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A Estratégia de Jack Welch

Por: José Roberto Marques | Blog | 15 de abril de 2019

Em 1980, o executivo americano Jack Welch (nascido em 1935) assumiu a General Eletric, uma empresa grande e muito bem sucedida. A GE, como é mais conhecida, sempre foi altamente respeitada internacionalmente, além de ser caracterizada pela ótima administração. O presidente e todo o quadro de funcionários fizeram e ainda fazem um trabalho excepcional.

Para conhecer mais sobre a história desse importante gestor é só continuar lendo o texto!

Uma otimização é sempre bem-vinda

Será que existe algum problema neste caso em que o trabalho já é de ótima performance? Afinal, realizar mudanças em algo que já está indo bem faz com que as pessoas questionem as razões. Isso acontece, pois a percepção é de que não precisa mudar, pois já está tudo bem. Mas, não é assim que todo mundo pensa. E que bom que as pessoas pensam de forma diferente! O presidente Jack Welch dizia que o sucesso do passado não garante o do futuro. Ao longo desse artigo, você vai ver como a palavra prevenção parece andar de mãos dadas com o executivo.

Assumindo a grande responsabilidade

Em 1980, no Canadá, Jack Welch foi apresentado como o novo presidente em uma reunião com todos os executivos mais importantes da empresa.

O novo presidente falou por 10 minutos, agradecendo o apoio de todo e já estabelecendo novas metas. Ele informou que cada divisão deveria se tornar a número 1 ou 2 do mundo. E tem mais: quem não alcançar a meta, teria a divisão vendida.

Todos ficaram preocupados para entender o que estava acontecendo, porque a meta era extremamente ousada e desafiadora. Um dos gestores perguntou para Jack como ele ia fazer para ajudar, de dentro de seu escritório, todas as divisões do mundo inteiro. E ele respondeu que aquela não era a pergunta correta. A pergunta era para ele mesmo, pois teria que fazer isso com a sua divisão, senão o ano que vem ele estaria fora da cadeira.

As ações extremistas

Vamos começar com uma ação que gerou controvérsia: Jack Welch optou por fechar a unidade de Nova York, demitindo 100 mil pessoas. A receita da GE subiu, mas ele deixou muita gente sem emprego.

Além disso, com o tempo, ele diminuiu a hierarquia de gestão e, mesmo assim, a empresa continuou crescendo. Como é curioso saber que foi demitido 100 mil pessoas e o negócio continuou crescendo. É possível que a quebra das hierarquias também tenha acelerado os processos e ajudado na desburocratização.

Talvez ele tenha feito isso como desafio para que os diretores pensassem como presidentes, incentivando-os a serem mais empreendedores e inovadores no pensamento, tomando para si a responsabilidade da mudança e diminuíssem a distância entre as pessoas.

Com essa atitude, Jack Welch mudou a estratégia fazendo com que as pessoas dessem o melhor delas mesmo com um quadro de funcionários reduzido. Ele acabou escolhendo, por meio dessa tática, quais são os profissionais voltados para resultados e com certeza tirou quem estava na zona de conforto.

Você tem que ter pessoas para assumir a responsabilidade e a GE foi a primeira a fazer isso. E pioneira ao criar uma cultura de alto desempenho, automatizando processos e reduzindo o contingente.

Gerenciando pessoas

Quantas pessoas efetivamente você pode gerenciar com eficácia? Nessa empresa, as pessoas tinham que saber o que todo mundo fazia. Trocaram-se os conceitos e a função do gerente. Com isso, hoje em dia, essa função se torna muito mais um coach, um apoiador.

O gerente não pergunta mais o que os colaboradores fazem. Ele delega funções e os ajuda a superarem as próprias barreiras. Verifica um pouco, mas eu preciso ver os resultados. Era necessário atender os resultados, não ficar inspecionando todos os dias. Uma drástica mudança no cenário.

Para chegar a esse grau de maturidade sem parecer um choque, Jack Welch fez uma prática interessante. Ele trouxe gente do mundo inteiro, informando da situação da empresa e perguntando o que eles achavam sobre o processo. Ele queria ouvir as ideias e as práticas.

Ele comandava uma empresa de 300 mil pessoas e acreditava que realmente precisava compartilhar a visão e a cultura. Ao administrar uma corporação desse tamanho, não se consegue controlar o que as pessoas estão fazendo. Todo dia é necessário falarmos sobre a visão.

O que aconteceu depois?

Depois de dez anos no processo ele não estava satisfeito, pois não tinha a cultura que queria. Ainda precisa mudar, não estava tendo a mudança no tempo rápido. Então, ele decidiu fazer uma work meeting, uma reunião de trabalho.  O modelo era reunir-se com todos os funcionários, falar o que tinha que ser feito e todos poderiam trazer ideias de como fazer melhor. Depois ele conversava com o gerente e, em três dias, precisava dizer sim para 90% das sugestões. Falava que era uma boa ideia e ia colocar em prática.

Após muitas reuniões, os colaboradores consideraram que o processo estava maçante. Então, sugeriram escolher um dia sem fazer reunião. Um gerente assumiu e decidiu que em sua divisão não iria ter reunião. Porém, quando o vice-presidente disse que iria na última sexta feira do mês fazer uma reunião, logo esse gerente aceitou o compromisso.

Seis meses depois, Jack ficou sabendo desse episódio ao ver uma consultora apresentando um case em Harvard, nos Estados Unidos. Após a palestra, a especialista perguntou se o Sr. Welch tinha algum comentário. Ele respondeu que no outro dia, às 07h00, iria descobrir quem era o gerente que fez isso e ele seria imediatamente demitido.  

Talvez ele tenha despedido este gerente para honrar a comunicação que ele colocou na empresa. Talvez por seu estilo direto, com caráter e verdadeiro. É uma cultura dura, porque é necessário alto desempenho. Por que ele fez esse modelo? Uma hipótese é que ele tinha uma crença de não conseguir fazer as mudanças rápidas. O que estava acontecendo? Mudança tem a ver com resistência, com uma causa.

Uma coisa que o líder pode fazer é persuadir e se conectar com seu liderado imediato.  Com quem será que Jack Welch estava frustrado? Ele estava frustrado com os gerentes do meio de produção. Ele estabeleceu, então, que todos poderiam falar e os gerentes intermediários não conseguiam fazer.

Nesse modelo e estratégia de gestão criada por JW, o gerente do meio, não tinha mais autoridade e deveria sim exercer o papel de apoiador e delegar autoridade. Ele fazia reuniões com esses jovens e convenciam as pessoas para terem comprometimento.

Inovar é a palavra de ordem

Uma estratégia de baixo custo e a estratégia corporativa era a expansão. Ele tinha uma divisão financeira, a maioria dos recursos envolveu investimentos imobiliários, seguros e bancos. Ele teve um alto desempenho, ele conseguiu colocar a GE como uma das empresas mais eficazes e com baixo custo do mundo.

Para você ter uma ideia, na gestão dele a empresa cresceu muito. Mais de 50% do lucro veio da GE CAPITAIS – Serviços Financeiros.

Fase pós-trabalho

Após 20 anos, Jack Welch resolveu se aposentar. Ele projetou uma competição dentro da GE para que os líderes potenciais concorressem ao cargo da presidência. A principal decisão estratégica é que o diretor da GE Finanças não poderia assumir a presidência.

O presidente atual Jeff Immelt assumiu em 2001. JW conseguiu colocar alta performance e produtividade altíssima, alterando a estratégia de novo.

Mudar a cultura significa que a visão parte de uma mentalidade bastante criativa, postura de gerar movimentos de arriscar para transcender. O que vai mudar nos relacionamentos das pessoas se você quiser ser uma pessoa inovadora?

Na gestão da GE de, 1980-2001, se tinha muita competitividade, mas não tinha uma liderança participativa. Colaboração é realmente uma questão crítica. Muito diferente da proposta anterior, agora assumida por Inmelt. Aceitar o erro para acertar num nível mais profundo.

Outro ponto é o entendimento da nova administração de que o consumidor mudou. Atualmente, o cliente tem a oportunidade de procurar, comparar e avaliar qualquer empresa em grandes plataformas, disponibilizadas pela internet. Para atender a essa demanda de forma efetiva, Inmelt colocou uma pessoa de marketing em cada departamento e divisão da empresa.

As pessoas fazem a diferença

As carreiras são administradas pelas pessoas e não pelas empresas. Você é um agente independente da sua carreira. Mais do que isso, as habilidades técnicas continuam sendo essenciais, pois é muito importante ter conhecimento e capacidades cognitivas específicas. Só que, além disso, atualmente as habilidades relacionais são igualmente tão importantes quanto às técnicas.

O desafio de criar estratégias é como trazer múltiplas percepções para nos ajudar numa visão maior. Veja algumas boas perguntas nesse sentido:

  • Nós temos o preço correto?
  • Nós temos o produto correto?
  • Nós temos a venda correta?
  • Nós temos o marketing correto?
  • Nós temos as pessoas corretas?

A estratégia e nosso trabalho devem ser divertidos e muito gostosos, porque só se faz o caminho caminhando e nossas ações tem que fazer sentido maior de se viver a plenitude da vida! Comc erteza, Jack Welch levou isso em consideração quando planejou suas táticas.

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