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Pare de reclamar! 6 dicas para pôr um fim a esse hábito nocivo

Por: José Roberto Marques | Blog

O que você sente ao lado de uma pessoa que só reclama de tudo na vida? Felicidade? Alegria? Motivação? Bem-estar? Certamente não. Aliás, o que geralmente se sente é o oposto de todas essas palavras.

É claro que, de vez em quando, todo mundo reclama de algo que esteja provocando incômodo, como uma dor, uma atitude inadequada de outra pessoa, um comportamento negligente de uma empresa, uma ação do governo, e por aí vai. No entanto, é importante não permitir que a reclamação domine as nossas conversas. Um desabafo esporádico com um amigo pode ser necessário e até saudável, mas constantemente apontar o lado ruim da vida pode ser catastrófico.

Neste artigo, você vai entender por que reclamar demais é negativo e o que podemos fazer para evitar esse comportamento. Boa leitura!

Por que reclamar é negativo?

Reclamar é inútil. A não ser que você esteja apontando o seu desconforto diretamente para quem o está causando, o simples fato de reclamar com terceiros não vai resolver o problema. Muito pelo contrário, ele só fará com que você perca o seu tempo e ainda gaste energia. Lembrando que tempo e energia são dois recursos limitados e que, portanto, precisam ser focados nas ações certas.

Todavia, quando pensamos e falamos muito sobre os problemas da vida, sem que de fato façamos algo para solucioná-los, isso tende a nos deixar mais desanimados, pessimistas, estressados, deprimidos e ansiosos. Viver apenas o “lado ruim” da vida pode nos adoecer física e mentalmente.

Além disso, é fato que as pessoas que passam a vida reclamando afastam todos ao seu redor. Ninguém quer conviver com alguém assim e absorver a sua negatividade para si. Por isso, aqueles que têm a reclamação como um hábito podem enfrentar problemas de convívio e até mesmo isolamento na família, nos círculos de amizade, entre os colegas de trabalho, no relacionamento amoroso, e por aí vai.

6 dicas para reclamar menos

Agora que você já entende todas as consequências negativas de reclamar em excesso, é hora de descobrir o que efetivamente podemos fazer para evitar que esse comportamento se instale e se torne um hábito. A seguir, você conferirá 6 dicas nesse sentido.

1. Manifeste gratidão diária

Se hoje só lhe fossem concedidas as coisas pelas quais você agradeceu, o que você teria? Parece ser uma característica tipicamente humana focar naquilo que nos falta, em vez de reconhecer tudo aquilo que já temos. Esse é o maior gatilho para a reclamação.

Por isso, se você deseja interromper esse tipo de pensamentos e conversas, aprenda também a olhar para as coisas boas da vida. Saúde, moradia, água, eletricidade, alimentação, estudos, emprego, família, amigos, lazer, fé. Quantas coisas você tem e, infelizmente, milhões de pessoas pelo mundo não têm a mesma oportunidade? Isso não quer dizer que a sua vida seja perfeita ou que você não tenha o direito de sofrer (todo mundo tem). É apenas um convite à reflexão sobre a importância da gratidão.

2. Diferencie as reclamações das críticas construtivas

Se algum colega de trabalho, por exemplo, tem cometido alguns erros ou tem tido atitudes que não têm sido legais, converse diretamente com ele. De forma clara e respeitosa, exponha a sua situação, explique os erros ou atitudes inadequadas que na sua visão ele cometeu e relate os problemas que isso desencadeou. De forma didática e com educação, é possível fazer uma crítica construtiva que de fato pode ajudar a resolver o problema.

Contudo, se você tem uma atitude oposta, preferindo falar mal do seu colega para os outros colaboradores da empresa, isso servirá apenas para prejudicar o clima organizacional do lugar, sem que se pense em uma solução eficaz. Percebe a diferença?

Você é feliz?

3. Entenda que a perfeição não existe

Outra característica das pessoas que reclamam de tudo é criar expectativas de um mundo perfeito. No entanto, é preciso que nos lembremos de que a perfeição não existe. Por isso, entenda que o outro também erra e que o mundo é um lugar imperfeito. Talvez as suas expectativas estejam acima da realidade, o que deve ser revisto.

Dessa forma, antes de cobrar alguma atitude de alguém, questione-se: você tem dado aquilo que tanto cobra? Você tem manifestado essa mesma perfeição que exige dos demais? Reflita antes de tomar uma atitude injusta. Não existem pessoas perfeitas. Portanto, entenda que você tem todo o direito de alertar as pessoas ao seu redor para que sejam melhores, mas faça isso com humildade. Você também erra, então, atente-se àquilo que você exige dos outros.

4. Evite queixar-se com frequência

Você é daquelas pessoas que adoram um desabafo? Entenda que desabafar pode ser algo positivo quando estamos angustiados. Guardar emoções negativas pode ser muito prejudicial à saúde. Entretanto, entenda que essa atitude deve ser exceção, e não regra.

Existem pessoas que se queixam de algo em cada interação social que realizam. Churrasco em família: queixa. Telefonema de um primo distante: queixa. Encontro ao caso com um vizinho na feira do bairro: queixa. Jantar entre amigos: queixa. Você não precisa abolir os assuntos negativos da sua vida, mas também não deve tocar neles sempre. Tente falar de coisas agradáveis, de assuntos positivos, de elogios a quem convive com você, de histórias engraçadas e de boas memórias.

5. Foque nas atitudes, e não nas palavras

Quando você perceber que algo o está incomodando, questione-se: o que você pode fazer para resolver o problema? Se estiver tendo um problema com alguma empresa, converse com alguém da empresa. Se vivenciar um conflito com algum amigo ou familiar, converse com o amigo ou familiar. Se estiver com dores nas costas, procure um médico. Se o seu carro estiver com alguma falha, leve-o a uma oficina mecânica.

As pessoas seriam muito mais felizes, e a vida seria muito mais fácil, se dedicassem o seu tempo e a sua energia em buscar soluções, e não em lamentar. Assim, desabafe com alguém quando sentir necessidade, mas não deixe de pensar naquilo que você pode fazer para resolver a questão. Quando está chovendo, você reclama com São Pedro ou abre o guarda-chuva?

6. Atente-se aos seus hábitos e mude gradativamente

Querer mudar para reclamar menos é uma ótima decisão. Contudo, toda mudança de hábito é um processo gradativo. Querer mudar da água para o vinho, do dia para a noite, nunca é uma transformação que se sustenta ao longo do tempo. Por isso, procure mudar uma coisa de cada vez, com o compromisso de tornar-se alguém melhor, mas sem pressa.

Assim, monitore os momentos do dia em que você mais reclama. É de manhã? É de noite? É no trabalho? É com a família? É nas redes sociais? Quais temas mais aparecem nas suas reclamações? Observe essas questões e identifique os gatilhos e os assuntos desses momentos. É neles que você deverá agir para deixar de reclamar tanto.

Não reprima os seus sentimentos. Apenas aprenda a identificar os momentos e a forma mais produtiva de expressá-los, evitando apenas reclamar por reclamar em qualquer hora do dia. Gradativamente, tente ficar mais tempo focando nos aspectos bons da sua vida e menos nos ruins. Você não deve ignorar os seus problemas, mas apenas compreender que reclamar não é a solução para eles.

E você, querida pessoa, como tem administrado as suas reclamações no seu dia a dia? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar esta reflexão a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar dela? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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