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O Verdadeiro Significado de Compaixão

Por: José Roberto Marques | Blog | 10 de março de 2018

Alguma vez você já sentiu compaixão por alguém? Para responder a essa pergunta é importante, em primeiro lugar, conhecer o real significado desse sentimento tão necessário e que é uma das ferramentas mais poderosas que temos para transformar o mundo. Muitos associam a compaixão com a pena, entretanto, não é isso, pois na verdade se trata de algo que vai além de apenas se sensibilizar com o sofrimento do outro. Trata-se de uma emoção que não envolve apenas sentir, mas também agir, fazer a diferença na vida de alguém e na sua.

O Que é Compaixão?

Para entender o que é compaixão é necessário considerar que se trata de um sentimento que é gerado dentro de cada um de nós, como acontece com qualquer outro, porém que se diferencia porque leva à ação. Nesse sentido, quando alguém se compadece por um indivíduo não está sentindo pena, mas sim mostrando respeito sua dor e tomando alguma atitude para amenizar a angústia que ele sente. É exatamente aí que está sua beleza, no desejo de querer ajudar pura e simplesmente para fazer o bem.

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No início deste artigo falei a respeito da importância da compaixão para um mundo melhor e agora explicarei a razão. Quando todos os seres humanos começarem a ter esse olhar uns para com os outros podem, juntos, construir uma forte rede de apoio para promover o bem. Realmente, os governantes têm suas obrigações em relação à população e seu bem-estar, contudo o ato de as pessoas se unirem para ajudar umas às outras é capaz de levá-las além.

A Compaixão Pode Ser Aprendida?

De acordo com o grande mestre Dalai Lama o ser humano pode experimentar dois tipos de compaixão. O primeiro é biológico, ou seja, faz parte do instinto, é o que leva as mães a cuidarem dos seus filhos e se preocuparem com o bem-estar deles desde o nascimento, por exemplo. Inclusive, esse cuidado pode ser observado, também, no mundo animal entre diversas espécies, com maior destaque para os mamíferos. Muitos filhotes sequer sobreviveriam se não fossem os cuidados que recebem de suas mães e famílias.

O segundo tipo de compaixão é aquele que se utiliza da inteligência humana para expandir o sentimento de ordem biológica. Dessa forma, através do seu conhecimento, uma pessoa pode sim aprender a ter compaixão e utilizá-la para espalhar o bem não apenas entre amigos e familiares, mas também a outros seres que estiverem em necessidade. É dessa forma que cada um poderá fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor.

Para ele, uma das principais diferenças entre os dois tipos de compaixão, é que, seguindo o fator biológico, as pessoas irão limitar o sentimento aos entes queridos, como amigos e família. Porém, quando se utiliza a consciência e a inteligência para treiná-la, é possível expandi-la, a fim de fazer o bem também para indivíduos que não conhece ou, até mesmo, aos seus não amigos.

Assim como diversos outros tipos de comportamento podem ser treinados e desenvolvidos, o mesmo acontece com a compaixão. Se você estiver disposto a se preocupar com o bem-estar dos outros de forma genuína, basta que dê o seu melhor para desenvolver esse sentimento em seu interior, ampliando a compaixão biológica que nasceu contigo.

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Dicas Para Desenvolver a Compaixão

Confira, a seguir, práticas que irão te ajudar a desenvolver a compaixão e, através dela, procurar sempre fazer o bem para amenizar o sofrimento daqueles que necessitam. Trata-se de um sentimento verdadeiramente recompensador e que vale a pena cultivar.

1 – Pratique a Empatia

Empatia e compaixão andam juntas porque é através da primeira, que te leva a imaginar a dor que o outro sente, que sentirá o desejo de amenizar esse sofrimento. Então, sempre que se deparar com alguém em uma situação delicada, de necessidade, procure se colocar no lugar dele. Mas, faça isso em detalhes, para que experimente as sensações de forma intensa e se sinta realmente com o desejo de fazer algo por essa pessoa. Não importa o tamanho da sua ação, desde que ela seja o melhor que puder fazer dentro das suas possibilidades.

2 – Encontre Semelhanças Com Outras Pessoas

É bastante comum enxergarmos o outro como seres muito diferente de nós. Contudo, por mais que as diferenças sejam marcantes, ainda sim haverá uma série de semelhanças, começando pelo fato puro e simples de sermos todos seres humanos. Adotar uma visão humanizada fará com que enxergue o outro de forma mais sensível, compadecendo-se com suas necessidades e dores.

3 – Observe as Necessidades Alheias Sem Julgamentos

Para que a compaixão seja genuína, é essencial que deixe os julgamentos de lado e pense apenas no que pode fazer para amenizar o sofrimento do outro. Por isso, ao invés de julgar e focar nas atitudes que uma pessoa pode ter tido para, agora, estar em uma situação delicada, atente-se apenas para o que ela está passando. O julgamento deve ser evitado porque ele limita a compaixão e a transforma em um simples sentimento de pena, que não contribui e não transforma.

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4 – Seja Tolerante

É importante dizer que nem sempre as pessoas que forem tocadas pela sua compaixão saberão agradecer. Então, é fundamental que seja tolerante e saiba que o seu desejo deve se resumir a diminuir a dor do outro da forma que estiver ao seu alcance e não receber gratidão em troca. Quando houver um agradecimento será maravilhoso, porém, quando não acontecer, isso não irá fazer com que se irrite ou se arrependa de ter feito o bem, pois a intenção positiva era simplesmente a de ajudar.

5 – Estenda a Compaixão a Você

Além de se dedicar a fazer o bem ao outro, estenda esse sentimento a você. A chamada autocompaixão envolve olhar para si mesmo com os mesmos olhos de bondade com o qual enxerga os outros. A autocompaixão é um sentimento necessário, principalmente entre aqueles que costumam se culpar e se martirizar por tudo o que acontece de forma inesperada em suas vidas.

Essa negação em relação às situações mais delicadas e desafiadoras faz com que se perca a oportunidade de aprender com elas e, assim, possa evoluir e se tornar mais forte. Portanto, cuide-se com carinho, reconheça seu valor e, com certeza, terá ainda mais força e confiança para fazer o bem para outras pessoas.

Agora que sabe mais a respeito da compaixão, poderá responder com mais propriedade a pergunta com a qual iniciei este artigo. Aproveite para refletir sobre como pode se tornar mais compassivo e contribuir para um mundo melhor para todos nós. Faça a sua parte e plante o bem, tenho a certeza de que a sua colheita será farta.

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