.P.E., o que impedirá o aprendizado.

Einstein era considerado como “retardado mental”, pois até os 9 anos de idade não conseguia aprender como as outras crianças aprendiam. Será que ele era menos inteligente que as outras crianças ou os seus estímulos de aprendizagem não eram os mais adequados?

Para que alguém aprenda com mais agilidade, o primeiro passo é o autoconhecimento. É preciso tomar consciência do que deve ser aprendido, do que se deseja alcançar, como se sente em relação ao que se quer alcançar, seus principais motivos e como e quando se deseja alcançar. Ou seja, a consciência, o sentir (flow), o foco e a ação são condições determinantes para que haja a aprendizagem.

É preciso descobrir por si só o que se quer aprender e buscar recursos apropriados para isso. Daí a relação com a Superinteligência e Plasticidade Cerebral. Um exemplo interessante e muito prático é o que acontece com concurseiros que estudam e persistem por muitos anos para se passar em concursos públicos. Quando eles conseguem alcançar um estágio onde o aprendizado se torna algo natural, as chances de passarem em todos os concursos que prestam são enormes. O mesmo se aplica a vestibulandos.

Algumas personalidades da história, como Einstein, Freud e Jesus Cristo são exemplos reais de pessoas com superinteligência transformada em resultados visíveis e que se sustentam até a atualidade. Einstein não era retardado mental, embora tenha tido aprendizado difícil, mas foi considerado gênio e deixou o seu legado. Os resultados dessas personalidades trouxeram não apenas benefícios próprios, mas que estão ultrapassando décadas, milênios, por terem transformado o mundo com os seus feitos. A Superinteligência dessas pessoas foi estimulada, mesmo que em alguns deles, já havia habilidades inatas.

Como dica e para finalizar, sugiro que você possa estimular o seu cérebro e fazer um esforço consciente de habilidades que você gostaria de desenvolver ou que gostaria que voltasse a funcionar. O cérebro tem um poder ilimitado, mas para que seja programado ou reprogramado e tenha uma aprendizagem acelerativa precisa ser bem utilizado; formar comportamentos nunca tidos antes – ou reformular comportamentos já vividos, e mudar hábitos para corresponder às suas necessidades atuais.

E quando se perceber, todo o estado de fluxo acontecerá naturalmente e você nunca mais será o mesmo, pois estará totalmente habilitado a alcançar qualquer tipo de resultado. Utilize bem o seu cérebro!

 

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