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Vai Adotar uma Criança? Quais os Pontos Mais Importantes a Se Pensar?

Por: José Roberto Marques | Blog | 16 de junho de 2018

A chegada de uma criança na vida de uma pessoa é sempre marcada por mudanças e descobertas, e isso vale tanto para os pais biológicos quanto adotivos. Por isso, é muito importante refletir antes de tomar uma decisão, para que se certifique de que está realmente pronto para tornar-se completamente responsável pela vida de um ser pequenino e indefeso. Se está pensando em adotar uma criança, te convido a refletir a respeito enquanto faz a leitura deste artigo.

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Adotar uma Criança é uma Decisão Que Deve Ser Pensada

A adoção é um processo legal que une pessoas que desejam ser pais e crianças que estão precisando de um lar. Muitos recorrem a essa modalidade de paternidade por escolha ou por contarem com algum impedimento biológico para gerarem seus próprios filhos, como é o caso da infertilidade, por exemplo. Independente de qual for o motivo, é fundamental pensar muito a respeito, afinal a vida de uma criança será envolvida.

Os pais adotivos costumam dizer que seus filhos foram gerados no coração, e essa bonita metáfora expressa bem esse tipo de relação familiar. Através do convívio, os laços se tornam cada vez mais fortes e o fato de se ter ou não uma ligação sanguínea com a criança deixa de ter qualquer importância. Mas, claro, isso quando a decisão é tomada com sabedoria, considerando todos os pontos envolvidos.

7 Pontos a Considerar Antes de Adotar uma Criança

Se está pensando em adotar uma criança, veja quais são os pontos que deve considerar para tomar uma decisão sensata e segura.

1 – O Motivo Para Querer Adotar

O primeiro ponto a ser considerado é a sua motivação para querer adotar, se é por não ter conseguido pelos meios naturais, por querer ajudar uma criança ou qualquer outra razão. É a partir dessa resposta que você irá começará a perceber se está realmente preparado para dar esse passo. Lembre-se que um filho não salva um casamento que está com problemas, e é fundamental ter um ambiente sadio e tranquilo para receber um novo membro na família e oferecer a ele um lar seguro e equilibrado.

2 – Estabilidade Emocional

Educar uma criança é sempre um grande desafio e que requer estabilidade emocional, além disso, é fundamental estar preparado para lidar com as perguntas que as pessoas irão fazer, principalmente se houverem grandes diferenças físicas entre os pais e o filho. O processo conta com uma análise psicológica, a fim de verificar se os candidatos a pais estão emocionalmente prontos para assumir tal missão. Contudo, é importante que você faça essa reflexão antes mesmo de entrar na fila para adotar, para tomar a melhor decisão.

3 – Estabilidade Financeira

A responsabilidade sobre a vida da criança envolve, também, todos os custos, como alimentação, saúde, educação. Portanto, é fundamental que analise se é realmente o momento para dar esse passo e se tem condições financeiras de oferecer tudo isso a ela. Não é necessário ter um alto poder aquisitivo para adotar, basta que se tenha condições de oferecer o básico, sem expor o menor a situações de necessidade. Assim como no item anterior, esse é um ponto que também será considerado durante o processo legal de adoção.

Você é feliz?

4 – Idade e Perfil da Criança

Um problema que faz com que as filas de adoção no Brasil sejam lentas e extensas é o excesso de exigências dos candidatos a pais. A maioria deseja crianças brancas, com menos de um ano de vida, sem irmãos e que não tenham necessidades especiais. Contudo, grande parte dos menores disponíveis não se encaixa nesse perfil.

É importante que você considere as características que deseja ou se realmente está disposto a receber uma criança independente do seu perfil. Se for a segunda opção, faça isso por ter realmente essa abertura e não apenas para agilizar o processo. Lembre-se que essa vida estará sob a sua responsabilidade para sempre.

5 – Respeitar os Trâmites Legais

Por mais que seja um processo que, muitas vezes, é demorado, é fundamental que respeite todos os trâmites legais e aja de acordo com a lei. Ao decidir realmente adotar, procure a Vara da Infância e Juventude da sua cidade e comunique o seu desejo. Evite visitar abrigos por conta própria, pois poderá acabar se apegando a uma criança e não conseguir adotá-la.

Ao entrar na fila e passar pelo processo de seleção, será chamado apenas quando um menor dentro do seu perfil desejado estiver disponível. Então, irá conhecê-lo e poderá se decidir se irá prosseguir com o processo ou se voltará para a fila para esperar por uma nova criança. A adoção informal, que ocorre quando a mãe biológica doa seu bebê e ele é registrado no nome de outra pessoa, é uma prática ilegal e que, portanto, deve ser evitada.

6 – Controle a Ansiedade

Por mais que seja um processo que tenha total envolvimento com os sentimentos e as emoções, é importante que procure controlar a sua ansiedade. Assim, evitará tomar decisões no calor do momento e acabar tendo problemas no futuro. Adotar é uma escolha definitiva e essa criança estará sob a sua responsabilidade até pelo menos completar 18 anos de idade ou por toda a sua vida, caso tenha algum tipo de necessidade especial.

Conversar com pais de filhos adotivos e participar de grupos de apoio para pessoas que estão na fila é uma ótima maneira de vencer a ansiedade e dar cada passo com tranquilidade e sensatez.

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7 – Como Irá Falar a Respeito da Adoção

Quando se adota um bebê, existe uma dúvida entre os pais a respeito de falar ou não a verdade para a criança. Essa é uma escolha completamente pessoal e que, por isso, deve ser tomada pelos responsáveis, mas, claro, sempre considerando o que acreditam ser melhor para seu filho. Mesmo nos casos em que a criança já chega um pouco maior, é necessário pensar como essa questão será abordada conforme ela for crescendo. Quanto mais naturalidade houver, melhor será, pois aquele assunto não será um tabu, e sim uma parte de sua história.

Se numa gestação o bebê é fecundado dentro do útero, na adoção o mesmo acontece dentro do coração. Adotar é um gesto de amor e que, por isso, deve ser muito bem pensado, para que a decisão seja positiva tanto para os pais quanto para a criança. Independente de qual for a sua escolha, desejo a você e à sua família muito amor e felicidade!

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