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“No Veneno Está O Antídoto”

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Daria Yakovleva/Shutterstock Para Milton Erickson, o mesmo mal que pode nos ferir tem o dom de nos curar, pois são essências complementares em nossa mente

“No veneno está o antídoto”. Esta é uma famosa frase do psiquiatra norte-americano, Milton Erickson (1901-1980), o pai da hipnose moderna. O especialista revolucionou seu tempo ao criar uma forma inovadora de aplicar o transe hipnótico. Diferente dos demais, Erickson utilizava as experiências individuais de seus pacientes, fossem elas, negativas ou positivas, para ajudar a curar-lhes dos males que os afligiam.

Na maioria das vezes, as fontes de nossas dores, mais íntimas, também guardam as respostas que precisamos para darmos um passo adiante e superar nossas dificuldades mais latentes. Assim, quando Milton diz que – “no veneno está o antídoto” é como se ele nos mostrasse que a mesma cobra que dá o bote e ejeta seu veneno em nosso corpo, também pode prover o elemento essencial ao remédio que pode nos curar.

Fazendo uma analogia simples, podemos dizer que isso é o mesmo que ocorre quando cientistas injetam no cavalo, por dias, várias doses do veneno da serpente. Após fazerem, repetidamente, este estímulo externo, o corpo do animal reage e seu organismo, enfim, fabrica o poderoso soro que irá salvar a vida da pessoa envenenada.

Esta metáfora também se aplica perfeitamente ao trabalho de Erickson, que ao desenvolver uma nova forma de comunicação, conseguiu ir a fundo à mente dos seus pacientes e encontrar, em seu interior, as respostas que precisava para ajudá-los a libertarem-se de suas dores físicas e emocionais.

Para isso, o psiquiatra contava histórias, usava o poder das metáforas e, assim como fazemos nas sessões de Coaching, propunha tarefas específicas aos seus pacientes, de modo que isso fortalecesse suas mudanças e ajudasse a reprogramar sua mente. Entretanto, o modelo de transe hipnótico desenvolvido por Milton, diferente do que era feito na época, não transformava o paciente num marionete nas mãos do hipnoterapeuta.

Desde então, as conduções, assim como fazemos hoje, são realizadas em conjunto com o indivíduo e, de acordo com a permissão que a pessoa nos dá para acessarmos ou não as informações contidas em seu inconsciente.

Este é o grande diferencial de Milton Erickson: compreender as diferentes facetas humanas e as maneiras distintas que cada um de nós tem de interpretar os acontecimentos e transformá-los em: dores, angústias, doenças ou em curas, força e aprendizado e motivação, por exemplo.

O Processo de Aprendizado e Autocura

E por falar em aprendizado, é exatamente isso que o especialista nos propõe – aprender por meio do transe hipnótico, acessar nossa mente e conhecer habilidades e competências ainda desconhecidas. Convida-nos ainda a aprender novos hábitos, desenvolver novas crenças e comportamentos e a reprogramar nossa mente, de modo positivo, e que nos ajude a conquistar os resultados extraordinários que desejamos e merecemos ter em nossa vida.

Esta forma de comunicação diferenciada fez com que Milton Erickson quebrasse todos os paradigmas, até então conhecidos, sobre o poder de cura da mente pela mente.  De olhos abertos ou fechados sabemos que são as nossas experiências, as conscientes e inconscientes, que guiam nossos pensamentos e ações no momento presente.

Se algo desconhecido nos impede de avançar é preciso ter a coragem e permitir-se fazer uma viagem ao “eu profundo” que habita cada um de nós, pois tudo o que vivemos está arquivado em nossa mente. Este arquivo guarda nossas memórias mais remotas, fatos e eventos que, às vezes, queremos esquecer, mas que, de um jeito ou de outro, se manifestam em nosso tempo atual.

A melhor forma de lidar com isso não é fingindo que estas lembranças não existem, pois em cada uma de nossas atitudes, elas se mostram atuantes e, muitas vezes, representam tudo aquilo que bloqueia, incapacita, dói e limita a realização de nossos objetivos e sonhos pessoais e profissionais.

As perguntas são às respostas. “No veneno está o antídoto”. A mesma injeção, a mesma agulha que lhe dói o braço, também traz a vacina que te previne contra inúmeras doenças. Do mesmo modo, na mente está à cura para vencermos tudo aquilo que nos aprisiona e impede de ser o melhor ser humano que você pode ser.

É fato que essa infinidade de experiências que acumulamos e carregamos, ao longo da vida, nem sempre são positivas e felizes. Por isso, mais do que esquecê-las, é preciso Ressignificá-las, ou seja, dar um novo significado, enxergar o outro lado, colher aprendizados e fazer do limão azedo uma gostosa limonada.

Parece complicado e, no início, pode dar certo medo ir de encontro às profundezas de sua mente, mas esta viagem é mais do que necessária para que você possa tirar novas fotos e construir um roteiro extraordinário em sua história de vida. Ninguém vai a Paris sem atravessar o oceano, do mesmo modo, você não avança na vida se não eliminar aquilo que lhe sabota.

São as importantes perdas e ganhos – perdemos os medos e ganhamos mais qualidade de vida; perdemos sensações negativas e ganhamos sentimentos positivos; perdemos lembranças cruéis e as substituímos por novas memórias e aprendizados; perdemos-nos do passado e nos reconectamos, definitivamente, com o nosso presente e futuro.

Milton Erickson entendeu esta matemática como ninguém. Assim, este fantástico estudioso da mente humana e desenvolveu umas das ferramentas psicoterapêuticas mais efetivas do mundo – A Hipnose Ericksoniana.

Sua forma de compreender o outro, a sua maneira efetiva de se comunicar, além das palavras, bem como seu jeito único de lidar com as dores de seus pacientes e respeitar seus diferentes mapas mentais deve ser uma inspiração verdadeira para todo Coach e profissional que tem como missão: ajudar o outro e conhecer sua essência, curar suas feridas e ir além.

Este autoconhecimento proporcionado pela Hipnose Ericksoniana é um convite para que fechemos nossos olhos e vejamos uma luz, no que até então, era escuridão e vazio existencial. É um convite para compreendermos os fatores, inconscientes e conscientes, que influenciam o nosso “Eu Interior” em todas as suas instâncias e dimensões.

Estar em transe, num transe conversacional, é conectar-se com tudo que você é e ainda pode ser. Tudo depende de sua permissão em fazer esta viagem, em reciclar sentimentos e emoções negativas e transformá-las em algo que realmente lhe ajude a ser exatamente quem você é, mas de modo, infinitamente, melhor. E já que “No veneno está o Antídoto”, o melhor, como inspira Milton Erickson, e ir tomando doses dele e continuar evoluindo. Permita-se!

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