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As Sete Leis da Aprendizagem

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Syda Production’s/Shutterstock Entender como se dá o processo de ensino e aprendizagem favorece nosso crescimento intelectual

Dentre os pensamentos eptais as Sete Leis da Aprendizagem têm uma importância gigantesca. Muitos são os estudiosos do processo de ensino e aprendizagem. Desde Piaget que os pedagogos, psicólogos e demais pesquisadores se debruçam sobre as perguntas “Como aprendemos?” e “Qual o melhor método para ensinarmos algo a alguém?”

Com certeza não há uma resposta única para essas questões, ao contrário, há diversas teses, livros, artigos, pesquisas que dão respostas parcial ou totalmente diferentes umas das outras. Alguns são acusados de valorizarem demais a cognição, outros de valorizarem demasiadamente os contextos de aprendizagem…

No caso das Sete Leis da Aprendizagem um grupo de pesquisadores – Hyrum W. Smith, Richard L. Godfrey e Gerreld L. Pulsipher – vinculados ao Instituto Franklin Covey, depois de assistir a diversos programas de treinamento empresarial, fizeram um diagnóstico do que havia de equivocado naqueles programas e propuseram uma forma completamente nova de treinar pessoas.

Dessa experiência nasceram às técnicas de treinamento utilizadas no Instituto e outros lugares que também passaram a reconhecê-las como adequadas, nasceu aí o processo que eles chamaram de “Aprendizagem Relacional”.

Desvendando As Sete Leis da Aprendizagem

Eu, como Master Coach Sênior tenho dito em todas as oportunidades que o papel do Coaching é aproximar as pessoas delas mesmas e dos demais. Ainda não tinha me dado conta de como essa minha filosofia pessoal de vida é congruente com os valores que as Sete Leis da Aprendizagem pregam, e os quais passo a apresentar nesse capítulo.

Tudo parte da compreensão que na aprendizagem existem duas entidades envolvidas, mais um objeto. Essas entidades podem ser você e outra pessoa, ou seu self 1 e self 2 (ou seja, você com você mesmo) e o objeto da aprendizagem é sobre o que se ensina/aprende. Nesse ponto a aprendizagem não pode ser mecânica, pois ela não acontece automatizada como uma bebida que exposta ao frio logo se congela. O processo de aprendizagem por esse prisma precisa de um envolvimento que seja mais que conteudista, que seja também afetivo, emocional… humano!

Emocional X Relacional

Os pesquisadores atribuíram o adjetivo emocional por perceber que para aprendermos alguma coisa temos que conseguir nos relacionar com essa “coisa”. Pessoas que, por suas crenças e pela cultura, criaram aversão a certo tipo de conhecimento, jamais conseguiram adquiri-lo porque se recusam a se relacionar com ele. Logo, sem relacionamento não há aprendizagem, e, quando esse relacionamento se torna também afetivo essa aprendizagem se dá com mais facilidade – Ensinar e aprender são uma questão de estabelecer vínculos.

O relacional também está ligado a como a aprendizagem se dá pelas relações que conseguimos fazer entre uma informação nova e outra que já conhecemos, entre uma prática nova e outra que já nos é conhecida. De fato, nosso cérebro é associativo e seu trabalho de absorção é todo feito através de paralelos. São as associações entre o elemento novo e o elemento dado, aquele que já estava armazenado na nossa memória, que nos permitem aumentar nossos conhecimentos.

O Processo de Aprendizagem

Talvez o peso de ensinar possa causar certo incômodo. Enquanto alguns veem com glamour outros querem se esquivar do peso de ensinar algo a alguém. Mas o fato é que, dada nossa forma social de viver, somos professores o tempo todo, de maneira mais ou menos formalizada estamos todo o dia envolvidos em processos de ensino e aprendizagem.

Os autores dizem que os líderes de empresas são “professores acidentais” e que as Sete Leis da Aprendizagem nos dão elementos para nos tornarmos “professores intencionais”. Eu digo que não há professores acidentais, o que há são processos de aprendizagem não formais, aqueles que acontecem quando passeamos com uma criança numa exposição, quando ela senta no colo de seu avô para ouvir uma história, ou quando entramos em um restaurante pela primeira vez e para não errarmos ficamos observando os que estão na frente.

De toda sorte, essas sete importantes leis que passo a apresentar agora são ferramentas que, se usadas em nossas práticas de ensino, nos tornam melhores professores, mesmo que não sejamos profissionais do ensino – lembre-se que a aprendizagem acontece a todo o momento, em todos os lugares, com todos os sujeitos.

As Sete Leis da Aprendizagem são divididas em dois grupos. As duas primeiras leis são chamadas leis da crença. Elas exigem que trabalhemos nosso nível quatro da Pirâmide do Processo Evolutivo – Crenças e Valores – revendo várias de nossas posições sobre o que acreditamos ser verdade no processo de aprendizagem, como por exemplo, que uns são mais capazes que outros.

As demais leis estão ligadas ao comportamento humano, de forma que todas elas enfatizam as relações. Como nossos comportamentos estão vinculados às nossas crenças, essas leis se conectam, se autorregulam, se harmonizam. Elas estão descritas no quadro a seguir e depois individualmente.

Gostou? Acompanhe em meu blog a explicação sobre cada uma das 7 Leis da Aprendizagem!

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