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Anima e Animus Segundo Carl Jung – Entenda sua Natureza e Função!

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Anima e Animus

Entenda o que o Anima e o Animus e como isso ambos influenciam a nossa personalidade

Quando tratamos de Anima e Animus, é preciso ter antes de tudo a consciência de que cientificamente falando, todos nós carregamos uma pequena quantidade de hormônios do sexo oposto em nosso organismo. Carl Jung, ciente disso, teve um insight: Ele teve a percepção de que todos nós carregamos essa mesma contraparte sexual em nossa psique, e nela existem características inerentes ao sexo oposto que não são conscientes.

Entendendo Anima e Animus

Através de estudos Jung também percebeu que, essas características podem ser reprimidas e irem se acumulando no inconsciente, dependendo de como forem os traços psicológicos de cada indivíduo. A essas partes reprimidas, Jung deu o nome de Anima e Animus. Anima seria a contraparte feminina da psique do homem, e Animus a contraparte masculina da psique da mulher. Apesar de os dois termos se referirem à parte da personalidade, ambos são também arquétipos e estão enraizados em nosso inconsciente coletivo.

Uma maneira de reconhecer o animus no comportamento da mulher é por meio de convicções e opiniões. Muitas vezes a mulher fala sobre determinado assunto como se jamais tivesse tido a menor sombra de dúvidas a respeito dele.

O Animus geralmente se apresenta como uma pluralidade de pessoas. Quando as mulheres estão sob a influência do animus, criam generalizações descabidas em seus argumentos. Outra característica aqui é em relação às escolhas amorosas. As mulheres vão se sentir mais atraídas pelos homens que mais corresponderem à sua masculinidade inconsciente.

Os 4 Estágios de Desenvolvimento do Animus 

Anima e Animus

Benjavisa Ruangvaree/Shutterstock Animus representa a personificação do homem em várias dimensões

O primeiro estágio é o da personificação do homem que envolve apenas a agilidade e a força física. O segundo estágio é o de “homem ação”, onde o animus tem capacidade de tomar iniciativa e desenvolver planejamentos, direcionando sua força para a realização de algo útil.

O terceiro estágio ele é o professor, o condutor, o orador. No quarto estágio ele é o “sentido”. É o sábio guia que leva a verdade espiritual para a consciência da mulher. No processo de individuação, a mulher deve aprender a fazer uso desses 4 estágios de seu animus. Por exemplo, aprendendo a fazer uso de sua força física, ela não será mais tão indefesa.

Podemos afirmar então que uma das funções do Animus é a de Psicopompo. A palavra Psicopompo tem origem grega e vem da junção de psyché (alma) e pompós (guia), portanto sua função, como o próprio nome diz é a de guiar e conduzir a percepção do homem.

Tendo compreendido Animus, podemos agora conceituar a Anima, que é a personificação de todas as tendências psicológicas femininas no homem. É ela que faz com que um homem se apaixone rapidamente por uma mulher, e se sinta extremamente atraído por ela. É a responsável muitas vezes pela escolha da esposa certa.

Anima é o que faz a ponte para que o ego masculino encontre sua verdade mais profunda.

Os 4 Estágios de Desenvolvimento do Anima

Animus e Anima

Benjavisa Ruangvaree/Shutterstock Já o Anima traz várias representações femininas

O primeiro estágio é simbolizado por Eva, que representa o relacionamento instintivo, sexual e biológico. O segundo estágio pode ser simbolizado por Helena de Troia, que apesar de ser caracterizado por elementos sexuais, personifica um relacionamento mais romântico como sendo a mulher uma musa inspiradora.

O terceiro estágio está mais ligado ao amor, à devoção espiritual e ao símbolo da maternidade, sendo assim, pode ser simbolizado pela Virgem Maria. E o quarto e também último estágio refere-se à sabedoria que transcende a pureza da santidade.

Temos aqui como exemplo então a deusa Atena, que era a responsável por guiar os heróis com sua sabedoria. Existe apenas um aspecto perigoso na Anima, a unilateralidade. Se o homem considerar apenas o aspecto espiritual, não conseguirá se relacionar com uma mulher real, pois nunca encontrará uma mulher com a imagem da deusa que ele admira em suas fantasias.

Nesse caso, se viver a unilateralidade, o homem corre o risco de viver como vítima de fantasias eróticas ou torna-se compulsivamente dependente de uma mulher real.

O amor tem dois lados: Um é romântico e espiritual, e o outro é baseado no impulso biológico para a continuidade da raça (lado animal). De alguma maneira esses dois lados se complementam em um relacionamento. O ponto comum entre Animus e Anima é que ambos funcionam como uma ponte entre o ego feminino e o self.

Temos então  Anima e Animus sendo pontes entre o ego e a psiquê mais profunda (inconsciente coletivo), e em contrapartida temos a Persona que é a ponte entre o ego e o mundo externo. Jung definiu Animus e Anima como sendo o “não eu”, uma vez que está relacionado a uma parte de nós que não está ligado ao nosso corpo físico, mas sim à nossa alma e a nosso espírito.

Para o homem, o “não eu” está relacionado à suas reações, impulsos e posicionamentos baseados em conhecimentos não completamente justificados. Para a mulher o “não eu” acaba assumindo a forma de compromissos, inspirações e crenças.

Como Jung descreve Animus e Anima são basicamente as características contrassexuais de cada indivíduo, e são parte do princípio da complementariedade.

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