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Máxima Performance – Mínimo Esforço

Por: José Roberto Marques | Blog | 06 de dezembro de 2018

Não significa que você não precise se esforçar para ter sucesso, mas que o sucesso vem da aceitação da natureza como ela, da necessidade de se aceitar as coisas sem lutar contra elas, A inteligência da natureza funciona com um mínimo de esforço, isso porque encontra-se num patamar de inteligência em que as vibrações estão de tal maneira harmonizadas que dissipa-se as preocupações, medos, inseguranças, culpas e angústias.

A Lei do menor esforço parece ser complexa de ser entendida, mas não é à toa que ela está ligada ao sucesso. O fluir é constante e as realizações acontecem naturalmente. A natureza age no mínimo esforço, enquanto nós temos de nos esforçar ao máximo para atingir qualquer que seja a realização. Isso porque ainda não estamos integralizados com nossos potenciais máximos. “Um ser integral conhece sem agir, vê sem olhar e realiza sem fazer”.

Quando estamos no nível do fluxo, evitamos a resistência. A não resistência faz fluir a harmonia, o amor, a felicidade e todas as habilidades ocultas e encobertas. É necessário aprendermos a lição da natureza e deixarmos que os cursos naturais sejam respeitados, com o mínimo de esforço, apenas seguindo seus caminhos. Quando dizemos que na natureza não se usa esforço, queremos dizer que as coisas apenas acontecem organicamente. Assim, não há esforço para que as árvores cresçam ou para que as flores se abram ou para que os animais se reproduzam. É intrínseco à natureza. Não há subterfúgios ou inovações… apenas a adaptação e sua essência natural.

É física, biologia, mas é também a sua natureza. Natural no sentido de “é assim porque é assim”. Cabe a nós compreendermos por observação, respeitarmos, admirarmos e tentarmos reproduzir a sutileza de não se esforçar para ser o que se é e não deixar de ser o que se é, para que a vida seja plena e feliz.

E porque, então, a Lei do menor esforço estaria ligada ao sucesso? Como é possível ter sucesso sem “correr atrás das coisas?”. As pessoas dizem que “as coisas não caem do céu”, mas de certa forma caem sim! Ouvi um certo adágio que dizia “ao fazer o que gosto acabei não precisando trabalhar um dia sequer”. Isso é a Lei do menor esforço.

Quando agimos com coerência, em harmonia com o Universo, com nossos selfs, integrando todas as partes do nosso ser, evoluindo holisticamente, respeitando o outro, nossa individualidade, a centelha divina que existe em nós, o Universo nos retribui sem nenhum esforço.

Quantos profissionais eu conheço que, por fazerem muito bem o seu trabalho, recebem com frequência propostas maravilhosas de carreira, mesmo quando não estão à procura de trabalho, somente por estarem em harmonia com o Universo. Ou quando você sai de casa pensando em trocar de carro, e quando senta com amigos para almoçar, acaba ouvindo de um deles que acabou de passar numa loja e se deparou com uma fantástica possibilidade de negócio. Enfim, a vida se encarrega de trazer até nós as melhores oportunidades, com o mínimo de esforço!

Os Vedas, livros sagrados da filosofia e religião ancestral indiana, dizem que devemos “fazer menos e realizar mais”. Esse princípio de economia energética começa a fazer sentido quando observamos a vida das pessoas que consideramos bem-sucedidas, ou que vivem em harmonia. Elas raramente se estressam e correm de um lado para o outro como nós. São como as fl ores que nascem, crescem, desabrocham… tudo a seu tempo, e com o esforço básico da sua essência natural.

Claro que não estamos dizendo para que você fique no sofá e não saia mais de casa. Não sejamos tão radicalistas! O menor esforço não significa esforço zero. Despender o menor esforço é fazer nossas tarefas com intenção positiva, amor e reverência. Quando estamos alegres para a tarefa a ser realizada, quando comungamos da atmosfera de benefícios que a vida nos oferece a cada amanhecer despendemos o mínimo necessário de esforço. Tanto que, ao final do dia, não sentimos que carregamos o mundo nas costas! E por mais que o corpo sinta o peso da rotina, o sentimento é sempre de satisfação, e não de angústia e raiva.

A busca incessante pelo controle e o poder nos leva a gastar energia. Quando procuramos poder e controle, inclusive prejudicando outras pessoas, impedimos que a inteligência natural do Universo aja. Aliás, a energia do dinheiro, quando mal-usada, nos causa tremendos malefícios, pois canalizamos todo nosso potencial mental e energético para um único viés, impedindo que a vida flua em abundância.

Repare que algumas pessoas ganham, naturalmente, o respeito, a importância, o reconhecimento, o carinho, o sucesso e a felicidade. O que essas pessoas fazem? Elas reconhecem e respeitam a potência da vida em todas as suas dimensões. Elas blindam sentimentos que despendem muita energia, como a inveja e a raiva. Assim, com pouco esforço, colhem belos frutos da sua colheita.

Quando executamos uma tarefa, seja ela do trabalho, doméstica, da vida afetiva ou familiar, e fazemos aquilo com muito esforço, nos cansamos física e mentalmente, ficamos desgastados, acumulamos raiva, acabamos por não criar nada. A criatividade flui.

Se você ficar horas debruçado sobre um papel dificilmente conseguirá criar uma poesia. Se ficar horas com o violão tentando compor uma música, dificilmente conseguirá. De repente, numa caminhada qualquer, ou durante o café da tarde, a poesia ou a música brotam dentro de você. É a voz da natureza pedindo que você evolua para que, com o mínimo esforço, consiga realizar mais coisas.

Dr. Deepak Chopra coloca, para a Lei do menor esforço, três práticas: a prática da aceitação; a responsabilidade pela situação e a consciência indefesa.

A primeira prática consiste em aceitar as pessoas, situações, sentimentos exatamente da forma como eles aparecerem a você. Não desperdice sua energia com questionamentos e lamentações inúteis na tentativa de mudar o que está posto! É justamente aceitando as coisas como elas são que temos, mais tarde, oportunidade de mudá-las.

Aceitar as coisas como são não significa contentamento com aquilo que nos desagrada. Aceitação não é falta de senso crítico nem subserviência. Aceitação é uma permissão para olharmos com mais cuidado o cenário que a vida nos apresenta para agirmos de forma mais firme e coerente. Aprender a aceitar os eventos nos faz ganhar tempo.

Podemos desejar que no futuro as coisas sejam diferentes, mas nesse momento temos de aceitá-las como são. Isso conduz-nos ao segundo componente da Lei do menor esforço: responsabilidade. A responsabilidade de mudarmos ou agirmos sobre as coisas. Em vez de reagirmos, nós agimos. A diferença está no fato de que a reação é ir contra aquilo que se apresenta, enquanto, após a aceitação, nós não agimos contra, nós apenas agimos novamente, criamos algo, achamos uma solução, uma forma diferente que seja uma resposta à nossa insatisfação.

A responsabilidade significa não culpar ninguém, nem a si próprio, pela sua situação. Ao aceitarmos e assumirmos a responsabilidade, desenvolvemos a capacidade de ter uma resposta criativa à situação tal como ela se apresenta no momento. Esse é um importante passo para a evolução.

Chegamos então ao terceiro componente da Lei do menor esforço: o distanciamento, o que significa que o seu conhecimento deve se estruturar através do distanciamento e que deverá renunciar à necessidade de convencer ou persuadir os outros dos seus pontos de vista. O esforço mínimo parte da premissa de que temos que nos distanciar de eventos que gastem nossa energia e não seja frutífero. Pessoas que passam o tempo todo defendendo seus pontos de vista e tentando convencer os outros das suas ideias despendem demasiada energia sem retorno algum.

Créditos da Imagem: Por frankie’s – ID da foto stock livre de direitos: 1158637870

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