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Conheça os Principais Elementos do Coaching Ericksoniano

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Agsandrew/Shutterstock Conhecer e dominar os elementos que norteiam o processo de Coaching Ericksoniano e fundamental a quem deseja atuar nesta área

Há alguns elementos e conceitos que fazem parte do processo de terapia ericksoniana e que devem ser observados também em sessões de Coaching Ericksoniano. Neste livro, a teoria e prática não estão separadas em capítulos, como poderia convir didaticamente, mas estão mescladas para que façam sentido durante a leitura.

Veja que os elementos do Coaching Ericksoniano são, basica­mente, atitudes que o coach toma durante as sessões. Conceitos e práticas de coachtório são, nesse sentido, similares. Estes são um agrupamento que fiz durante minhas leituras sobre o tema, eles estão espalhados pelos textos de Erickson e seus comentadores.

Sei que em livros como este interessam tanto a prática como o conteúdo teórico. Não podemos, então, desprezar o didatismo em algumas situações. Por isso, peço que, durante a leitura dos principais elementos do Coaching Ericksoniano, tente visualizar como seriam esses momentos durante uma sessão.

É verdade que experimentar práticas novas em coachtório pode causar certa ansiedade e insegurança. Isso costuma aparecer até mesmo na formação em Coaching Ericksoniano que ministro no Instituto Brasileiro de Coaching – IBC, no entanto sempre encorajo os coaches a não terem medo de experimentar, pois todas as ferramentas já estão em nós.

Principais Elementos do Coaching Ericksoniano

Acompanhamento e condução: conhecer o modelo de mundo da outra pessoa e ser capaz de acompanhá-la e conduzi-la e/ou a você mesmo em direção às mudanças desejadas. Veja que acompanhar e conduzir implica alguma distância do processo. Este é sempre do coachee e ele deve ser o protagonista.

Acuidade sensorial: faça com que todos os seus sentidos, inclusive os suscetíveis, ou seja, sua intuição e espiritualidade estejam a serviço dos resultados do processo. Acuidade sensorial é o processo de aprender a fazer distinções mais finas e mais úteis das informações sensoriais que obtemos do mundo. É uma aprendizagem não modelada por conteúdos e disciplinarização, como na escola, mas por uma abordagem de percepção do mun­do e interiorização das informações por meio das sensações, dos sentidos.

Calibração: observar as evidências sensoriais específicas buscando estados emocionais tanto na fisiologia quanto na linguagem. Uma forma de sinestesia, de transformar as lembranças em sensações.

Congruência: focalizar recursos e ser capaz de trabalhar claramente em prol de um resultado desejado. É fazer o que se diz e dizer o que se faz. É o estar em rapport consigo mesmo. Ser verdadeiro e honesto, tendo verdade entre o seu discurso e sua prática.

Ecologia: olhar para o sistema maior e os tipos de limites que estabelecemos para definir o sistema com o qual estamos lidando. É tratar o processo sistêmico no qual cada “Ser” está inserido, a ecologia é o sistema completo, o sistema-mundo, é a visão holística que devemos ter não só do problema como das pessoas.

Eliciação: é eliminar as sensações ruins e suscitar aquilo que é importante através de rapport e habilidades de questiona­mento. É trazer o melhor à tona. É nesse momento que vamos trabalhar com metáforas e induzir sonhos, fazer progressão, re­gressão e distorcer o tempo. É o momento e a ação-chave do transe hipnótico. É o momento em que a linguagem ericksoniana opera suas façanhas.

Estado: a capacidade de escolher seu estado emocional e eliciar estados em outros. Estado é a soma de nossos pensamentos sentimentos, emoções e energias física e mental. É a forma como você decide estar, é o que permanece.

Flexibilidade: mudanças devem afetar as pessoas o mínimo possível. Se aquilo que estiver fazendo não está funcionando, faça outra coisa. É a possibilidade de ter múltiplas escolhas de pensa­mento e comportamento para alcançar um resultado.

Modelagem: eliciar a estrutura da experiência subjetiva. É o processo de discernir a sequência de ideias e de comportamentos que permite a alguém realizar uma tarefa. Modelando, por meio da eliciação e das sugestões, o coachee ficará sempre com a parte boa das experiências.

Pressuposições: é o que já está posto, pronto, dado. É aquilo que já se traz para as sessões. Os princípios operacionais. Ideias ou crenças que são pressupostas, ou seja, consideradas como dadas e sobre as quais se age. As pressuposições podem ser imitantes ou não.

Rapport: é o relacionamento (que estabelecemos e man­temos) de confiança e reciprocidade com você mesmo e com outros. O rapport é gerado na sessão pelo foco, pela atenção concentrada e, especialmente, pela conexão que se estabelece entre as pessoas.

Sistemas representacionais: pensar com os sentidos. São os diferentes canais através dos quais nós representamos informa­ções internamente, usando nossos sentidos. Somos diferentes e, por isso, devemos conhecer a forma como as pessoas privilegiam seu contato com o mundo e de que forma elas aprendem – sua subjetividade na aprendizagem.

Gostou de saber um pouco mais sobre este assunto? Comente abaixo e compartilhe sua opinião!

 

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