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Pirâmide do Processo Evolutivo e o Coaching

Por: José Roberto Marques | Blog | 31 de maio de 2019

No artigo de hoje, você vai entender o que é a pirâmide do processo evolutivo e como ela tem origem na teoria dos níveis neurológicos de aprendizagem e mudanças. Acompanhe!

O autor, trainer e consultor de programação neurolinguística (PNL), Robert Dilts (nascido em 1955) é o pai da teoria dos níveis neurológicos de aprendizagem e mudanças. Mais tarde, esta foi adaptada e expandida por Bernd Isert (1951-2017), um psicoterapeuta, coach e autor.

A teoria dos níveis neurológicos de aprendizagem e mudanças ensina que a partir de sete níveis podemos ter suporte para o desenvolvimento do indivíduo em nível global, partindo desde seu ambiente externo (mais superficial) até sua consciência universal (complexo e profundo).

Tanto o coaching quanto qualquer processo para desenvolvimento humano pode e se beneficia muito do processo evolutivo adaptado dos níveis neurológicos. A partir dele podemos enquadrar as demandas do indivíduo em determinado nível e as desenvolver corretamente.

Como é possível perceber, a elevação nos níveis neurológicos é a exata escalada evolutiva humana, que parte de reações mais superficiais, passando por etapas mais interiorizadas a nível individual, chegando até aos níveis sistêmicos.

O que é cada nível na pirâmide do processo evolutivo

Agora vou te mostrar exatamente o que está em cada estágio da pirâmide do processo evolutivo. Chegou a hora de ampliar o seu conhecimento. Vamos lá!

  • Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a pirâmide é dividida em 3 grupos com 7 níveis. O primeiro é o remediativo, que possuem os níveis abaixo:

  • A base da pirâmide, o primeiro nível, chama-se ambiente. Nele, está o contexto em que agimos e o meio em que estamos inseridos.
  • O próximo degrau, o segundo nível, é aquele relacionado ao comportamento. Basicamente é o que fazemos em um contexto social específico e como agimos com a informação que nos é dada.
  • O próximo grupo é chamado de generativo e possui os terceiros e quarto níveis. Conheça quais são eles agora:

  • O terceiro estágio é aquele que engloba as capacidades e as habilidades. Nele, estão as suas capacidades genéricas, estratégicas e as suas habilidades fisiológicas, emocionais e transcendentais.
  • Já no quarto degrau, estão as nossas crenças e valores. Aqui você encontra os valores, critérios e as generalizações que tomamos como verdade absoluta. É tudo aquilo que acreditamos.
  • O terceiro e último grupo possui o quinto, sexto e sétimo nível da pirâmide. Veja quais são eles:

  • No quinto estágio está a identidade. É tudo aquilo que nós somos e qual é o nosso papel no mundo, tanto em âmbito pessoal quanto profissional. Será que a sua imagem para os outros está refletindo o que você é, o que você sente e o que você deseja?
  • O sexto nível é chamado de afiliação, ou seja, o grupo social do qual fazemos parte. Pode ser o time do trabalho ou da vida pessoal, tanto faz. São todas aquelas pessoas e ideias que são semelhantes às suas e que fazem com que vocês convivam em harmonia. Quais são as pessoas que você mais se identifica em ambiente corporativo e fora dele?
  • O sétimo e último nível é chamado de legado e está relacionado à sua visão de mundo e ao seu propósito e espírito. O que você quer representar para aqueles que ficarem quando você se for?

Com todo esse conhecimento sobre cada nível da pirâmide do processo evolutivo, é mais fácil para você encontrar o que na sua vida corresponde a cada estágio. Com a ajuda do coaching, esse processo se torna mais simples.

Repare também que acrescentei questões após explicar o que significa cada nível. Minha intenção é que você realmente reflita sobre cada uma delas. Com isso, você já dá o primeiro passo em busca do exercício constante do autoconhecimento e do autodesenvolvimento.

Assim, você se torna capaz de entender quais são as características da sua personalidade que merecem mais destaque, pois elas realmente te ajudam no seu dia a dia profissional e pessoal. Além disso, você também aprende quais são os seus pontos menos favoráveis, pois acabam sabotam o seu cotidiano. Mais do que isso, você aprende a lidar com o lado bom e o lado ruim de forma inteligente e estratégica.

Aprender algo novo sempre que possível, ensinar aos outros e estar em constante busca pelo progresso individual são maneiras efetivas de se destacar em qualquer ambiente e de despertar o que há de melhor em você. Por isso, o método coaching destaca tanto a importância da evolução constante. Você vai conferir mais sobre o método ao longo desse artigo. É só continuar lendo!

O coaching e os níveis neurológicos

O coaching, e qualquer outra abordagem de desenvolvimento humano, como a própria educação escolar, pode se beneficiar muito dos níveis neurológicos como ferramenta e lente para enxergar a escalada evolutiva do aprendizado. Com relação especificamente ao processo de coaching, este pode ser remediativo, generativo ou evolutivo, dependendo do patamar em que o coach vai atuar no processo do coachee (cliente).

Um dos grandes aprendizados dos níveis neurológicos é que, quando as mudanças ocorrem nos três primeiros níveis (ambiente, comportamento, habilidades e capacidades), estas não têm efeito substancial nos níveis superiores. Uma mudança em nível de ambiente, por exemplo, oferece uma solução remediativa, no entanto, não provoca mudança interior no indivíduo, ou seja, não o prepara para as novas situações que o seu ciclo de existência certamente vai voltar a vivenciar.

Por outro lado, as mudanças em níveis mais altos, como o da identidade e da espiritualidade podem trazer transformações em todos os outros estágios, pois o indivíduo com uma nova visão de si mesmo e do universo ressignifica ambientes e altera comportamentos. Além disso, ele está naturalmente está mais propenso e determinado a desenvolver novas habilidades e estratégias.

Gostou de saber um pouco mais sobre a pirâmide do processo evolutivo? Aproveite para compartilhar o seu novo conhecimento nas suas redes sociais.

E, se você quer estudar mais a respeito do trabalho do Robert Dilts, leia sobre a aplicação das metáforas segundo o modelo de Robert Dilts.

Até a próxima!

 

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