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Qual a diferença entre solidão e solitude?

Por: José Roberto Marques | Blog

Solidão e solitude são duas palavras da língua portuguesa que frequentemente são empregadas como sinônimos. No entanto, existem sim algumas diferenças básicas entre elas. Enquanto uma pode ser bastante produtiva e benéfica, a outra faz mal à saúde física e mental. E você, já tem alguma noção de qual é qual?

Neste artigo, você vai compreender o significado das duas palavras para entender a diferença que existe entre elas. Também conferirá algumas sugestões sobre o que fazer para aproveitar melhor o tempo que você passa apenas em sua própria companhia. Preparado? Então, vamos lá!

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O que é a solidão?

A solidão é o estado de quem está sozinho, isto é, na ausência da companhia de outras pessoas. Esse estado não apareceu para a pessoa por uma escolha dela, mas por acontecimentos da vida. Pode ser que muitos de seus familiares tenham morrido, que ela tenha dificuldade em fazer amigos, que o namorado a tenha abandonado, entre outras questões.

Por este motivo, a palavra “solidão” tem um significado negativo em sua essência. O indivíduo que se identifica em estado de solidão está descontente com essa situação, ou seja, sofre porque gostaria de estar com outras pessoas.

O ser humano é um ser naturalmente social, que aprendeu a evoluir em grupos (em famílias, em amigos, em casais, em empresas etc.). Por isso, o isolamento de outros indivíduos pode privar essa pessoa de carinho, de afeto e de alguém com quem dividir as suas tristezas e alegrias. Esse é o pensamento de quem vive em solidão, o que pode desencadear baixa autoestima, tristeza, entre outros problemas de ordem psicológica.

A solidão pode, segundo os cientistas, provocar diversos problemas de saúde física também, como o enfraquecimento do sistema imunológico (que nos deixa mais suscetíveis a infecções em geral) e a elevação dos níveis de cortisol (o hormônio do estresse). Pesquisas apontam que a geração millennial, composta pelos nascidos nos anos 1980 e 1990, parece ser a mais atingida pela solidão.

O que é a solitude?

Por outro lado, existe a chamada solitude, que é a solidão voluntária. Nesse caso, a pessoa está momentaneamente sozinha porque escolheu estar assim. Isso não quer dizer que ela não tenha amigos, familiares ou outras pessoas em sua vida. Ela deseja apenas estar, durante aquele período específico, gozando exclusivamente da sua própria companhia.

A solitude é um estado temporário, voluntário e positivo; ao contrário da solidão, que é involuntária, negativa e que tende a ser mais duradoura. Quem tem momentos de solitude está, na verdade, dando uma resposta a certas ideias que circulam na sociedade de que é impossível ser feliz por conta própria.

Na verdade, todos nós podemos aproveitar esses momentos a sós. É triste viver em isolamento 100% do tempo, mas um tempinho aproveitando somente a nossa própria companhia pode ser algo muito agradável e relaxante, se soubermos aproveitar. Dessa forma, a solitude é o estado de quem deseja estar só, mas que sabe que poderá contar com outras pessoas quando quiser.

A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional até mesmo recomenda que as pessoas passem algum tempo sozinhas diariamente, pois isso traz benefícios à sua autoconfiança e ao seu autoconhecimento.

10 maneiras de aproveitar bem o seu tempo de solitude

Quer saber como aproveitar ao máximo o seu momento de solitude? Então, confira as 10 sugestões que elencamos a seguir.

1. Meditar

A meditação é uma técnica em que a pessoa encontra um local tranquilo para passar um tempo sozinha. Sentada ou deitada, ela apenas respira de forma consciente, observando os pensamentos que passam pela sua mente, sem apegar-se a nenhum deles. Em longo prazo, a meditação reduz a ansiedade e promove relaxamento e autoconhecimento.

Você é feliz?

2. Trabalhar

Algumas pessoas utilizam o tempo que têm sozinhas para organizar o dia seguinte e até mesmo para adiantar o que for possível no trabalho. O silêncio da solitude mantém a mente mais calma e serena, o que facilita a concentração e a dedicação às atividades.

3. Estudar

Assim como o trabalho, o estudo também é beneficiado pela solitude. Ficar sozinho em um local silencioso e tranquilo é muito propício ao estudo. Isso ocorre porque, nesses momentos, ficamos livres das distrações que as outras pessoas provocam. Assim, fica mais fácil ler, interpretar e assimilar os conteúdos, mesmo os mais complexos.

4. Ter hobbies

Os hobbies são aquelas atividades que fazemos por prazer. Se você estiver sozinho, elas podem ser um grande auxílio para preencher o seu dia com atividades que o deixem mais feliz. Cuidar de plantas e animais, praticar esportes, ler, dançar, desenhar, pintar, escrever, fazer crochê e até mesmo cozinhar podem ser atividades divertidas nesses momentos.

5. Refletir

Os momentos em que estamos a sós também são benéficos para a reflexão. Sem interferências externas, podemos mergulhar em nossos próprios sentimentos, pensamentos e atitudes. Isso nos possibilita chegar a determinadas conclusões e decisões sobre os rumos que desejamos tomar em nossas vidas.

6. Encontrar-se espiritualmente

Aproveitando o gancho da reflexão, a solitude também pode ser a oportunidade ideal para quem deseja encontrar e vivenciar a sua espiritualidade de forma mais intensa. É mais fácil e proveitoso ler, orar, meditar e refletir sobre assuntos espirituais quando estamos a sós. Isso facilita a nossa conexão com as crenças que temos naquilo que não se pode ver.

7. Ler

A leitura também é sempre beneficiada quando estamos em silêncio. Ler nada mais é do que imaginar e dar vida a cada frase, dentro das nossas próprias mentes. Podemos ler poemas, notícias, biografias e ficção, por exemplo. O que quer que estejamos lendo pode ser mais facilmente imaginado e compreendido quando estamos a sós. Além disso, essa é uma ótima maneira de passar o tempo.

8. Ouvir música

É muito legal apreciar a música numa festa ou num concerto, quando podemos viver esse momento com amigos e familiares. No entanto, a experiência de ouvir música sozinho também pode ser extremamente agradável. Podemos sentir melhor a melodia, prestar atenção na letra com mais cuidado e mergulhar no som, pensando em nossa própria vida.

9. Praticar o autocuidado

O autocuidado é aquele momento em que uma pessoa cuida com carinho de si mesma. Fazer uma refeição gostosa, praticar uma atividade física, tomar um banho relaxante, fazer massagem em si mesmo, colocar uma roupa confortável e relaxar são excelentes atividades de autocuidado que podemos fazer a sós.

10. Não fazer nada

Por fim, o último item da nossa lista pode ser uma surpresa para você, mas não fazer nada também é uma opção. O tempo produtivo é essencial, mas tão essencial quanto ele é o nosso período de descanso. Sim, o ócio também tem uma função de existir. É nele que recuperamos as nossas energias físicas e mentais para o próximo período produtivo. Descanse e revigore-se!

Agora você já compreende que a solidão é o ato de estar sozinho sem escolha, enquanto a solitude significa estar sozinho por vontade própria. Que a solidão passe longe de você, mas que você saiba abraçar os momentos de solitude com criatividade!

E você, tem passado por períodos de solidão ou de solitude? Como tem lidado com eles? Deixe o seu comentário aqui embaixo, pois eles podem servir de aprendizado para os outros leitores do blog. Por fim, se este artigo fez sentido para você, lembre-se de compartilhá-lo com quem mais estiver precisando desta reflexão, por meio das suas redes sociais!

Imagem: Por Jon Beyerle

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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