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Empresa disruptiva: o que é e quais as suas vantagens?

Por: José Roberto Marques | Blog

Você já ouviu falar em empresas disruptivas? O termo está na moda e se refere às organizações que revolucionam os seus segmentos de atuação, rompendo com antigos padrões e dando início a novas formas de fazer negócio, tornando as antigas obsoletas.

Muitas empresas, entretanto, se autointitulam disruptivas, sem que de fato o sejam. Elas até podem ser inovadoras em algum aspecto e oferecem melhorias significativas no grau de satisfação do consumidor. Contudo, afirmar que são de fato disruptivas é uma questão que depende de fatores específicos, que não são tão comuns por aí.

Neste artigo, você vai compreender melhor o que é uma empresa disruptiva, quais são as características que constituem as organizações do tipo, por que o processo de disrupção é importante na sociedade atual e quais são os exemplos mais conhecidos. Siga em frente e tenha uma ótima leitura!

O que é uma empresa disruptiva?

Se você procurar o conceito de “disrupção” no dicionário, certamente encontrará diferentes definições, mas todas elas têm um aspecto em comum: a quebra de um padrão; o fim de um ciclo; transformação. Portanto, podemos dizer que a invenção da lâmpada, por exemplo, foi um processo de disrupção, pois, gradativamente, acabou com o antigo padrão de utilizar velas para iluminar o interior dos ambientes durante a noite.

Nesse sentido, precisamos compreender que nem toda inovação é disruptiva. As Smart TVs, por exemplo, são inovações, pois permitem que a internet seja conectada ao televisor. No entanto, elas não são disruptivas, pois não alteraram completamente a forma como se assiste televisão nos aparelhos tradicionais.

Dessa forma, as empresas disruptivas são aquelas que criam inovações verdadeiramente disruptivas, ou seja, que rompem com o modelo antigo de um produto, serviço ou tecnologia, tornando-o obsoleto. Não se trata apenas de um incremento ou melhoria, mas de uma verdadeira substituição.

Assim como a lâmpada, a geladeira também é uma tecnologia disruptiva, pois praticamente colocou em desuso as antigas formas de conservação de alimentos. Uma inovação disruptiva, portanto, altera comportamentos e pode perpetuar-se por séculos. Atualmente, entretanto, com o progresso na ciência e na tecnologia, nunca se falou tanto em empresas disruptivas.

Quais são as características das empresas disruptivas?

Toda empresa é um universo particular, mas, naquelas que são consideradas verdadeiramente disruptivas, podemos encontrar comumente as 5 características a seguir:

  • Estrutura reduzida: empresas disruptivas dificilmente começam as suas operações com grandes instalações. Na verdade, é comum encontrarmos nelas os modelos de startups, ou seja, de equipes reduzidas que crescem aceleradamente com o passar do tempo;
  • Times multidisciplinares: as equipes de trabalho nessas empresas são flexíveis, pois contam com profissionais de diferentes áreas de especialização, cujos saberes se complementam;
  • Tolerância com as falhas: o erro nessas empresas não é visto como um crime. Ao contrário, ele é visto com muita naturalidade, tendo em vista que tudo aquilo que é novo precisa ser testado e experimentado, o que pode levar à constatação de falhas;
  • Decisões baseadas em dados: nada em uma empresa disruptiva é decidido com base em opiniões, mas sim em dados. Pesquisas e estatísticas apontam o que deve ser feito, sobretudo para automatizar e personalizar as soluções oferecidas. Isso produz um excelente custo-benefício para satisfazer o consumidor;
  • Dedicação à satisfação do consumidor: por falar em consumidor, ele é o ponto de partida de tudo o que se faz nas empresas disruptivas. É com base nos desejos e necessidades dele que a instituição desenvolverá soluções inovadoras.

Quais são os exemplos mais conhecidos de empresas disruptivas?

A Apple é possivelmente o maior caso de inovações disruptivas. Os smartphones conseguiram reunir tantos aplicativos e utilidades que, entre outros exemplos, estão tornando obsoletos os telefones fixos e as máquinas fotográficas (exceto as de uso profissional).

Você é feliz?

Outro exemplo bastante interessante é o Spotify. O aplicativo permite que os usuários ouçam basicamente qualquer música que desejem, com alguns recursos exclusivos para a versão paga. O streaming possibilita que ninguém mais precise baixar as músicas para ouvi-las. Sem falar nos discos e CDs, que se tornaram relíquias de colecionadores.

No Brasil, podemos citar o Nubank como um exemplo de empresa disruptiva, afinal de contas, a ideia de um banco 100% digital, sem unidades físicas, é realmente transformadora. Por mais que bancos tradicionais ainda existam, o Nubank tem se mostrado forte e crescente, sobretudo entre os mais jovens.

Quanto ao Uber e aos demais serviços de transporte por aplicativo, eles configuram um caso particular que divide opiniões. Algumas pessoas defendem que eles oferecem um modelo de serviços completamente novo, sendo considerados disruptivos, enquanto outras argumentam que eles apenas incrementaram o antigo serviço do táxi urbano. Algo a ser pensado, não acha?

Qual é a importância das inovações disruptivas?

Se você ainda não acredita na importância das empresas e das inovações disruptivas, reflita: você gostaria de ter que conservar os alimentos da sua casa em uma caixa repleta de sal? Gostaria de comprar discos e vitrolas toda vez que quisesse ouvir uma música? Gostaria de iluminar a sua casa com velas durante a noite?

As inovações disruptivas são importantes para a sociedade, pois fazem a ponte entre os avanços científicos e tecnológicos e o dia a dia das pessoas. É por meio delas que os indivíduos conseguem realizar atividades cotidianas de forma mais simples, rápida, fácil e barata.

A Netflix, por exemplo, permite que, mediante o pagamento de uma mensalidade, as pessoas consigam acessar acervos enormes de filmes e séries atualizados em tempo real — sem sair das suas próprias casas e sem qualquer limite de visualizações. Não é à toa que as videolocadoras praticamente desapareceram.

Além do ponto de vista do consumidor, a inovação disruptiva também é interessantíssima para as próprias organizações. Uma empresa não precisa ser disruptiva para encontrar o sucesso, mas, se for, vai se deparar com um público já existente, porém, sem qualquer concorrência. A Netflix está começando a ter concorrentes agora, mas o pioneirismo e os lucros exorbitantes continuam sendo dela.

Conclusão

Concluindo, uma empresa disruptiva é aquela que oferece às pessoas uma inovação (em produtos, serviços ou tecnologias) que rompe com os antigos padrões e inaugura uma nova fase no seu segmento. Foi assim que o disco deu lugar ao CD, que deu lugar aos tocadores de MP3, que deram lugar à música por streaming.

A disrupção representa, portanto, a evolução da ciência, da tecnologia e da economia — todas elas reunidas em nome de facilitar a vida do consumidor, oferecendo a ele uma experiência incrivelmente satisfatória. Além disso, esse tipo de inovação torna as empresas únicas, permitindo que se tornem grandes referências em suas áreas de atuação.

E você, já conhecia o conceito de inovação disruptiva? Consegue pensar em mais alguns exemplos que não apareceram aqui no blog? Então, deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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