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Identifique a Diferença Entre Sentimento e Emoção

Por: José Roberto Marques | Blog | 27 de novembro de 2017

A forma como um indivíduo se sente, determina como ele irá agir. Conhecer os seus sentimentos e entender como eles geram as emoções que sente é um dos principais caminhos do autoconhecimento. Entretanto, é importante entender a diferença entre sentimento a emoção, para que você consiga compreender a origem deles e tenha maior controle sobre a sua vida, desenvolvendo a chamada inteligência emocional.

Outro benefício que o autoconhecimento traz é a possibilidade de conseguirmos entender melhor outras pessoas. Então, ao invés de se chatear com alguém porque fez algo que não gostou; o ser humano que conhece e diferencia emoções e sentimentos conseguirá ter uma visão diferente e mais positiva. Isso proporcionará uma melhora nos relacionamentos pessoais de todos os tipos, desde os mais próximos até os profissionais.

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Diferença Entre Sentimento e Emoção

É bastante comum vermos o uso das palavras sentimento e emoção como sinônimos, entretanto, no âmbito da psicologia, elas são consideradas diferentes, apesar de terem uma forte relação. Digo isso, porque são as emoções que geram os sentimentos e, eles, por sua vez, podem despertar outros tipos de emoções. Veja, a seguir, o conceito de cada um para entender melhor a diferença.

Emoções: ocorridas nas regiões subcorticais do cérebro, as emoções são capazes de criar diversas reações no corpo, através da liberação de hormônios, alterando o estado no qual o indivíduo se encontra. Basicamente, são reações instantâneas que se tem perante os acontecimentos da vida. Veja como elas ocorrem:

  • São desencadeadas por fatos.
  • Acontecem acompanhadas de reações orgânicas do corpo (suor ou choro, por exemplo).
  • São direcionadas para o exterior e têm relação com a comunicação, pois expressam algo.
  • Muitas vezes são intensas e de duração curta.
  • É possível definir o que desencadeou a emoção.

Exemplos de Emoções:

  • Primárias (Inatas): medo, tristeza e alegria.
  • Secundárias (Sociais): culpa, ciúme e vergonha.
  • Emoções de Fundo: bem-estar, calma e mal-estar.

Sentimentos: encontrados nas regiões neocorticais do cérebro, os sentimentos são formados através de reações geradas de forma consciente pelas emoções. Eles são influenciados, principalmente, pelo histórico de cada indivíduo, o que inclui, suas crenças e experiências vividas. Por isso, cada pessoa tem uma reação diferente perante emoções e, enquanto alguns perdem a calma facilmente, outros conseguem manter a tranquilidade, mesmo perante situações consideradas graves.

  • São resultados das experiências emocionais dos indivíduos.
  • Acontecem no íntimo de cada pessoa e não podem ser percebidos pelo mundo externo.
  • São menos intensos que as emoções, mas possuem uma duração mais longa, podendo perdurar por toda a vida.
  • Não têm uma causa imediata que pode ser definida.

Um bom exemplo para entender a diferença entre emoções e sentimentos é em relação à medo e pânico. A sensação que se tem ao encarar um animal feroz de forma repentina é pânico, pois dura por alguns instantes gera reações no corpo, por isso, é uma emoção. Já o que se sente ao pensar no mesmo bicho é medo, ou seja, um sentimento que se tem em relação a ele.

Com base nos dois conceitos, é possível identificar as principais diferenças. A primeira delas é que as emoções dificilmente conseguem ser escondidas, pois costumam ser visíveis no corpo de uma pessoa quando ela está sentindo raiva, medo, tristeza ou alegria, por exemplo. Além disso, são sensações que têm uma duração mais curta. Quando se trata de sentimentos, eles acontecem na mente, então podem passar despercebidos por outras pessoas e durar muito mais tempo, como é o caso do amor.

O Surgimento dos Sentimentos e Emoções

Pesquisas científicas já comprovaram que os sentimentos e emoções do ser humano começam a existir ainda no útero da mãe. Então, tudo aquilo que é sentido ao redor daquele bebê que está se desenvolvendo é absorvido por ele. Medo, insegurança, alegria, raiva, rejeição, são exemplos de sensações que o indivíduo pode sentir desde o início de sua existência e que serão determinantes na formação de sua personalidade.

Na primeira fase da vida, que vai do útero até por volta de sete anos de idade, uma pessoa irá registrar as emoções vividas, interpretá-las subjetivamente, de acordo com suas experiências, e, então, criar padrões de sentimentos e comportamentos. Um indivíduo que, durante este período, foi encorajado pelos pais sobre suas qualidades, tem grandes chances de se tornar um adulto mais seguro e consciente de seus talentos.

Por outro lado, aqueles que criaram seus padrões de comportamento com base em sentimentos de repressão e rejeição, por exemplo, podem se tornar inseguros e ter problemas de autoestima. A boa notícia é que é possível ressignificar esses sentimentos e encontrar mesmo nestas experiências negativas aspectos que levem ao crescimento, o que se torna possível através do autoconhecimento.

A Importância de Diferenciar Sentimento e Emoção

O autoconhecimento facilita a relação que um indivíduo tem com os seus sentimentos e emoções. Quando se entende a razão de sentir angústia, medo ou insegurança, por exemplo, é possível racionalizar essas emoções e impedir que elas se transformem em crenças limitantes, aquelas que te impedem de se desenvolver, seja como pessoa ou profissional e que sabotam sua vida.

A palavra emoção tem um significado, no mínimo, curioso, que é impulso ou movimento. Isso porque as emoções levam um indivíduo a agir, são as reações que se tem perante determinados estímulos. Ao sentir dor, geralmente a reação mais comum é de encontrar uma forma de fazer com que essa sensação pare de acontecer. Quando o ser humano identifica algo como positivo, as emoções sentidas seguem a mesma linha. E, quando a percepção é negativa, as emoções também serão.

Você é feliz?

Os sentimentos, por sua vez, são mais conscientes e gerados a partir da forma com a qual cada indivíduo processa as emoções que sente. Essa diferenciação é muito importante para ter um maior entendimento sobre o que se sente e canalizar as sensações de forma positiva e consciente. O que se sente não é uma questão de destino, é possível aprimorar sentimentos e emoções para desenvolver novas formas de pensamento, hábitos e comportamentos, ou seja, escolher o que você vai cultivar dentro de si.

Inteligência Emocional do Ambiente de Trabalho

Sabia que você pode aprender a fortalecer suas habilidades de inteligência emocional no trabalho? É verdade. E é um ótimo laboratório para isso. Aliás o gerente e toda a equipe podem desenvolver juntos a inteligência emocional. Enquanto alguns pesquisadores acreditam que a inteligência emocional é uma característica inata, outros acreditam que a inteligência emocional pode ser aprendida e fortalecida. Quando a equipe toda se dedica a isso, o aprimoramento pode sim, ser aprendido e aumentado.

A Inteligência Emocional no trabalho ajuda o gerente a identificar se desenvolve, ou não, sua inteligência emocional, identificando suas dificuldades em entender as emoções que são comunicadas em todas as mensagens pelos funcionários.

Com a quantidade de significado da mensagem que os funcionários comunicam por meio de sinais não verbais, expressões faciais e tom de voz, esse gerente tem uma séria desvantagem. Ele terá dificuldade em receber toda a mensagem que o funcionário está tentando se comunicar.

Um gerente com baixa capacidade de Inteligência Emocional também é ineficaz para entender e expressar suas próprias emoções. Uma reação comum é dizer que ele é completamente aberto ao feedback, mas que o comunicador está errado sobre esse problema.

Porém, o principal problema de um gerente com baixa inteligência emocional, é a incapacidade do gerente de perceber e entender o impacto de suas ações e declarações dos colaboradores no ambiente de trabalho.

Um segundo grande problema para um líder com baixa inteligência emocional, é que um colega de trabalho ou membro da equipe que tem uma inteligência emocional altamente desenvolvida pode usar isso para manipular o gerente, para melhor ou para pior.

O que um líder pode fazer para evitar isso?

A inteligência emocional pode ser aprendida e fortalecida, mas apenas quando um funcionário entende como a inteligência emocional é observável e útil no local de trabalho.

Quatro são os aspectos – reconhecidos por pesquisadores – da Inteligência Emocional:

  1. Percepção da emoção;
  2. Capacidade de raciocínio, usando emoções;
  3. Capacidade de entender a emoção;
  4. Capacidade de gerenciar emoções.

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Vamos conhecer alguns exemplos desses aspectos?

  • Consciência e capacidade de ler a linguagem corporal e outras comunicações não verbais que incluem expressões faciais
  • A capacidade de ouvir com tanta atenção que eles podem ouvir as palavras não ditas prestando atenção ao tom de voz, inflexão, pausas e outras sugestões.
  • A capacidade de controlar e lidar com frustração, raiva, tristeza, alegria, aborrecimento e outras emoções
  • Reconhecer e reagir ao impacto que suas palavras e ações estão causando nos colegas de trabalho, informando ou não o gerente sobre esse impacto.
  • Compreender a emoção subjacente de uma comunicação de um membro da equipe e responder com a mesma eficácia aos aspectos emocionais da comunicação e às necessidades declaradas
  • Interpretação eficaz da causa da emoção expressa por um colega de trabalho. Dito isto, a postura desanimada pode indicar um problema significativo em casa, bem como um problema de trabalho não resolvido.

O que fazer para aumentar minha inteligência emocional?

É claro que sua inteligência emocional pode ser desenvolvida e aumentada, seja por causa da natureza, educação ou prática. Vou deixar aqui nove ideias sobre como fortalecer sua inteligência emocional no seu dia a dia:

  1. Pratique uma escuta profunda e concentrada ao se comunicar com o seu colega. Ao invés de ensaiar sua resposta enquanto a outra pessoa estiver falando, concentre sua mente e atenção em fazer perguntas para esclarecer e entender o que a pessoa está dizendo.
  2. Resuma e avalie o que você acha que ouviu a outra pessoa dizer para você. Pergunte se o que ele acabou de dizer é uma representação precisa do conteúdo da comunicação.
  3. Faça perguntas para identificar emoções e sentimentos. Pergunte ao funcionário como ele se sente sobre as informações fornecidas a você. Peça o seu pressentimento sobre como as coisas estão progredindo.
  4. Se você tiver dificuldade em ler como o funcionário está reagindo emocionalmente a uma situação, peça para ele se abrir com você. A maioria dos funcionários está muito disposta a colocar sua opinião quando seu gerente indica interesse. Você também desenvolverá sua inteligência emocional ouvindo.
  5. Pratique a percepção da linguagem corporal ou a comunicação não verbal. Não tenha pressa nessa hora! Reconheça quando a linguagem corporal é inconsistente com as palavras pronunciadas. Acostume-se a interpretar a linguagem corporal como um meio de entender a comunicação completa de um funcionário. Com a prática, você vai melhorar.
  6. Observe suas próprias reações à comunicação de um funcionário. Certifique-se de reagir em dois níveis. Você precisa reagir aos fatos e às emoções, necessidades, sonhos e assim por diante – que são expressos na maioria das comunicações – se você estiver atento. Novamente, se você não conseguir o segundo nível que envolve emoções, pergunte até entender.
  7. Observe se os funcionários com quem você se relaciona com mais eficácia são exatamente como você. Explore se você está recebendo comunicação compartilhada ou apenas fazendo suposições de que o funcionário sentirá e reagirá de uma maneira específica, com base em sua experiência. Faça perguntas e observe as respostas. Observe também que você pode atribuir a esses funcionários mais conhecimentos e insights com base em sua conexão compartilhada.
  8. Desenvolva uma sensação de quando você está sendo tocado. Um funcionário com inteligência emocional altamente desenvolvida já está analisando suas reações e entende o que deseja ouvir. Esse funcionário é hábil em criar o lado do relacionamento da sua conexão – para o bem e para o mal.
  9. Preste mais atenção às suas próprias emoções. Analise como você responde em situações emocionais. Busque feedback dos funcionários em quem você confia para reagir com algum grau de resposta imparcial e sem preconceitos. Procure feedback adicional de um chefe ou mentor que possa descrever seu impacto sobre os outros em uma reunião, por exemplo.

Enfim, toda pessoa pode desenvolver sua inteligência emocional, mas isso requer foco e prática persistentes. Procure e use o feedback para completar suas próprias percepções de suas ações e comportamentos.

A inteligência emocional é uma marca registrada de um gerente ou líder eficaz. Eles entendem e reagem adequadamente ao conteúdo de uma mensagem e aos componentes emocionais e significativos em uma organização.

Sem inteligência emocional, um líder é prejudicado severamente em sua capacidade de perceber e reagir ao componente emocional da comunicação e interação com outros funcionários. Sem essa ferramenta, sua eficácia fica muito comprometida.

Sabendo de tudo isso, numa escala de 0 a 10, o quanto você acredita que conhece a origem de seus sentimentos e emoções? Refletir sobre o que sente é um hábito que pode ser conquistado pouco a pouco, que é capaz de trazer inúmeros benefícios para todos os âmbitos e resultados extraordinários para sua vida.

Você conhece os 3 tempos da emoção? Assista meu vídeo e descubra!

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