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Sintomas da Depressão

Por: Equipe JRM | Blog | 09 de maio de 2019

Apesar de termos a mão vários testes e questionários que podem indicar se estamos vivendo a doença denominada “Mal do Século”, é preciso que um médico diagnostique, pois ele, muito provavelmente, vai incluir o histórico do paciente e da família, além das condições físicas e mentais.

Contudo, é possível apontar para possíveis sinais e sintomas de que podemos estar vivendo com depressão. Caracteriza um quadro depressivo sinais, como cansaço extremo, fraqueza, irritabilidade, angústia exacerbada, baixa autoestima, disfunção sexual e insônia (ou podemos dizer um sono tortuoso e de má qualidade, de cochilos e com vários momentos acordados durante a noite).

Entre os problemas psicológicos, podemos incluir pensamentos pessimistas ou que envolvam a morte, comportamentos compulsivos (que podem trazer felicidade instantânea, mas não permanente) e dificuldade de concentração.

O grande sintoma da depressão é o humor depressivo. Alguém com um quadro de depressão apresenta uma tristeza e melancolia, que se une a uma falta de ânimo e disposição e, principalmente, a uma incapacidade de sentir prazer em atividades que antes eram agradáveis.

Reflita por um instante sobre a coisa que mais gosta de fazer em sua vida. Pode ser que você tenha pensado em dormir, sair para passear com seu cachorro, ir ao cinema nos fins de semana, jantar fora a dois, se reunir com os amigos todo sábado à noite… existe uma infinidade de coisas.

Agora, imagine como seria se você perdesse a vontade de fazer aquilo que mais ama, que mais sente prazer em fazer, que mais te causa felicidade e alegria. É assim que se sente um depressivo, como se nada, nem a coisa mais prazerosa, lhe desse motivo para continuar vivendo.

Como descreve o autor Andrew Solomon em seu best-seller “Demônio do Meio-Dia — Uma anatomia da depressão”:

Tornar-se deprimido é como ficar cego, a escuridão, no início gradual, acaba englobando tudo; é como ficar surdo, ouvindo cada vez menos até que um silêncio terrível o envolve, até que você mesmo não pode fazer qualquer som para quebrar o silêncio. É como sentir sua roupa lentamente se transformando em madeira, uma rigidez nos cotovelos e joelhos progredindo para um terrível peso e uma imobilidade isolante que vai atrofiá-lo e, dentro de algum tempo, destruí-lo.

Você é feliz?

O autor pode ser considerado um cara que obteve muito sucesso. Ele se formou em psicologia pela Universidade de Yale e fez o mestrado em Cambridge. Além disso, viajou o mundo inteiro e escreveu para uma das revistas mais importantes dos Estados Unidos, a New Yorker. Contudo, apesar de sentir que sua vida profissional ia muito bem, ele parou de cuidar de sua vida pessoal.

Isso o levou a deixar de tomar os remédios para depressão que o acompanhou durante a vida e, ao parar a medicação, decidiu que ia se matar. No entanto, ele carregava uma culpa de traumatizar a família se levasse a ideia adiante, por isso tentou contrair doenças que o levassem à morte, o que também é uma forma de se suicidar.

Para ele, o oposto da depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade, pois tem relação com a energia que empreendemos para continuarmos vivos. A vida é vital, é definida pela nossa capacidade de viver e não pela felicidade que sentimos, pois as vezes não nos sentimos felizes, mas continuamos vivendo.

Há um teste em que podemos perceber se possuirmos essa vitalidade sobre a qual fala o Solomon.

TESTE: VOCÊ ESTÁ DEPRIMIDO?

Pedimos que responda às situações abaixo com uma das opções:

 

  • Em nenhuma vez
  • Em dois ou três dias
  • Em mais da metade dos dias
  • Em praticamente todos os dias

Nas duas últimas semanas, você…​

  1. Sentiu pouco interesse ou prazer em fazer as coisas?
  2. Ficou para baixo, tristeza ou sem sentimento de esperança?
  3. Teve dificuldades para pegar no sono, insônia ou dormir demais.
  4. Sentiu muito cansaço ou falta de energia?
  5. Teve mudança no apetite (quase não comeu ou comeu muito)?
  6. Se considerou um fracassado ou achou que desapontou os seus familiares e amigos?
  7. Teve problemas em se concentrar para realizar suas tarefas, ler notícias ou ver televisão?
  8. Se locomoveu ou falou mais lentamente de uma forma que os outros notaram?
  9. Pensou que seria melhor morrer, ou teve vontade de se machucar?
  10. Passou por problemas ou dificuldades, e sentiu uma dificuldade muito grande em superá-los?

RESULTADO

Se respondeu “em mais da metade dos dias” ou “em praticamente todos os dias” para mais de quatro tópicos (ou concorda com o item 9), sugerimos o auxílio de um profissional ou a busca por ajuda. Lembrando que esse teste não substitui a avaliação de um profissional qualificado.

 

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