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Dinâmica da Empatia – É Hora de se colocar no lugar do outro!

Por: José Roberto Marques | Blog | 04 de junho de 2020

Aprender a aceitar o outro com as dificuldades que ele tem; ter empatia é um dom que devemos aprimorar frequentemente. Mais do que um sinal de evolução das nossas habilidades da vida social e em coletividade, é um atributo pessoal que só enriquece quem o possui. No fim das contas, podemos inclusive dizer que essa é uma qualidade a ser desenvolvida e aperfeiçoada durante o processo de Coaching Group.

Se um dos objetivos de todas as formas de Coaching é exatamente desenvolver potencialidades e nos promover a melhor versão de nós, esse trajeto inclui necessariamente um trato a mais nas particularidades com que nos apresentamos na vida interpessoal e nos diversos níveis de relacionamento.

Aprimorar nossa capacidade de sentir empatia pelo outro, nossa capacidade de compreensão das nuances humanas e nosso “jogo de cintura” na incrível arte de lidar com o outro são, portanto, demandas de um projeto de melhoria pessoal.

Quando o Coaching Group aborda diretamente o assunto é um atalho para o caminho que se pretende trilhar. Como resultado dessa dinâmica, tem-se uma reflexão bastante particular sobre as fragilidades que podemos superar, bem como daquelas de todos à nossa volta.

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Empatia X Compaixão

É fato que a empatia virou uma tendência muito forte para quem quer assumir uma liderança. Com toda razão. Pesquisas comprovam que várias empresas hoje oferecem treinamento de empatia a seus gerentes. De acordo com esse estudo, as habilidades que tiveram maior correlação com a liderança bem-sucedida foram ouvir e responder. 

Mas há uma diferença entre empatia versus compaixão e liderança, a abordagem que você escolher determinará se você e seus colegas de equipe sentirão um contágio emocional ou não. Empatia e compaixão decorrem dos mesmos desejos para melhor relacionar e entender as experiências dos outros. Ambos são extremamente benéficos para indivíduos e empresas. Mas as pesquisas mais recentes mostram que seguir o caminho compassivo está alinhado de maneira exclusiva com uma liderança não apenas excelente, mas sustentável.

Compaixão e empatia são fundamentalmente diferentes, mas estão intimamente relacionadas. A compaixão é uma resposta emocional à simpatia e cria um desejo de ajudar. Empatia é o nosso sentimento de consciência em relação às emoções de outras pessoas e uma tentativa de entender como elas se sentem. A compaixão cria uma distância emocional do indivíduo e da situação que estamos enfrentando.

A empatia está profundamente enraizada em nossos cérebros e nossos corpos – evocando em nós o desejo de entender as emoções de outras pessoas; é tão rudimentar, é realmente instintivo. Esse tipo de empatia é o que os psicólogos geralmente chamam de empatia cognitiva. Há muitas razões para praticar a empatia: é bom para nossa saúde pessoal e nossas relações de trabalho. O problema da empatia é o outro lado que os psicólogos chamam de empatia emocional: nosso desejo de não apenas entender as outras pessoas, mas também sentir a dor delas.

Você é feliz?

A empatia cria uma situação tendenciosa, muitas vezes cruel. Embora com boas intenções, ela não é neutra, e às vezes pode doer mais do que ajudar nossos relacionamentos e nossa capacidade de liderar efetivamente. Por um lado, a empatia é inviável a longo prazo: quando estamos exaustos e esgotados, somos inevitavelmente menos capazes de dar aos colegas de equipe que mais precisam de nós. A empatia também pode nos tornar inconscientemente mais solidários com as pessoas com quem nos relacionamos mais, tornando-nos menos propensos a nos conectar com pessoas cujas experiências não refletem as nossas.

Então, o que torna a compaixão diferente? Diferentemente da empatia, a compaixão cria uma distância emocional do indivíduo e da situação que estamos enfrentando. Ao praticar a compaixão, podemos nos tornar mais resilientes e melhorar nosso bem-estar geral, torando o mundo um lugar bem melhor.

Nossos preconceitos estão surgindo o tempo todo, mesmo quando somos empáticos. O que fazer para mudar isso? 

Com uma gestão compassiva, um líder pode se tornar um observador de seus pensamentos, atitudes e emoções. Pode ir além de experimentar um sentimento que era incontrolável e gerenciar uma resposta mais apropriada. 

A liderança empática e liderança compassiva possui diferenças sutis. Ambas demonstram ter efeitos dramáticos na felicidade, retenção e bem-estar geral dos funcionários. Mas enquanto a empatia é crucial para uma boa liderança, uma cultura de trabalho compassiva, onde os líderes demonstram regularmente preocupação com pessoas que enfrentam dificuldades e agem com base na preocupação de ajudar e apoiar também pode ser um elemento chave. 

Um líder empático é capaz de estabelecer uma conexão com seus colegas de equipe, incentivar a colaboração e influenciar os colegas de equipe a serem mais leais a uma organização. Mas, por outro lado, seu julgamento pode ser obscurecido por seus próprios preconceitos e experiências pessoais – até mesmo seu julgamento ético pode ser corroído. É aí que entra a compaixão.

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Dinâmica da Empatia

Sem fulanizar as questões, o legado dessa dinâmica acaba sendo uma compreensão melhor sobre problemas que, se não são nossos, bem que poderiam sê-lo. Cada participante deve escrever em um pedaço de papel em branco, que receberá do condutor da dinâmica, alguma dificuldade que encontra no relacionamento interpessoal e que não gostaria de expor oralmente em qualquer ambiente semipúblico.

Todos devem escrever de forma diferente, ou seja, com uma letra que não entregue a identidade do autor, bem como, claro, não se identificar no papel. Em seguida, o coordenador da dinâmica recolhe os papéis entregues e os mistura. Após um sorteio, os papéis são pegos pelos participantes da dinâmica, que assumem como seus, os problemas lá escritos.

O problema é lido em voz alta e uma solução é proposta. A intenção não é fazer perguntas, nem debates. Feitas todas as leituras e sugestões de soluções, o coach deve propor questões ao grupo, tais como: “O outro compreendeu seu problema? ” “Como você se sentiu ao ver o problema descrito?”; “Você compreender o problema do outro? ”; e “Como você se sentiu em relação ao grupo? ”.

Assim, todos têm a possibilidade de se colocar no lugar do outro, pois entender melhor seus comportamentos e sentimentos é essencial para desenvolver a empatia necessária para a convivência em grupo.

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