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O Poder Transformador do Inconsciente

Por: José Roberto Marques | Blog | 29 de janeiro de 2019

Para que possamos compreender verdadeiramente uma pessoa, precisamos analisar profundamente sua essência. É necessário examinar mais do que aquilo que está na superfície, mais do que aquilo que ela nos apresenta, é necessário ir mais fundo e acessar seu inconsciente.

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A mente humana é algo incrível e permeada de mistérios. São diversos os estudos que buscam entendê-la cada vez melhor, porém, conforme o tempo passa, mais situações que a envolvem surgem para despertar a nossa curiosidade, transformando-a sempre em objeto de pesquisa por parte de profissionais das mais diversas áreas, principalmente, psicologia, psiquiatria, neurociência, entre muitas outras.

Sobre nosso inconsciente, existe uma teoria chamada Teoria do Iceberg, que nos ajuda a compreender o funcionamento dessa parte de nossa mente, que dificilmente se revela. A Teoria do Iceberg nos auxilia na compreensão dos fatores que levam as pessoas a agirem de certo modo, sem se darem conta dos motivos pelos quais fazem o que fazem.

Carl Jung e Sigmund Freud, possuem teorias e estudos que apesar das distinções em certos pontos tem abordagens semelhantes quando se trata do inconsciente.

De acordo com Jung o inconsciente é divido em dois níveis, o Inconsciente Pessoal e o Inconsciente Coletivo. O Inconsciente Pessoal está relacionado às informações que aprendemos e que com o tempo, pelo pouco acesso a elas, vão sendo esquecidas. Entretanto, antes de caírem no esquecimento, essas informações ainda podem ser acessadas, mesmo que com certa dificuldade, pois ainda não estão no primeiro nível da inconsciência.

O Inconsciente Pessoal ou Individual se refere às categorias mais básicas do inconsciente, responsáveis por guardar as experiências como lembranças ruins e conflitos pessoais e morais. É no inconsciente pessoal que as qualidades individuais se escondem, seja porque elas nos desagradam ou porque são inerentes.

Aqui, estamos falando situações e experiências que foram, de certa forma, traumáticas para o indivíduo e ele as reprimiu em seu inconsciente pessoal. Como estamos nos referindo, por exemplo, a memórias ruins, experiências e emoções desagradáveis, que foram fortemente rejeitadas pela pessoa, entende-se que tais situações tenham grande impacto e podem se manifestar de diversas maneiras ao longo de sua existência, como em um sonho, em um comportamento inexplicado, entre outras.

Assim, o Inconsciente Pessoal faz parte daquilo que é mais intrínseco ao indivíduo e acontece de acordo com as experiências que passa ao longo de sua existência.

Nesta camada da consciência, a pessoa não se recorda das imagens de forma consciente, e algumas de suas habilidades ou padrões foram herdados dos antepassados. O medo de ratos, por exemplo, pode estar associado a uma predisposição: é muito comum que uma pessoa fique assustada já em seu primeiro contato com um rato, por conta do inconsciente coletivo.

Já o nível mais profundo do inconsciente, trata do Inconsciente Coletivo. Este tem caráter impessoal, e mítico. É como se pertencesse à humanidade em geral, e não apenas a um determinado indivíduo.

De acordo com a psicologia analítica, o inconsciente coletivo é a categoria mais profunda da psique. Essa categoria é formada pelos materiais que foram herdados, hospedando os traços funcionais e imagens virtuais comuns a todos os seres humanos. O inconsciente coletivo também é definido como um “esqueleto de arquétipos” cujas influências se alastram para além da psique humana.

Diferentemente de Jung, Freud foca sua abordagem no sujeito e não no coletivo. Ele divide a mente humana em: Ego, Id e Superego. Para ele, o Ego relaciona-se àquilo que está na superfície, nossa consciência, por isso temos controle sobre ele. O Id é a parte de nossa mente que busca o prazer, por isso não segue as normas sociais e pode nos levar a tomar atitudes e praticar ações que fogem daquilo que é considerado aceitável e/ou correto. E por fim, o Superego, ao contrário do Id tem controle e faz com que nós sigamos as regras sociais, portanto funciona como nossa bússola moral de comportamentos que podem ser de culpa ou recompensa.

Apesar das diferenças ambos compartilham do mesmo princípio: a Teoria do Iceberg, desenvolvida por Ernest Hemingway. Para ilustrá-la melhor, convido você a imaginar um iceberg, a ponta dele é a parte visível, mas isso é somente uma pequena parte, pois o seu conteúdo é muito maior do que podemos imaginar. A maior parte da totalidade de um iceberg, fica submersa no mar.

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Para Ernest, o mesmo acontece com nossa mente, onde a ponta do iceberg, aquela que podemos ver acima da superfície da água, representa o nosso consciente, e a parte submersa, representa todas as informações que processamos e que estão escondidas dentro de nós, o Inconsciente.

Quando acessamos nosso Inconsciente, encontramos todas as nossas vivências, nossas experiências e impressões, coisas que nem ao menos tínhamos ideia de que se escondiam dentro de nós.

Hábitos, por exemplo, são costumes que quase não exigem raciocínio, por isso realizamos em modo automático. Por essa razão, é tão difícil abandonar velhos hábitos. Hábitos são mecanismos que nos possibilitam agir de modo mais rápido e mais prático.

Já pensou se tudo que tivéssemos que fazer exigisse de nós um pensamento profundo ou uma reflexão demorada? Não faríamos quase nada! Comer, andar e dirigir nosso carro parece ser fácil, porque são hábitos adquiridos, que se tornaram automáticos. Não nascemos sabendo realizar essas ações, mas nos habituamos a elas por necessidade.

Por serem adquiridos, nossos hábitos podem ser mudados, nos possibilitando ter mais controle sobre nossas decisões, comportamentos, ações e pensamentos. Muito se estuda sobre a possibilidade de acessar e nos comunicar com o inconsciente, e a Hipnose Eriscksoniana é uma das diversas formas já comprovadas de ter esse acesso. Nela existe menos resistência, pois quem passa pelo processo tem a possibilidade de se autoavaliar. Sendo assim, por meio de um transe, o especialista fica livre para guiar o indivíduo no caminho que o levará a seu objetivo.

Este tipo de hipnose nos auxilia na compreensão de quem verdadeiramente e realmente somos. Isso acontece, porque todas as respostas que buscamos estão escondidas dentro de nós.

Por meio da técnica de Hipnoterapia Ericksoniana é possível ressignificar memórias e sentimentos, passando a enxergar a vida sob novas perspectivas, trazendo aquilo que estava escondido em nosso inconsciente à Luz. Por isso, é um dos métodos eficazes no tratamento de depressão, ansiedade, medos, entre muitas outras condições adversas.

A Teoria do Iceberg nos confirma, portanto, que há muito mais em nossa mente do que aquilo que imaginamos e somos capazes de nos recordar. Entre traumas antigos, dores e atos falhos, o inconsciente, vez ou outra traz à tona um fato ou um sentimento reprimido.

Por último, vale ressaltar que 95% de toda mudança comportamental acontece no nível inconsciente, por isso é tão maravilhoso saber que podemos acessar por meio de técnicas e ferramentas o nosso inconsciente para ressignificar nossas dores, basta nos permitirmos acessar o que precisa ser acessado.

Permita-se viver o despertar de sua consciência, busque o equilíbrio, e ainda que o processo de transformação de si mesmo possa parecer doloroso, entregue-se a ele e traga para Luz tudo aquilo que estiver submergido nas Sombras do Inconsciente.

“Não há despertar da consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.” (Carl Gustav Jung)

Créditos da Imagem: Por Andrea Danti – ID da ilustração stock livre de direitos: 615645578

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