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Livro A Meta Desvenda os Segredos por trás da Gestão de Empresas

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Livro A Meta Desvenda os Segredos por trás da Gestão de Empresas

Livraria Saraiva O Livro A Meta apresenta a Teoria das Restrições – TOC e mostra como romper as barreiras no ambiente de trabalho

Administrar uma empresa resume-se basicamente em tomar decisões assertivas que retornem melhores resultados para valorizar a empresa e maximizar os lucros. Fazer isso em um mercado repleto de desafios e em constante mudança exige encontrar o modelo organizacional que contribua para alcançar plenamente as metas e objetivos projetados e garantir a competitividade em qualquer situação. O livro A Meta irá te auxiliar a encarar esse mercado que está em constante mudança.

É esse o desafio enfrentado pelo gerente de uma fábrica preste a entrar em falência, personagem principal do romance A Meta – um processo de melhoria contínua (Ed. Nobel, 2013). Em meio às diversas dificuldades, o protagonista, Alex Rogo, precisa encontrar um meio de melhorar o desempenho de sua empresa no curto período de três meses.

Enquanto no trabalho, ele tem que lidar com as cobranças e com estratégias que não surtem os retornos desejados, em casa, também se sente pressionado por não dispor do tempo necessário para ficar com sua família.  

No meio da angústia para salvar a sua empresa e satisfazer os seus sócios, Rogo reencontra um professor da faculdade, Johan. A conversa com o especialista o leva a repensar sobre a real produtividade de sua empresa. Johan convence Rogo de que a única forma de tirar a fábrica do sufoco é ganhar dinheiro, maximizando os resultados. Mas como fazer? Revendo todo o seu sistema de produção, o que, segundo o professor, pode afetar mais o lucro do que a eficiência.   E essa torna-se a meta do empresário.

Essa mentoria de Johan coloca em prática a Teoria das Restrições (TOC), que questiona todo o sistema organizacional em vigor e aponta a relevância da participação da organização na área produtiva. A partir de uma análise do cotidiano da empresa, Alex consegue identificar prioridades e começa a evitar prejuízos ou investimentos que não garantam lucros.

Desde o cenário desorganizado a cada evolução do protagonista, o leitor é levado a repensar toda a teoria de gestão empresarial desde os seus conceitos básicos. Por esse motivo, o livro A Meta é uma leitura obrigatória para administradores.

Os autores

Antes de debatermos os conceitos da gestão empresarial de acordo com as questões propostas no livro, devemos falar mais sobre os seus autores. A Meta foi escrito por Eliyahu M Goldratt e Jeff Cox, em uma parceria que permitiu discutir um tema técnico com uma linguagem de fácil entendimento por todos os públicos.

Goldratt é um físico israelita que se tornou consultor de administração. Os seus conhecimentos em ambas as áreas permitiram que elaborasse estratégias para resolver os problemas das organizações por meio de métodos científicos. O especialista foi um dos proponentes da Teoria das Restrições, base de A Meta que combina aspectos de contabilidade e produtividade para criar um novo enfoque de gestão em que o chamado mundo de ganho é oposto ao mundo do custo. Já Cox é um escritor independente especializado em romances com conceitos de negócios.

Por meio de um drama literário, cujo desfecho prende a atenção, os autores fazem os administradores e interessados no segmento a refletirem sobre a importância de definir uma meta para suas empresas e utilizar seus próprios meios para chegar até ela.  No livro, o gerente Alex teve que aprender a administrar a sua fábrica em meio às restrições do momento. Ele explorou as fragilidades para gerar lucro revendo os recursos que já possuía.

Alguns pontos interessantes do livro A Meta

Apesar de abordar diretamente as estratégias específicas para gerir uma fábrica, o livro A Meta traz à tona assuntos que estão presentes em diversos tipos de negócio e que, apesar de relevantes, passam despercebidos. Chamo atenção para alguns desses pontos debatidos que são muito úteis para verificarmos se a nossa estratégia de gestão empresarial está sendo realmente eficaz.

Nem sempre são necessários grandes investimentos

Muitas vezes, a baixa produtividade das empresas é associada à falta de pessoal ou tecnologia adequada. No entanto, esses investimentos aumentam consideravelmente os custos, o que pode prejudicar as contas da organização em momentos de crise.

Vão existir situações em que esses investimentos serão necessários para garantir à empresa mais competitividade no mercado. Mas, na grande maioria das vezes, basta uma reengenharia dos meios produtivos, como realocação dos equipamentos e do pessoal, para obter melhor produtividade. Para isso, é necessário fazer uma análise aprofundada sobre a empresa e identificar os seus problemas.

A Teoria Restritiva propõe a implantação nas organizações do conceito de evolução contínua, muito utilizado atualmente, e incentiva trabalhar para que as restrições internas, externas e de mercado não limitem os seus resultados.

Para isso, Goldraff e Cox teorizam que é preciso implantar, no dia a dia, ações simples, no sentido de fazer com que os colaboradores entendam as etapas dos processos, façam perguntas assertivas, compreendam as ações, suas causas e efeitos e trabalhem dentro de um processo lógico de raciocínio.

Na prática, podemos dizer que a melhoria contínua está em permitir que os profissionais tenham subsídios, estruturais e intelectuais, para tomar decisões mais efetivas, agir de modo coeso, resolver problemas cotidianos e fazer um bom trabalho, mesmo quando as condições não forem as mais favoráveis.

Ouvir a opinião de toda a sua equipe é fundamental

Mesmo que somente uma pessoa dará a palavra final, é importante para o crescimento da empresa que as decisões sejam colocadas em pauta para toda a equipe envolvida. Essa discussão promoverá uma troca de opiniões diversas, criando soluções mais adequadas ao contexto atual do mercado.  

Ouvir a opinião dos colaboradores que atuam em diversos setores oferece ainda perspectivas diferentes sobre determinado assunto, permitindo uma visão global do negócio. Isso também ajuda a delegar tarefas adequadamente, de modo a aproveitar as potencialidades de cada integrante.

Obstáculos devem ser utilizados a favor do crescimento organizacional

O livro A Meta mostra que todas as empresas possuem determinados empecilhos ao alcance de suas metas. Porém, ao invés de ignorá-los, devem gerenciá-los de forma assertiva. Isso significar ficar atento à sua realidade e identificar, tratar e eliminar possíveis problemas, de modo a evitar que eles prejudiquem seus resultados e crescimento contínuo.

Empresas fortes repensam a sua cultura, diretrizes e posicionamento no mercado constantemente

As empresas que não repensam as suas estratégias de atuação nos mais diversos âmbitos tendem a ficar fragilizadas, principalmente em momentos de crise. Para sobreviverem em um mercado competitivo, as organizações precisam elaborar um planejamento estratégico e investir em seu desenvolvimento contínuo.

Melhorar procedimentos internos, investir na qualidade do clima organizacional, aumentar a produtividade, a satisfação no trabalho, os modelos de gestão de pessoas e processos, implantar normas, padrões e programas que ajudem na melhor execução das demandas e também no gerenciamento da empresa, são alguns dos exemplos de investimentos em desenvolvimento contínuo.

O foco na evolução continuada é importante em todos os sentidos, pois tanto no aspecto pessoal, social como profissional, não podemos deixar de fomentar nosso crescimento técnico, emocional e comportamental. O protagonista do livro A Meta, Alex Rogo, não utilizou essa ideia apenas em sua empresa, mas também para melhorar a sua vida pessoal. Siga você também esse exemplo: ouse mudar comportamentos e hábitos e alcançar suas metas e objetivos de forma extraordinária.

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