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Por Que Sou Coach? A Essência da Minha Missão

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Equipe JRM/IBC Minha missão como Coach se torna real em todos os dias da minha vida

É uma honra poder contribuir com a escrita deste artigo e compartilhar minhas pesquisas, crenças, conhecimentos, mas acima de tudo, aquilo que a minha vida me proporcionou até aqui: as experiências mais significativas que me levaram ao Coaching. Sou Master Coach Senior e Trainer. Por quê? Missão é a palavra-chave.

Disseminar o Coaching é a minha missão. E falando em missão, é impossível falar sobre Coaching e não retornar ao meu passado em São José do Rio Preto, município do interior do estado de São Paulo, onde eu, o terceiro filho, entre quatro, nasci.

Desde cedo vivenciei o poder da gratidão, da generosidade e da batalha através dos hábitos cultivados pela minha família. Dizem que mesmo durante as dores do parto, a minha mãe continuou trabalhando até o momento em que não aguentou mais e foi para o hospital.

Em uma dessas conversas que as famílias têm, eu descobri que quando o meu pai foi em casa buscar as roupas e acessórios necessários para amparar a minha mãe em estado de pré-trabalho de parto, eu já tinha nascido, fruto de um parto normal e rápido. Deve ser por isso que sou assim, elétrico, e tenho como um dos meus lemas o TBC “tire a bunda da cadeira”. Ou seja, aja rápido. Aja antes que o Sol se ponha – é o que eu repito todos os dias.

 O Poder da Essência

Desde pequeno sempre fui motivado pela curiosidade de descobrir o “mundo”. Lembro-me como se fosse hoje dos meus 8 anos de idade. Nessa época, eu saia para ir à padaria a fim de comprar o lanche e observava atentamente tudo o que estava escrito nas placas de trânsito, de propagandas (outdoors) e nos diálogos que eu ouvia na fila da padaria entre as estufas de guloseimas e o caixa. Tentar entender o outro e enxergar a funcionalidade das coisas sempre foi muito inspirador para mim.

Eu queria saber o que fazia as coisas funcionarem. Assim como eu queria dizer algumas coisas para o senhor da fila do pão que se queixava muito e só pontuava o lado negativo das histórias que contava. Sempre que eu via alguém contando/recontando uma história focando apenas em aspectos negativos, eu dizia em pensamento: E, senhor, quais são os pontos positivos que você pode tirar dessa experiência? Só existe mesmo esse lado? E o que você fez? Quais foram as suas reações?

Esse era eu com 8 anos, inquieto e questionador, mas nem sempre falava diretamente à pessoa. Na maioria das vezes eu internalizava essas questões e tentava enxergar soluções para elas.  Anos depois, já com 16 anos, a minha família, que até então se dividia, morando no interior do estado de São Paulo, se mudou para o interior do estado de Goiás, enquanto eu e meus irmãos morávamos na capital de São Paulo, onde fazíamos faculdade.

Essas mudanças não dificultavam as minhas idas para casa. Sempre que surgia a oportunidade eu dava um jeito de ir atrás dos meus pais. Eu arrumava as minhas coisas e saia sem avisar ninguém, apenas chegava. O meu tempo era o tempo certo.

Foram nessas idas e vindas que memorizei uma frase dita pelo meu pai que faz muito sentido para mim. A frase mencionada se parece muito com uma frase do filósofo Blaise Pascal, que diz: “O aumento do conhecimento é como uma esfera dilatando-se no espaço: quanto maior a nossa compreensão, maior o nosso contato com o desconhecido”.

O meu pai dizia que se você é o dono de algum negócio e não o conhece, esse negócio não será bem-sucedido e, por isso, ele próprio participava de todo o processo da plantação de soja e contribuía com os funcionários das suas fazendas de plantação. Toda vez que eu ia para casa, eu seguia o que estava sendo feito lá.

Eu não chegava e apenas ficava parado, quieto. Muito pelo contrário, eu chegava à fazenda, muitas vezes, e já pegava o trator, arava as terras com o meu pai a fim de deixá-las prontas para o plantio de soja e o que eu não sabia fazer me disponibilizava a aprender. Ou seja, vivenciava o momento em que estava em casa da melhor forma possível. Conhecer o funcionamento das atividades realizadas pela minha família sempre foi muito importante para mim.

Sendo assim, o meu eu dentro do mundo não se iniciou juntamente com os meus títulos. Os títulos conquistados até aqui apenas me certificaram após anos de vivências e estudos, pois antes de ser presidente do Instituto Brasileiro de Coaching – IBC e da Editora IBC, Master Coach Senior e Trainer certificado por renomadas instituições internacionais, eu era e ainda sou um curioso que não deixa no meio do caminho as coisas que têm importância.

Como na época em que eu ia para casa e ajudava a cuidar da plantação, saber manusear grandes maquinários de colheita e plantio era, para mim, ajudar os negócios do meu pai caso algum dia ele precisasse. A vida é assim: “Viver para aprender. Aprender para ajudar”.

Entender o funcionamento de alguma coisa, então, exemplificava e ainda exemplifica a gratidão que eu tenho pela vida. O fluxo do Universo sempre me conduziu e sem perceber a sede de ajudar as pessoas se instalou dentro de mim. Quando eu aprendo alguma coisa, me sinto extremamente grato por isso e quero passar adiante.

A gratidão, naquela época de grandes descobertas dentro da cabeça de um jovem de apenas 16 anos, era uma sensação de agradecimento e alegria em resposta ao recebimento de um grande presente. Presente, nesse caso, seria a capacidade de entender sobre o funcionamento das coisas e também ajudar as pessoas com algo que eu havia aprendido. Lembro-me dos professores que me marcaram muito, me inspiraram a querer utilizar o conhecimento para ajudar outra pessoa a entender sobre determinado assunto, assim como eles me ajudaram.

Essas experiências me trouxeram até aqui e ajudaram a aprimorar o que eu tenho de mais importante: curar pessoas com a ajuda de mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo, de forma efetiva e acelerada. Algum tempo depois, tornei-me Juiz de Paz da cidade onde os meus pais moravam, eu ainda era menor de idade e tive que ser emancipado para exercer essa função. Essa responsabilidade foi atribuída a mim através da escolha dos moradores da cidade e aval do Juiz de Direito daquela comarca.

Nessa época eu ajudava o meu tio a resolver dezenas de coisas, pois ele era o prefeito da cidade e eu estava sempre a par dos assuntos que envolviam a comunidade. Logo, eu resolvia, na maioria das vezes, todos os problemas que surgiam. A importância da nomeação “Juiz de Paz” era consciente para mim, mas eu consigo entender sua real dimensão, e como isso, me ajudou a ser quem eu sou hoje.

Construindo o Meu Legado

Ser Juiz de Paz contribuiu bastante para o meu desenvolvimento pessoal. É emocionante até hoje me lembrar dessa época. Ao me tornar Juiz de Paz, eu seria um magistrado, ou seja, “chefe” / “superintendente” – palavras muito pesadas para a ocasião, mas eu não as enxergava desse jeito tão formal.

Antigamente, Juiz de Paz remetia ao funcionário do poder público revestido de autoridade, que exercia várias funções judiciais tidas como “menores” (pequenas causas, casamentos etc.), resolucionando os conflitos por meio de conciliação. Esse tipo de juiz também exercia funções não judiciais, por exemplo, as administrativas, como a fiscalização de execução de obras, e eleitorais (presidência de mesas de votação).

Em suma, eu era o representante de uma comunidade. Essa experiência me fez conhecer mais as pessoas, manter um contato próximo com elas, identificar seus problemas, propor soluções (mas nunca de forma direta, sempre procurei perguntar, perguntar, perguntar e ouvir na essência. O que é diferente de invadir e/ou especular). Realizei algumas dezenas de casamentos, me sentia realmente um aglutinador de almas.

Nesse momento, já estava iniciando a carreira como coach, sem ao menos ter consciência disso. Eu aprendia, ajudava, refletia e propunha. As vivências apreciadas naquela época me fizeram querer procurar e me amparar em estudos voltados para as áreas de filosofia, teologia, administração e psicoterapia até conhecer claramente o processo de Coaching e me aprofundar nele. Essa fase faz parte do começo da construção do meu legado.

Logo, esse contato com as pessoas foi imprescindível para mim, pois é através do contato que hoje nós, coaches, damos apoio ao coachee, criamos um campo relacional e entramos em sinergia – elementos que desde sempre estiveram comigo e que hoje, após conhecer o Coaching, exemplificam mais ainda o que me faz ser e continuar sendo coach.

Muitas dúvidas pairam sob a cabeça dos jovens no início de suas carreiras: Como ter sucesso na profissão? Como crescer profissionalmente? Como conciliar a profissão com os objetivos pessoais? As dúvidas mencionadas fazem parte de um importante processo decisório, uma vez que a escolha da profissão é o primeiro passo na construção de seu futuro profissional. No meu caso, tudo foi bastante intuitivo, fui ouvindo a voz que ecoava dentro de mim e caminhando passo a passo, colocando um tijolo por vez.

Coaching: Ação Positiva para o Mundo e para a Minha Vida

Após milhares de horas em contato com pacientes, coachees, clientes empresariais e treinandos, durante os cursos oferecidos pelo IBC, eu compartilhei conhecimentos, ensinamentos, sentimentos e energias. Dessa forma, eu atingi muitas pessoas e o meu campo de atuação se expandiu Brasil afora ao ensinar as pessoas a resolverem problemas, pensar, transcender e trabalhar com o desenvolvimento de processos de autoconhecimento e autocura. Essas pessoas me motivaram mais do que imaginam através do feedback afetivo que recebo cotidianamente.

Posso dizer que foi a Consciência da Sabedoria Universal que me guiou até o presente momento. Racionalmente, eu jamais traçaria para mim o caminho que trilhei, que bom que soube ouvir minha intuição, minha voz interior, Deus dentro de mim, minha essência.

Com esse pensamento e dessas ações de partilha de conhecimento nasceu o PSC (Professional & Self Coaching) que desenvolvi com o objetivo de que cada vez mais pessoas encontrassem o seu caminho para o autoconhecimento, adquirindo cada vez mais consciência de suas competências, habilidades e potencialidades, conscientizando-se de que para atingir seus objetivos dependem muito mais de esforços internos do que de fatores externos.

Para mim, o Self Coaching é a chave do progresso de empoderamento e de evolução de todas as pessoas. É verídico que hoje o Coaching alcançou um espaço enorme e uma relevância tremenda no ambiente corporativo, porém tudo começa com as pessoas, nesse “SI mesmo” que venho explicando durante as minhas palestras, formações e livros.

E é justamente por isso que minha meta é desenvolver cada vez mais pessoas. É por isso que sou coach.

Viver cada dia como se fosse o último, com coragem, fé, crença em mim mesmo, bom humor, entusiasmo e brilho no olhar. Ser renovado pelas minhas próprias vitórias e triunfos pessoais, não impor­tando de que tamanho sejam. Continuamente inventar o futuro a partir de minha visão e minha imagina­ção. Crescer estimulando minha mente com novos aprendizados, ver a vida e meu trabalho como meu grande laboratório para me manter calmo e tranquilo.

Por que sou coach? Porque quero, com a ajuda de Deus, criar relacionamentos saudáveis e afetuosos, ensinando ao outro o que sei e aprendendo com eles o que puder, ajudando-os a descobrir e a seguir seus pró­prios caminhos, atingindo o máximo de si próprios.

Coaching é ação transformadora. É trazer o ponto B (estado desejado) para o ponto A (estado atual), fazendo uma conexão no tempo. Ele nos convida a sermos as melhores pessoas que podemos ser!

Artigo original, publicado no livro – Por que sou Coach?, Editora IBC, 2015!

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