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Aplicações da Hipnoterapia

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JPC-PROD/Shutterstock A hipnoterapia pode ser usada no tratamento de problemas físicos e emocionais e traz excelentes resultados

Foi-se o tempo em que recorrer à hipnoterapia era uma medida extrema, invocada só em último caso. Como uma ferramenta que se presta a múltiplas possibilidades, e, com várias delas ainda a serem descobertas; ela só tende a ter seu valor ainda mais reconhecido. Diante disso, parece natural que ela cresça não apenas como uma possibilidade de autoconhecimento ou superação de limitações pessoais, mas também como um instrumento estratégico de solução de controvérsias variadas.

Não surpreende que a hipnose venha sendo usada até mesmo em investigações policiais. Como exemplo notável no Brasil, o laboratório de Hipnose Forense do Instituto de Criminalística, do Estado do Paraná, já exibe números invejáveis, com mais de 600 casos em que a hipnoterapia foi decisiva para elucidação de crimes. Embora ainda não sirva como prova legal por não permitir o direito ao contraditório, essa experiência pioneira, facilitando o detalhamento dos casos, é a prova da volatilidade da hipnose, que já sabemos funcionar como uma ferramenta única para descortinar a mente humana.

Como um conjunto com contribuições diversas, foi com Milton Erickson, contudo, que a hipnose foi estruturada e passou a ser um instrumento poderoso que se presta a finalidades tão práti­cas. A hipnoterapia ericksoniana é uma abordagem cognitiva – e não apenas comportamental. Embasada em um pensamento sistêmico, ela tem como escopo e local de atuação as cognições, mudanças de hábito, de pensamento e de comportamento. Seu foco, bastante claro e pragmático, está na solução dos problemas que o paciente leva ao consultório.

Patinar ou remoer o passado não é um exercício quando se fala de hipnose à luz dos conceitos e técnicas de Erickson. Revisitar o que já passou pode ser válido, claro, mas desde que haja propósitos espe­cíficos e bem definidos. Diferentemente de outras formas terapêuticas, essa forma de hipnose tem um sentido orientado, concreto e deli­berado: tratar as motivações que levaram o paciente ao consultório.

Conheça as Aplicações da Hipnoterapia

A hipnose ou a linguagem hipnótica pode ser utilizada como parte de tratamentos emocionais e/ou físicos, em vários campos de atuação, da Psicologia clínica ao Coaching. Seja como pilar central ou como um anexo a alguma forma de tratamento, o fato é que os efeitos e potencialidades da hipnose têm passado por um novo reconhecimento por parte dos profissionais de diversos segmentos. A resposta disso vem do público que cada vez mais vai aos consultórios em busca de soluções que muitas vezes só a hipnose consegue entregar.

Na Psicologia, filão inicial da hipnose, as aplicações são inú­meras. Ocorrem em casos de tabagismo, emagrecimento, fobias, depressão, ansiedade, problemas sexuais, alcoolismo, problemas de fala, terapia de regressão de idade, dores crônicas, autoestima e fortalecimento do ego e melhoras na concentração ou memória.

Na Medicina, especialmente na Psiquiatria, tais aplicações atendem anestesia e cirurgia, doenças psicossomáticas, Gine­cologia e Obstetrícia, controle de sangramentos, tratamento de queimaduras, Dermatologia, Pediatria (enurese noturna, pesadelos, timidez e inadaptação), controle da dor e de vícios.

Na Odontologia, também há registros do uso da hipnose, es­pecialmente no que concerne ao medo de ir ao dentista, cirurgia odontológica, bruxismo, controle de sangramentos, controle da salivação excessiva e da dor etc. Os campos em que se pode empregá-la são bastante amplos, haja vista que a hipnose não requer medicamentos, procedi­mentos físicos ou o uso de qualquer equipamento. Seu caráter de terapia “limpa” a coloca em sintonia com as práticas menos agressivas e mais livres de potenciais efeitos colaterais, o que sem dúvida é um elemento a mais que convida os pacientes a experimentarem a hipnoterapia.

Além disso, ela pode se apresentar no papel de uma terapia coadjuvante, isto é, como um complemento a outras práticas utilizadas pelo paciente. Nada impede que a hipnose seja, a depender das necessidades do coachee ou paciente, uma prática a mais para concorrer ao sucesso da cura ou reabilitação do hipnotizado, sem o prejuízo de nenhum dos demais meios de que o terapeuta ou outro profissional se utilizam no tratamento.

O profissional encarregado deve tomar a decisão quanto à aplicabilidade do tratamento da hipnose. Ele deve obter um his­tórico completo do coachee para determinar se existem condições físicas ou emocionais que contraindiquem o uso da hipnose. O profissional provavelmente não utilizaria a hipnose com uma pes­soa que apresentasse doença coronária grave ou que tivesse uma condição física que pudesse mascarar uma doença.

Só ele, o paciente ou coachee, é o agente da própria mudança. Embora em muitos momentos o hipnoterapeuta possa parecer assumir a função de protagonista, não passa de um mero condutor a quem cabe o papel secundário de ajudar o paciente a encontrar o seu caminho e a fazer a travessia necessária.

Quem opera a mudança é sempre o paciente, cabendo ao terapeuta tão somente criar o clima para que esse passo seja realizado. O que a hipnose de matriz ericksoniana proporciona é um olhar interno, e por mais que seja o terapeuta quem nos abre essa janela, ele nunca será parte da paisagem a ser observada. Lembre-se sempre disso!

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