Emotion,Types,Vector,Illustration.,Various,Smileys,Flat,Tiny,Persons,Concept.

Quais os perigos de reprimir as suas emoções?

Por: José Roberto Marques | Blog

As pessoas podem lidar com as emoções de forma muito diferente umas das outras. Alguns a sentem intensamente, enquanto outros preferem reprimi-las. Esse último comportamento tem sido apontado por profissionais da saúde mental como extremamente prejudicial. Uma emoção reprimida não desaparece. Pelo contrário, retorna com cada vez mais força.

Pessoas que agem dessa forma geralmente ignoram os sentimentos negativos, devido ao sofrimento que eles causam. Pensam que, fingindo que tudo está bem, amenizam o sofrimento, quando, na verdade, estão apenas aumentando-o. Na sequência, você vai compreender melhor o que significa reprimir uma emoção e quais perigos isso pode oferecer. Boa leitura!

O que é reprimir uma emoção?

Reprimir uma emoção significa fingir que ela não existe. Quando estamos insatisfeitos com o trabalho, por exemplo, podemos reprimir essa insatisfação varrendo essas emoções para debaixo do tapete e tentando encontrar motivos para fingir que somos felizes naquele lugar.

Na sociedade, é comum que os homens reprimam mais o que sentem do que as mulheres, devido à equivocada ideia de que expressar a emocionalidade é um sinal de fraqueza, o que diminuiria a masculinidade. Assim, a repressão de uma emoção é o ato de ignorá-la, isto é, de agir como se ela não existisse. O problema é que ela não deixa de existir apenas porque a pessoa a está ignorando. Ela continua ali, crescendo cada vez que é ignorada.

Toda emoção surge por um motivo, e tem o objetivo de fazer com que nós possamos dar uma resposta saudável aos acontecimentos da vida. Por isso, ignorá-las é um grande risco.

Quais são os malefícios desse processo?

É importante que as pessoas compreendam o quanto reprimir as emoções pode ser negativo para as suas vidas. Há, basicamente, 6 perigos em agir dessa forma. Confira-os a seguir!

1. Não entender o que aquela emoção quer dizer

Toda emoção tem uma função. A culpa deve levar ao arrependimento e a uma mudança de atitude. A tristeza deve fazer o indivíduo perceber que há aspectos em sua vida que não têm contribuído com a sua felicidade. A raiva deve levar a pessoa à percepção de que alguém o está prejudicando e de que ela deve se defender disso.

A repressão das emoções anula completamente os “ensinamentos” que elas querem oferecer. As emoções negativas, mais especificamente, apontam que há aspectos inadequados em nossas vidas que precisam ser mudados. Ignorá-los só fará com que deixemos de resolver essas pendências, aumentando ainda mais a nossa infelicidade. É como uma pessoa doente que ignora os sintomas. Dessa forma, ela vai ficar cada vez mais doente.

2. Não investigar as causas dos sentimentos

Por isso, quando uma emoção surge, precisamos compreendê-la, refletir sobre as suas causas e administrar a sua intensidade. Por exemplo: se você está se sentindo desanimado e infeliz com o seu relacionamento, é preciso entender o que tem desencadeado essa emoção. É uma atitude específica do parceiro? É a relação que caiu na rotina? É a falta de romantismo? É a sua expectativa exagerada?

Investigar as causas dos sentimentos permite que as pessoas ajam na raiz dos problemas, com vistas a resolvê-los, assim como um médico investiga as causas das doenças para tratá-las. Mas como poderemos tratar as dores emocionais se nos recusamos a admitir que elas existem? Como investigar as causas de um problema que estamos ignorando? Perceba a importância de sentir e de compreender aquilo que se sente!

3. Manter-se infeliz, fingindo que está tudo bem

Voltando ao nosso exemplo, a pessoa que está insatisfeita com o relacionamento amoroso e que opta por reprimir essa insatisfação simplesmente não fará nada para resolver o problema. Ela vai fingir que está tudo bem, não vai conversar com o parceiro sobre o problema e não vai dar a ele a oportunidade de fazer algo para melhorar essa relação.

Você é feliz?

Resultado: o parceiro, sem saber, vai continuar a agir sempre da mesma forma, e a pessoa vai continuar sendo infeliz e fingindo que tudo está bem. É assim que você deseja conduzir a sua vida? Agora imagine uma pessoa que reprime as suas emoções no relacionamento, no trabalho, na família, com os amigos etc. Como ser feliz dessa forma?

4. Desenvolver uma positividade tóxica

Aqui no blog, já falamos sobre esse problema, que é a positividade tóxica. Ele consiste na crença de que todo mundo deve estar sempre bem, feliz e satisfeito, constantemente olhando apenas para o que há de bom na vida. É fato que um pouco de otimismo pode nos fazer mais felizes, mas isso é diferente de ignorar completamente os problemas e as emoções negativas, que fazem parte da vida.

Uma pessoa que se cobra para estar sempre feliz e sorridente vai criar sobre si mesma uma pressão e uma ansiedade desnecessárias. Abrace a sua essência humana. Entenda que você não é um robô e que está tudo bem não estar tudo bem sempre. Ninguém é feliz 24 horas por dia, 7 dias por semana. Tente ficar bem, mas, se não estiver, entenda o que está acontecendo para resolver a questão. A positividade tóxica é a máscara de quem não quer enfrentar os desafios da vida.

5. Ter explosões de emoções represadas

As pessoas que reprimem as suas emoções percebem que, com o passar do tempo, elas aumentam ao invés de desaparecerem. Por isso, chega uma hora em que a negatividade acumulada explode, como uma barragem de represa que se rompe. Assim, aquela emoção que poderia ter sido expressa de uma maneira mais equilibrada no início do problema vai aparecer com força e violência, prejudicando as relações.

Quando uma pessoa percebe que está insatisfeita no relacionamento e imediatamente conversa de forma serena com o parceiro, ela tem boas chances de resolver o problema. Contudo, se a pessoa passou 5 anos reprimindo esse sentimento e resolve “jogar tudo no ventilador” de uma vez só, com fúria, certamente será mais complicado conter esse dano. É mais fácil lidar com o copo de água que transborda do que com a represa cuja barragem se rompe, não é mesmo? Portanto, deixe de represar as suas emoções!

6. Adoecer física e emocionalmente

Além de ter explosões emocionais extremamente intensas de uma vez só, é fato que o ato de reprimir as emoções por muito tempo provoca o adoecimento do corpo e da mente. Estudos científicos têm apontado que a má administração das emoções favorece o surgimento de problemas gastrintestinais, cardiovasculares (como infarto e AVC) e no fígado.

Além disso, também é fato que a ocorrência de doenças mentais; como os transtornos ansiosos, a depressão e a síndrome de burnout, tende a ser consideravelmente maior em indivíduos que reprimem aquilo que sentem.

O que fazer?

Agora que você compreende os malefícios da repressão das emoções, é preciso entender que a solução é a chamada inteligência emocional. Ela consiste no ato de reconhecer as suas emoções, permitir-se senti-las sem culpa, identificar as suas causas e agir no sentido de resolver os problemas que elas revelam. Expressá-las de forma saudável significa conversar sobre elas com serenidade, antes que elas se acumulem com o passar do tempo.

Se você não se sentir a vontade para conversar sobre aquilo que sente com amigos ou familiares, vale a pena recorrer ao auxílio profissional de um psicólogo. Ele não vai julgar os seus sentimentos e não vai dizer o que você deve fazer. Ele vai fazer perguntas para que você mesmo chegue a essas conclusões, reconhecendo como deve agir para lidar melhor com as suas emoções.

E você, querida pessoa, tem reprimido o que sente ou está em busca de ferramentas para administrar melhor as suas emoções? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



*Esse conteúdo não é fonte para veículos jornalísticos ou matérias para imprensa, para utilização ou referência por favor entre em contato conosco.

Deixe seu Comentário: