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Você quer ter razão ou ter felicidade?

Por: José Roberto Marques | Blog

Entre estar certo e ser feliz, a verdade é que todo mundo procura sempre as duas coisas, certo? Infelizmente, porém, nem sempre conseguimos conciliar essas duas forças. Há circunstâncias da vida em que ter razão exige um desgaste tão profundo, que é como se tivéssemos que abrir mão da felicidade por alguns momentos.

Nessas ocasiões, deparamo-nos diante de uma escolha complexa. Afinal de contas, o que é mais importante: viver com alegria e tranquilidade ou provar que está certo? Há momentos em que precisamos simplesmente abrir mão da razão para viver em paz. Quer saber quais momentos são esses? Então, continue a leitura do artigo a seguir!

Não discuta com quem se recusa a abrir a mente

O exemplo mais clássico de ocasião em que devemos abrir mão da razão para ser feliz é simplesmente não discutir com quem não está aberto a entender o seu ponto de vista. Existem pessoas que ouvem o outro apenas para dar-lhe uma resposta, e não para de fato compreendê-lo.

Se você estiver diante de alguém com esse tipo de atitude, entenda que discutir com essa pessoa é inútil. Mesmo que você tenha que explicar coisas óbvias, como o fato de as coisas caírem no chão por causa da aceleração gravitacional, alguém que esteja com a mente fechada não dará ouvido aos seus argumentos, não importa quantas provas científicas você mostre.

Ao lidar com pessoas assim, tudo o que você vai conseguir é se esgotar emocionalmente, gastar a sua saliva e perder o seu tempo. Nesse caso, prefira calar-se e continuar em paz, seguro das suas convicções.

Não pense que você sabe de tudo

Por outro lado, lembre-se de que precisamos agir com equilíbrio. Sendo assim, não cometa o mesmo erro que as pessoas do item acima. Se alguém quiser apresentar a você uma informação nova ou um ponto de vista com o qual você não concorda, dê à pessoa a oportunidade de se expressar.

Você não sabe de tudo. Precisamos ter humildade para reconhecer que, em alguns momentos, o outro pode estar com a razão ou ao menos apresentar pontos de vista que nós nunca tínhamos visto. Sendo assim, procure extrair de cada interação tudo aquilo que você puder aprender.

As pessoas que se recusam a admitir outras crenças esbarram na ignorância, na arrogância, no preconceito e no egocentrismo. Esse processo de querer ser o dono da verdade pode até fazer com que a razão esteja sempre ao seu lado, mas em contrapartida, pode afastar as pessoas do seu meio e torná-lo verdadeiramente infeliz.

Escolha as suas batalhas

Existe uma expressão em inglês que diz “choose your battles”, ou seja, escolha as suas batalhas. Isso quer dizer que precisamos saber em quais “brigas” devemos entrar e quais delas simplesmente não valem a pena.

Por exemplo, vale a pena perder uma amizade de anos por causa de uma discussão de futebol? Vale a pena colocar em risco o seu desempenho profissional na empresa em que trabalha porque um colega seu discorda de um aspecto que nem faz tanta diferença no projeto em andamento?

É importante que nos questionemos quanto a isso. Em compensação, há momentos em que realmente precisamos entrar em certas batalhes para proteger os interesses que são essenciais à nossa felicidade. Se ter um filho é o sonho da sua vida, talvez valha a pena entrar numa discussão saudável para convencer o parceiro disso, por exemplo.

A questão é que não existem respostas certas. Cabe a cada pessoa entender o que é prioridade para si. Às vezes, é preciso entrar na “guerra”, mas às vezes podemos simplesmente deixar a questão de lado.

Você é feliz?

Não deixe de ser educado quando decidir entrar na batalha

Se, depois de passar por esse exame de consciência descrito na etapa anterior, você concluir que vale a pena iniciar a discussão para defender os seus interesses, faça isso com educação e serenidade. Qualquer exagero nas palavras, nas atitudes ou no tom de voz pode levá-lo a perder a razão.

Ouça o que a pessoa tem a dizer e responda com os seus argumentos, sempre de forma clara e educada. Jamais deixe de respeitar quem estiver do outro lado. Por fim, mesmo que a pessoa não concorde com o seu ponto de vista, vocês podem simplesmente “concordar em discordar” e fim de papo.

O importante é agir com empatia e respeito. Se o assunto em questão for um conflito sério e importante, lembre-se de que é possível resolvê-lo com auxílio jurídico, ou seja, nos termos da lei.

Defina as suas prioridades

Como você já deve ter percebido, a palavra-chave para determinar as ocasiões em que você deve lutar pela sua razão e aquelas em que é melhor deixar para lá e ser feliz é “prioridade”.

Quanto mais autoconhecimento você tiver, mais será capaz de entender o que realmente importa para você, a ponto de entrar em combates para resolver a questão. Parece clichê, mas realmente não se pode ter tudo na vida. Se você deseja ter razão sempre, nas discussões de trabalho, no futebol com os amigos, na escolha do programa de sábado com a namorada e em toda e qualquer decisão a ser tomada, a sua vida será uma guerra constante.

Na vida, às vezes convencemos o outro, mas também precisamos aprender a ceder. Tudo é uma questão de equilíbrio e de entender quais são as suas prioridades, pelas quais vale a pena lutar.

Questione-se se essa decisão ficar frequente demais

Qualquer relação humana é complexa por natureza. As pessoas têm interesses conflitantes, e isso é mais regra do que exceção. No entanto, se você perceber que a sua vida está constantemente o levando a essas decisões de ter razão ou felicidade, talvez seja um sinal de que você precisa rever algumas coisas.

Toda relação precisa de equilíbrio. Em um casal, por exemplo, às vezes um cede e o outro tem a sua vontade feita, mas depois os papéis se invertem, de modo que não pese para ninguém. O mesmo vale para irmãos, amigos, colegas de trabalho etc. Contudo, se só a sua vontade tem sido feita ou se só a vontade do outro está sendo respeitada, é sinal de que a sua relação está em desequilíbrio.

Nesse caso, alguém precisará aprender a ceder. Quando isso não ocorre, o conflito pode se tornar tão intenso que o melhor a se fazer é pôr um fim à amizade, namoro etc. Você não pode conduzir as suas relações de forma que o outro sempre sirva a você ou que você sempre sirva ao outro. Deve haver um equilíbrio recíproco.

Como você pode perceber, querida pessoa, entre a razão e a felicidade, precisamos encontrar o equilíbrio. Há casos em que devemos nos manter firmes em nossa posição para defender os nossos interesses, mas há outras ocasiões em que o melhor a se fazer é abrir mão da briga, em nome do bem-estar e da paz. A escolha é sua!

E você, como tem lidado com esse tipo de conflito? Prefere ter razão ou ser feliz? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar esta reflexão a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar dela? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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