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Linguagem Corporal: Aprenda a Identificar 5 Sinais Que Desmascaram uma Mentira

Por: José Roberto Marques | Blog

Você sabia que existem sinais de linguagem corporal da mentira que entregam quando uma pessoa não está sendo verdadeira? Mentir não é algo natural para grande parte das pessoas, de modo que gera estresse no organismo e produz reações involuntárias no corpo. O ato de inventar uma história e fazer com que o outro acredite no que está sendo dito gera conflito entre a área racional e a área emocional do cérebro.

Esse conflito é bastante estressante para o indivíduo que mente. Os especialistas no assunto afirmam que não há um sinal definitivo que comprove que o que a pessoa está dizendo não é verdade. No entanto, há alguns comportamentos que, analisados em conjunto, são indicativos da mentira.

Neste artigo, você conhecerá melhor alguns desses sinais. Isso não fará de você um investigador criminal, como os das séries de TV, mas, com certeza, pode poupar você de muitas frustrações.

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Linguagem verbal e não-verbal: sinais da mentira no comportamento

Segundo os especialistas, para que uma mentira seja identificada no discurso de uma pessoa, é importante conduzir uma análise multifatorial, que envolve as palavras, o contexto dos fatos, as expressões faciais, o contato visual, a postura corporal, os gestos e o tom de voz do indivíduo. Sem a análise conjunta desses elementos, conclusões equivocadas podem ser obtidas.

Por isso, confira a seguir alguns dos comportamentos que podem indicar mentiras, envolvendo os fatores apontados acima.

1. Alterações no olhar e no contato visual

Durante uma conversa, seja ela sincera ou mentirosa, os olhos de uma pessoa se movem. Uma pessoa destra pode direcionar os olhos para cima à esquerda quando precisa se lembrar de algum fato verdadeiro. Quando um destro está inventando algo, porém, ele tende a direcionar os olhos para a direita. O contrário é válido para canhotos.

Além disso, um estudo sugere que algumas pessoas, quando estão mentindo, buscam um contato visual excessivo com o interlocutor. A ideia é justamente compensar a crença de que os mentirosos evitam o contato visual, de modo que as pessoas pareçam mais sinceras. Então, se a pessoa com quem você está conversando olha durante muito tempo em seus olhos, quando não tem esse hábito normalmente, você pode desconfiar.

1. Pausas muito longas

Segundo os especialistas, outra característica comum às pessoas que mentem é a realização de pausas muito longas antes de responder às perguntas ou entre as frases. Essas pausas são frequentes, pois se referem ao tempo que o indivíduo precisa para inventar a história que quer falar. Para “preencher” essas pausas, é comum o emprego de alguns vícios de linguagem, como “daí”, “então”, “tipo”, “né”, “hum”.

Contudo, é importante tomar cuidado ao analisar as pausas da pessoa. Pode ser que ela realmente esteja com dificuldade de se lembrar do que aconteceu ou simplesmente que o seu ritmo de fala seja naturalmente mais lento. Essas questões precisam ser levadas em consideração.

2. Alterações na voz

Outro aspecto frequentemente identificado nos mentirosos é a alteração no padrão de voz. Segundo os especialistas, as pessoas tendem a diminuir o volume da voz e a deixá-la levemente mais aguda quando estão mentindo, especialmente nos finais das frases.

Mais uma vez, porém, ressaltamos que é preciso tomar cuidado antes de chegar à conclusão de que alguém está mentindo. Você conhece a voz da pessoa bem o suficiente para afirmar que ela está falando mais baixo ou em tom mais agudo do que de costume? Reflita sobre isso antes de bater o martelo.

3. Mudanças bruscas na linha de base

A “linha de base” é um termo muito utilizado pelos analistas do comportamento humano para se referir ao comportamento padrão de um indivíduo, ou seja, a sua postura corporal de costume. Algumas pessoas são naturalmente mais relaxadas, enquanto outras são naturalmente mais tensas. Antes de analisar a linguagem corporal de alguém, é preciso conhecer a linha de base da pessoa.

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O que geralmente indica uma mentira são as mudanças bruscas nesse padrão de comportamento. Por exemplo, se, durante toda a conversa, o indivíduo se manteve com o tronco parado, mas, num assunto específico, começa a mexer o tronco para os lados em sinal de negação, essa é uma mudança brusca em sua linha de base.

Outros exemplos que podem indicar essas mudanças são: apertar as mãos, aumentar ou diminuir os movimentos da cabeça, aumentar o fluxo de piscadas nos olhos, entre outros. Para avaliar se o comportamento da pessoa está diferente da sua linha de base, leve em consideração a intensidade e a frequência dos movimentos.

4. Incoerências entre os gestos e as palavras

Como se diz popularmente, “o corpo fala”. Se uma pessoa diz uma mentira, a sua linguagem corporal geralmente indica o contrário das suas palavras. Por exemplo, uma pessoa pode dizer “eu adoro você”, mas a sua cabeça indica que aquilo não é verdade por meio de um movimento de negação, de um lado para o outro.

Outro exemplo é que alguém diga que está se sentindo à vontade e tranquilo em uma determinada situação. Entretanto, a pessoa se mantém com os braços sempre cruzados e com certo afastamento em relação aos que conversam com ela, o que pode indicar, na verdade, que ela não está tão à vontade assim. Contudo, antes de sair apontando mentirosos, analise o contexto. Pode ser, por exemplo, que a pessoa esteja de braços cruzados simplesmente por estar com frio. Fique atento!

Dica bônus: gathering information

Além da análise do corpo, da face e da voz do indivíduo, há outro aspecto muito importante para avaliar se alguém está mentindo, em complemento às dicas acima. Segundo os especialistas, há uma técnica chamada gathering information (do inglês, “reunir informações”). Se você estiver desconfiado de que alguém está mentindo, pode utilizar essa técnica também para confirmar as suas suspeitas.

A técnica consiste basicamente em reunir informações para que a pessoa suspeita entre em contradição em seu discurso. Por exemplo, se o seu marido afirma que fez hora-extra no trabalho, mas você pegou uma nota fiscal de um bar no horário em questão, pode questioná-lo quanto àquela evidência de mentira e ver como ele se comporta.

Outra técnica simples que pode fazer com que uma pessoa se complique em seu discurso é perguntar detalhes. Por exemplo, se o seu namorado diz que fez hora-extra, pergunte-lhe por que foi necessário ficar até mais tarde. Em qual projeto ele trabalhou? Quem o ajudou? Qual a urgência da tarefa? Esse ato de “dar corda” pode levar o indivíduo a entrar em contradições sobre a história, caso esteja mentindo.

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Alguns cuidados que precisamos tomar ao avaliar o comportamento das pessoas

Antes de aplicar as dicas acima, observe que algumas pessoas têm um estado natural de estresse ou de ansiedade, especialmente diante de situações essencialmente tensas, como um interrogatório numa delegacia. Assim, elas podem manifestar alguns dos sinais descritos, mesmo quando não estiverem mentindo, mas apenas por nervosismo. A melhor forma de identificar quando cada pessoa está mentindo é estabelecer um padrão para ela. Portanto, não saia julgando as pessoas por aí sem levar em consideração o contexto da conversa.

A recomendação nesse sentido é: faça uma pergunta que você sabe que é verdade e, na sequência, pergunte algo que sabe que é mentira. Registre as expressões faciais e corporais da pessoa nas diferentes situações, estabelecendo um padrão para que possa analisá-la com mais eficácia.

O corpo humano geralmente trabalha negando o que está sendo dito quando se está mentindo. E você, já identificou sinais da mentira na linguagem corporal de alguém? Compartilhe a sua experiência nos comentários. Além disso, compartilhe este artigo com os seus amigos, familiares, colegas e com quem mais possa se beneficiar deste conteúdo, por meio das suas redes sociais!

Imagem: Por Vasilyeva Larisa

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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