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O Cérebro Plástico – Os Caminhos da Neuroplasticidade

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Turbo Vector/Shutterstock Neuroplasticidade é a capacidade do nosso cérebro de se modificar e reorganizar para formar novas conexões neurais ao longo de nossa vida

Até bem pouco tempo atrás, os neurocientistas acreditavam que o nosso cérebro, que possui mais de 100 milhões de células neurais, não seria capaz de gerar novas células. Assim, a neurogênese, que é a capacidade do cérebro de gerar novos neurônios; não era considerada uma ação possível. A ideia era de que nascemos com X número de neurônios e ponto final, não haveria a possibilidade de criarmos outros ao longo da vida.

Entretanto, estudos recentes, realizados por meio do uso de PET (Tomografia Computadorizada por Emissão de Pósitrons) comprovaram que esta teoria estava errada, e que sim, o nosso cérebro é capaz de gerar células novas. Outro pensamento que caiu por terra foi o de que nossa mente também seria incapaz de gerar novos caminhos neurais, o que está incorreto.

O Conceito da Neuroplasticidade

Destas constatações importantes, nasceu o conceito da Neuroplasticidade. Esta palavra deriva dos termos: neurônio e plástico. Os neurônios dizem respeito a todas as células nervosas do nosso cérebro, sendo que cada componente da célula neural é composto por um axônio e dentrites, interligados por nossas sinapses. Já a palavra, plástico, exemplifica a capacidade de nosso cérebro de se moldar, modificar, ajustar e se adaptar a novas situações.

Sendo assim, podemos definir a Neuroplasticidade como: a capacidade do nosso cérebro de se modificar e reorganizar para formar novas conexões neurais ao longo de nossa vida. Esta incrível habilidade permite, por exemplo, que os nossos neurônios (células nervosas) possam curar lesões e doenças, simplesmente ajustando o funcionamento do nosso cérebro aos novos acontecimentos ou mudanças no ambiente.

Esta forma diferente de responder aos estímulos externos nos faz compreender melhor que o nosso processo de cura, em alguns casos, pode se iniciar a partir de uma reprogramação mental. Ou seja, é possível crer na capacidade da mente de se ajustar às situações e conectar novas ligações que irão transcender o seu funcionamento “normal”.

O Cérebro em Ação

A todo o tempo, o nosso cérebro constrói novos caminhos neurais e está exposto a novas informações e insights. Quando, por exemplo, chegamos a um local diferente, com pessoas novas e interessantes, mas há muito barulho e não podemos conhecer e ouvir todas, ao mesmo tempo; para conseguir nos comunicar e interagir com elas; teremos que escolher uma pessoa de cada vez para conversar.

Esta metáfora nos mostra como nossas vias neurais nos ajudam a aprender algo novo, porém, para isso, é preciso dedicação e foco ao que estamos fazendo. Aqui a matemática é simples – Quanto mais nos concentramos e praticamos uma atividade nova, melhores se tornarão nossas competências e habilidades, melhores nos tornaremos naquilo e mais condições teremos de superar desafios e problemas e ir além.

Para isso, entretanto, o nosso cérebro precisa ser constantemente estimulado, pois são estes estímulos que fazem nascer as novas conexões neurais, que por sua vez, fazem com que sinapses, que até então não trabalhavam juntas, possam se unir e nos ajudar a aperfeiçoar uma nova competência, talento, qualidade. Incrível, não é mesmo?

Com estas descobertas extraordinárias, diferente de alguns anos atrás, hoje também se acredita que até mesmo os idosos, se estimulados, são capazes de gerar mudanças mensuráveis em seu cérebro. Estas transformações podem ser mais complicadas nesta etapa da vida, porém, com dedicação, concentração e foco, podem sim ser realizadas.

Como a Neuroplasticidade Funciona

O ajustamento ou reorganização cerebral ocorre por meio de dispositivos, como, por exemplo, o “brotamento axonal”, no qual nos axônios, não danificados, crescem novas terminações nervosas para assim se reconectarem aos neurônios cujos links foram lesados ou cortados.

Por meio dos axônios danificados também pode se formar novas terminações nervosas, que se conectarão com outras células nervosas intactas e formarão novas vias neurais para realizar uma função necessária.

Por exemplo, se um hemisfério do nosso cérebro é danificado num acidente, o hemisfério ileso, pode assumir suas atribuições e encarregar-se de algumas das suas atividades. Mas como o cérebro faz isso? Como ele é capaz?

A resposta é complexa e simples ao mesmo tempo – Para compensar os danos apresentados de um dos lados, o cérebro, através da uma poderosa reorganização cerebral, cria novas conexões entre os neurônios intactos, tornando-os ativos. O objetivo desta incrível máquina humana ao fazer isso é reconectar os neurônios, que precisam ser constantemente estimulados, e fazer com que voltem às suas atividades.

Entretanto, a Neuroplasticidade, algumas vezes, também pode ser prejudicial ao bem-estar e à saúde do ser humano. Um exemplo disso é o caso de pessoas com surdez que, ao ter refeita a religação de suas células neurais (logicamente “ávidas por ouvir”), acabam sofrendo de zumbido crônico.

Por isso, quando falamos em Neuroplasticidade devemos estar atentos a todas as facetas que esta magnífica capacidade cerebral nos apresenta. A intenção é que deste modo possamos estimular nosso cérebro, corretamente, e reorganizar suas funções de modo positivo e benéfico.

Assim, poderemos utilizar todo este potencial extraordinário para reprogramar nossa mente e avançar cada vez mais no que tange e desenvolvimento de nossas capacidades e habilidades físicas, emocionais e comportamentais.

Poderoso e interessante este artigo, não é mesmo? Compartilhe conhecimentos em suas redes sociais, compartilhe o conceito de Neuroplasticidade.

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