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Quais são as etapas do processo de mentoria?

Por: José Roberto Marques | Blog

Você já participou de uma mentoria? Talvez você não a conheça com esse nome, mas, se você já pediu aconselhamento a alguém mais experiente num determinado assunto, você já teve uma experiência com um mentor.

Quando pedimos orientação a algum amigo, familiar ou colega de trabalho, estamos diante de uma mentoria informal. No entanto, também existem as chamadas mentorias formais, em que contratamos um especialista no assunto em questão para nos oferecer uma tutoria mais “oficial”.

A grande vantagem das mentorias é que elas permitem que uma pessoa bem-sucedida em determinada área esclareça as dúvidas e oriente adequadamente alguém iniciante, mas que também deseja obter sucesso nessa mesma área. Isso é feito por meio do compartilhamento dos conhecimentos e da experiência pessoal do mentor.

Um processo de mentoria consiste basicamente em 5 etapas. Para conhecê-las com mais profundidade, continue a leitura do artigo a seguir.

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1. Identificação da necessidade

As pessoas procuram um mentor quando desejam realizar uma atividade, iniciar uma profissão ou progredir em algum aspecto específico de suas vidas. No entanto, essas pessoas reconhecem que não conseguirão alcançar esses objetivos sozinhas, necessitando da orientação de alguém mais experiente.

Existem mentores para os mais diversos assuntos, como: desenvolvimento em uma profissão específica, investimentos financeiros, esportes, empreendedorismo, entre outras questões. Além disso, há também as mentorias de vida pessoal, que auxiliam as pessoas em questões de autoestima, relacionamentos familiares, relacionamentos amorosos, saúde e qualidade de vida.

Portanto, o primeiro passo para que uma pessoa inicie um processo de mentoria é identificar em sua vida algo que precisa ser melhorado e que pode ser solucionado com a ajuda de alguém mais experiente. Essa necessidade não é necessariamente um problema, mas um objetivo que a pessoa determinou para si mesma em alguma área da sua vida e que precisa de mais orientação para alcançar essas metas.

2. Escolha do mentor

A escolha do mentor é um processo muito importante. Se você já tem alguém de sua confiança, como pais, tios, amigos, chefes, professores ou colegas de trabalho, tudo fica mais fácil, pois você já sabe a competência dessas pessoas. Já se você optar por uma mentoria formal e profissional, precisará tomar alguns cuidados com essa escolha.

O mentor precisa obrigatoriamente ter conhecimentos profundos naquilo que você deseja aprender ou desenvolver. Ele será o indivíduo responsável por transmitir esses conhecimentos a você, com base em sua formação e na sabedoria que construiu ao longo da vida.

No entanto, o conhecimento teórico por si só não basta. Infelizmente, há mentores por aí que afirmam ter muito conhecimento, o que até pode ser verdade, mas não têm experiência prática no assunto. Se você desejasse obter instruções sobre construir a própria empresa, contrataria um mentor que tem muitos cursos sobre empreendedorismo, mas que jamais teve um negócio próprio? Avalie a experiência do mentor com muito cuidado.

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3. Definição do método das sessões

Existem diferentes tipos de sessões de mentoria. Elas podem ser presenciais ou à distância, formais ou informais, individuais ou coletivas. Além disso, elas podem ser realizadas em diferentes frequências, como semanal, quinzenal ou mensal, por exemplo. Por isso, é importante que o mentor e o mentorado combinem como o processo todo ocorrerá, de acordo com as necessidades do mentorado. É preciso que objetivos e prazos fiquem bem evidentes antes de iniciar o processo.

O mentorado deve deixar bem claro, já na primeira conversa, o que ele espera da mentoria. O mentor, por sua vez, deverá apresentar ao mentorado a sua experiência, os seus conhecimentos, o seu método de trabalho, os conteúdos de cada sessão, as tarefas que serão propostas e a maneira pela qual o desempenho do mentorado será avaliado. Assim, as expectativas das duas partes podem ser alinhadas, de modo que ninguém saia da experiência insatisfeito ou frustrado.

4. Realização das sessões e tarefas

Após os esclarecimentos dessas questões iniciais, tem início o processo de mentoria propriamente dito. Ele é composto por sessões de quantidade e frequência variáveis, dependendo da necessidade e dos objetivos do mentorado.

Em cada sessão, o mentor tira as dúvidas do seu mentorado, compartilha os seus conhecimentos e a sua experiência pessoal, oferece materiais de apoio e dá sugestões e dicas de como o mentorado deve proceder. O ideal é que todo este conteúdo faça parte de um programa bem planejado, com etapas bem definidas.

Nos processos de mentoria, assim como ocorre no coaching, é natural que o mentor solicite a realização de algumas tarefas ao seu mentorado, como forma de monitorar o seu desempenho e estimular vivências práticas sobre a teoria aprendida. O importante é que, em cada sessão, haja cada vez mais confiança e progresso na jornada do mentor e do seu mentorado.

5. Avaliação de desempenho

Nas mentorias mais formais, é comum que as tarefas sejam utilizadas como um meio de avaliar o mentorado para saber se ele de fato está ou não adquirindo os conhecimentos e desenvolvendo as habilidades necessárias para o alcance dos seus objetivos.

Isso é importante para que o próprio mentor perceba se a mentoria está sendo bem-sucedida ou se será preciso reforçar algum assunto para que o aproveitamento seja melhor. É assim que se chega à conclusão de que ainda faltam algumas sessões para o completo desenvolvimento do mentorado, ou de que a missão está cumprida.

É importante ressaltar, contudo, que nos casos de menor formalidade — como entre amigos, familiares ou colegas de trabalho —, a mentoria pode se estender por toda a vida. Por isso, não é raro ver profissionais já muito bem-sucedidos, mas que continuam tendo sessões esporádicas com os seus mentores, afinal de contas, sempre é tempo de despertarmos as melhores versões de nós mesmos.

As cinco etapas acima compõem a construção de um processo de mentoria eficaz. Ainda que algumas sejam mais ou menos formais, esses cinco passos estão sempre presentes, de uma ou de outra maneira. A mentoria é uma ferramenta eficaz para que as pessoas, por meio do exemplo e do conhecimento de quem tem mais experiência, alcancem os seus objetivos — sejam eles pessoais ou profissionais.

E você, o que pensa sobre as mentorias? Há alguma questão pessoal ou profissional que você gostaria de desenvolver sob o auxílio e a supervisão de um mentor? Deixe o seu comentário no espaço abaixo. Por fim, não se esqueça de compartilhar este artigo com todos os seus amigos, colegas, familiares e com quem mais possa se interessar por mentorias, por meio das suas redes sociais!

Imagem: Por fizkes

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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