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Quais as vantagens e desvantagens da autonomia no trabalho?

Por: José Roberto Marques | Blog

A autonomia no trabalho significa que o funcionário tem algum grau de liberdade para agir de acordo com o seu próprio senso crítico, sem limitar-se a fazer o que lhe mandam. Sendo assim, equipes profissionais em que a autonomia se faz presente costumam apresentar colaboradores mais motivados e autoconfiantes, pois sabem que os seus líderes confiam plenamente em suas capacidades.

Mas quais são as outras vantagens que a autonomia oferece em uma equipe de trabalho? Será que esse processo pode trazer alguma desvantagem? As respostas para essas perguntas você conferirá neste artigo. Siga em frente e boa leitura!

Como funciona a autonomia na vida profissional?

A autonomia no trabalho funciona quando um líder delega as tarefas aos seus liderados, mas não interfere na realização delas constantemente, sem apontar o que cada um deve fazer e de que forma deve ser feito. Na verdade, o líder está ali para tirar dúvidas e ajudar no que for preciso, mas sem roubar a liberdade de agir e de decidir do próprio colaborador.

Assim, se um gerente de marketing pede que os seus funcionários desenvolvam uma campanha de comunicação para o lançamento de um produto, por exemplo, ele vai confiar plenamente nas habilidades desses funcionários para criá-la. Ele vai supervisionar o projeto e certamente vai querer uma apresentação da campanha, apontando o que está bacana e o que pode melhorar. Contudo, ele não vai interferir no processo criativo, pois confere autonomia aos colaboradores.

Sendo assim, a autonomia é a capacidade que um funcionário tem de fazer escolhas e agir por conta própria, desde que tenha consentimento da empresa e competência para isso. Naturalmente, isso depende dos valores da empresa e da cultura organizacional. Há instituições extremamente rígidas, em que o funcionário deve basicamente obedecer às ordens recebidas. Já no caso das organizações mais flexíveis, é natural que haja mais autonomia.

Quais benefícios ela oferece?

A autonomia caminha de mãos dadas com a motivação e com o propósito. Especialmente as gerações Y e Z (os que nasceram depois de 1980) esperam que o trabalho seja uma fonte de realização pessoal, e não apenas de renda. Por isso, essas gerações são as que mais procuram a autonomia no trabalho, pois conhecem os benefícios que ela oferece. São eles:

1. Autoconfiança

Nas empresas em que os funcionários podem agir com autonomia, o colaborador percebe que o líder confia em suas capacidades, caso contrário, não concederia a ele toda essa liberdade de ação e certamente microgerenciaria as atividades. Por isso, a autonomia oferece autoconfiança aos funcionários.

Nas empresas em que ela não existe, o líder controle e interfere nas atividades a todo instante, o que revela que não há confiança no colaborador. Isso inibe qualquer iniciativa própria e qualquer ato criativo, acabando com a liberdade de agir.

2. Felicidade e autorrealização

Como citamos, as gerações mais jovens querem um trabalho que as torne realizadas, ou seja, que faça sentido em suas vidas. A autonomia permite que isso aconteça, pois o colaborador é um criador na empresa em que trabalha, e não uma máquina programada para fazer exclusivamente o que lhe mandarem.

Um líder que permite que o colaborador aja de forma autônoma está retribuindo esse profissional com confiança. Isso demonstra valorização das qualidades desse colaborador, que certamente vai se sentir mais feliz e motivado para trabalhar cada vez mais e melhor.

3. Produtividade

Nas empresas em que a autonomia não se faz presente, o funcionário apenas espera que o líder lhe diga o que fazer. Já nas organizações em que há autonomia, o colaborador toma a frente de projetos, propõe ideias, leva sugestões ao líder e age no sentido de promover melhorias contínuas no ambiente de trabalho.

Além disso, sem a interferência constante do líder, o trabalhador consegue desenvolver as suas ideias com mais facilidade, organização e independência, o que tende a acelerar a realização das tarefas. Velocidade e inovação, portanto, são duas consequências positivas da autonomia, que naturalmente culminam em um aumento na produtividade dos funcionários.

Você é feliz?

4. Retenção de talentos

Quem chega hoje ao mercado de trabalho deseja ser visto com respeito, confiança e autonomia. Os mais competentes procuram empresas em que existam desafios, possibilidades de crescimento e um ambiente que favorece a inovação. Por isso, as empresas que têm a autonomia em seu DNA conseguem atrair e reter esses profissionais competentes.

Essas pessoas querem um ambiente em que a valorização da liberdade supera a rigidez hierárquica. Nas empresas que promovem isso, a rotatividade diminui, e a retenção de colaboradores aumenta.

5. Alcance de objetivos empresariais

Agora, pense: se uma empresa consegue que os colaboradores ajam com autonomia, sejam mais rápidos e eficientes, proponham novas ideias e retenham talentos, é óbvio que ela alcançará os seus objetivos com mais rapidez e eficácia.

Quando o colaborador gosta do ambiente de trabalho em que está, ele veste a camisa da empresa e age com disciplina, maturidade, responsabilidade e foco. Confiantes, identificados com os valores da organização e sem uma supervisão tão rígida, esses colaboradores realizam as suas atividades com liberdade e autonomia, acelerando o alcance das metas. A organização como um todo sai ganhando.

6. Capacitação profissional

Quando uma instituição oferece liberdade de ação ao seu funcionário, ele mesmo perceberá que tem pontos a desenvolver para enfrentar os desafios do dia a dia. Sair da zona de conforto é rotina nessas empresas, o que demanda a descoberta de talentos e o desenvolvimento de novas habilidades.

Assim, esses funcionários naturalmente vão fazer cursos, ler, ter sessões de mentoria, enfim, buscar recursos para que possam desenvolver e lapidar as suas capacidades profissionais. Isso é benéfico para o funcionário, que cresce continuamente, e para a empresa, que conta com um quadro de trabalhadores cada vez mais qualificados.

7. Responsabilidade individual e coletiva

Outra vantagem da autonomia é que, sem um chefe supervisionando tudo o que se faz a cada instante, os próprios colaboradores são estimulados a desenvolver o seu senso crítico sobre o que é certo ou errado, benéfico ou prejudicial, eficaz ou ineficaz. Assim, a própria equipe desenvolve a responsabilidade por agir e por lidar com os resultados.

Essa responsabilidade é individual, no sentido de que cada colaborador precisa desenvolvê-la, mas também coletiva, já que a decisão de um impacta os resultados de todos. Portanto, a autonomia favorece a disciplina e a responsabilidade, caso contrário, os bons resultados não aparecem.

Há alguma desvantagem nesse processo?

Ao ler a lista de benefícios acima, você deve estar se perguntando: há alguma desvantagem nesse processo? Se um gestor não confia em sua equipe, se os colaboradores não se importam com o futuro da empresa, se os trabalhadores não são autoconfiantes e se a cultura organizacional é rígida, será difícil oferecer autonomia a todos.

Nas empresas que não estão preparadas, a autonomia pode ser confundia com “vale tudo”, o que não é verdade. Sem um preparo adequado e sem uma mudança gradual na cultura organizacional, haverá colaboradores que pensarão que, sem a rigidez do controle, não precisam mais se dedicar tanto. Esse falso raciocínio é comum nas equipes imaturas e nas empresas rígidas. Portanto, antes de adotar a autonomia no trabalho, certifique-se de desenvolver a responsabilidade e a disciplina nos funcionários.

A autonomia no trabalho pode florescer nas empresas que têm essa cultura, que sabem fazer boas contratações, que capacitam continuamente os seus colaboradores, que comunicam as suas metas e objetivos, que mapeiam competências e que ensinam que “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”, como diz o Homem-Aranha.

E você, querida pessoa, trabalha em um ambiente autônomo? O que pensa sobre o tema? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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