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Reflexões sobre os princípios do Coaching nas Empresas

Por: José Roberto Marques | Blog | 29 de junho de 2018

Como sempre digo, empresas são feitas de pessoas. E embora você possa chamar seu cliente pelo seu nome fantasia e considerar importante seu CNPJ, é fundamental lembrar que o processo de Coaching de Negócios sempre será realizado com uma ou várias pessoas da organização e não com a organização em si. São as pessoas que terão X ou Y resultado, é na equipe, nos clientes e stakeholders que suas mudanças serão primeiramente percebidas e também sentidas na prática. Por isso, falar dos Pilares do Coaching nas empresas só faz sentido se você tiver claramente isso em sua mente.

Liberte-se dos Julgamentos… A suspensão de julgamentos é um princípio importante para um business coach de alto desempenho porque quando estamos despidos de preconceitos e, nos colocamos numa posição de neutralidade, conseguimos nos conectar mais verdadeiramente com o nosso cliente e com sua meta final. Do contrário, quando somos influenciados por nossos pré-julgamentos e juízos de valor, podemos criar um distanciamento que, muitas vezes, acaba dificultando a conexão nas sessões, prejudicando o rendimento do cliente, do coach e de todo o processo.

Quer ver como um exemplo de como isso pode realmente acontecer? Vamos pensar, então, uma situação hipotética.

Imagine, então, que em sua carreira, antes de tornar-se coach, você teve uma série de chefes autoritários, egocêntricos e extremamente difíceis de lidar. Em suas memórias você guarda lembranças não tão positivas dos momentos onde seus superiores faziam “cenas” e expunham seus funcionários, inclusive, você, a situações constrangedoras.

Agora imagine que seu coachee tem justamente um perfil parecido com o de seus antigos líderes. Se não suspender os julgamentos, certamente acabará não se separando corretamente do processo e transferindo para seu cliente as frustrações vivenciadas em seus próprios contextos profissionais. Tome cuidado, pois ainda que seja apenas uma situação hipotética, para exemplificar, é sempre muito perigoso quando nossos julgamentos tomam à dianteira.

Sim, como coaches nós devemos sempre buscar ser o mais profissionais que pudermos ser. Entretanto, também não podemos negar que somos seres humanos, com sentimentos humanos. Por isso, o não julgamento é um exercício diário, que devemos fazer não apenas quando estamos diante no nosso coachee, mas em todas as situações. Isso, além de nos ajudar a evoluir, evita que, ao nos depararmos com situações como esta citada acima, você consiga se sair bem e ter a postura assertiva que todo business coach deve ter.

Traga o Futuro Para o Presente… Se o passado ajudou a construir o nosso presente, com certeza, é o que estamos fazendo, aqui e agora, que irá ajudar a construir o nosso futuro. Com as empresas não é diferente, pois são organismos vivos e em constante transformação. Portanto, pensar o futuro da organização é essencial para que, no tempo presente, possam ser plantadas sementes condizentes com os frutos que ela deseja colher mais adiante.

Para manter esta conexão entre quem é e aquilo que deseja e ainda pode ser; o business Coaching é um processo que trabalha junto ao cliente para que suas metas de crescimento, faturamento ou expansão, por exemplo, possam ser alcançadas dentro do tempo previsto. E por falar em tempo, é importante que, desde o início do processo, que as expectativas do coachee em relação à realização de seus objetivos estejam claramente definidas.

Coaching trabalha sempre com uma finalidade e, isso inclui sempre um prazo, período pré-determinados. E muitas vezes e, não raro, os resultados da experienciação da metodologia são tão extraordinários que, metas previstas para alguns anos à frente, são alcançadas em questão de meses. Maravilhoso! Logo, procure em conjunto com o seu coachee fazer um plano de ações congruente com os objetivos pleiteados, factível, realista e que possa efetivamente ser aplicado e colocado em prática. Mantenha o seu cliente focado nos resultados de curto, médio e longo prazo, para que este possa trabalhar ações estratégicas, de modo que cada ação/tarefa concretizada aproxime a empresa de conquistar seu estado desejado com sucesso.

Goals, fins, alvos, objetivos… Coaching é resultado e para conquistar os resultados extraordinários que seus coaches tanto almejam ao contratar seus serviços, eles realmente precisam ter metas claras e bem definidas desde o início do seu processo. E sabe qual é o melhor lembrete destes propósitos? As tarefas! Sim, as tarefas de Coaching servem como âncoras e representam exatamente aquilo que vai lembrar o seu cliente, a todo o momento, sobre quais são as suas razões para buscar melhoria contínua, transformação, mudança, para se esforçar, enfrentar seus medos, aceitar seus gaps e dedicar seu tempo e dinheiro a maximizar cada vez mais o seu desempenho.

Para ter resultados diferentes é preciso fazer diferente. As ações de Coaching são exercícios poderosos para a reelaboração do mindset e mudança de crenças, hábitos e comportamentos. Mostram, de forma prática, como determinadas transformações são capazes de aproximar o profissional do seu estado desejado. Uma empresa só muda para melhor quando aqueles que a compõem também mudam sua forma de pensar e agir.

Para isso, o processo de business Coaching faz com que o cliente possa experimentar novas formas de enxergar a si e ao mundo. E mais, para que assim, consiga ter a oportunidade de mudar para melhor também o jeito como se relaciona as pessoas e os processos da sua empresa.

Ética e Confidencialidade sempre… Chegamos a mais um ponto essencial no processo de Coaching, a ética e a confidencialidade das informações. Este princípio se aplica em todas as abordagens de Coaching, contudo, como estamos falando do universo das empresas, vou focar neste momento neste contexto.

Como sabemos, um cliente de business Coaching é uma empresa que contrata seus serviços para seus líderes ou executivos, por exemplo. Ainda que a organização defina os seus próprios objetivos ao fazer este investimento em seus profissionais, tudo que eles falam na sessão fica na sessão, ou seja, absolutamente tudo que ali é dito é de posse do coachee e não da empresa. Por isso, nunca é demais ressaltar que você jamais deve repassar as informações reveladas na sessão a terceiros e, muito menos sem o consentimento da pessoa por você atendida.

Claro que existem situações de exceção, pois quando há conflito de interesses, é importante que à questão seja tratada individualmente pelo profissional e pela pessoa atendida, de modo a encontrar a melhor solução para o caso, sem que o impasse prejudique nenhuma das partes envolvidas. Um exemplo disso é quando o objetivo do coachee e da empresa estão conflitantes, ou seja, quando a parte contratante e a parte atendida não entram num consenso sobre a finalidade do processo.

Contudo, seja qual for à situação, respeitar o sigilo e também a ética da profissão é essencial para garantir a celeridade do processo de Coaching e para criar o vínculo de confiança tão primordial na relação entre um coach e o seu cliente. E seja qual for o ramo ou porte da empresa, lembre-se sempre de se lembrar de nunca se esquecer destes importantes preceitos ao atender todos os seus.

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