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Inteligência competitiva: o que é e qual a sua importância?

Por: José Roberto Marques | Blog

O mundo atual é marcado pela competitividade em basicamente qualquer área corporativa. A tecnologia tem, até certo ponto, nivelado a qualidade e a quantidade dos produtos e dos serviços que as empresas oferecem às pessoas. Por isso, cada vez mais, as marcas têm recorrido a diferenciais competitivos para ganhar a preferência do consumidor.

Ambientes altamente competitivos levam as empresas a uma verdadeira guerra umas com as outras. Nesse sentido, é importante monitorar também os movimentos do adversário, agindo antecipadamente para dar-lhe uma resposta à altura. Essa é a essência da inteligência competitiva.

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O que é a Inteligência competitiva?

A inteligência competitiva é uma área das empresas focada em monitorar as ações da concorrência para que a instituição possa decidir como reagir a essas ações. Além dos concorrentes, essa área monitora também o comportamento do cliente, bem como as tendências do mercado em geral.

As informações obtidas sobre todos esses fatores permitem que a organização possa ampliar a sua competitividade ao realizar ajustes em seus modelos de negócios, metas e planejamentos. Dessa forma, a empresa consegue neutralizar ou amenizar a força das ações da concorrência, mantendo-se à frente dela.

Isso permite que a empresa possa preparar-se diante de oportunidades e ameaças, estabelecer diferenciais frente à concorrência e criar um negócio sustentável, que satisfaça o consumidor.

Antecipar a ação

A principal vantagem da inteligência competitiva é antecipar ações estratégicas. Sem ela, as empresas só conhecerão as ações da concorrência quando elas já tiverem vindo a público, o que pode ser tarde demais para construir uma resposta. Essa prática reativa ainda é muito comum, mas a inteligência competitiva visa a quebrar esse modelo.

A ideia aqui é justamente o oposto: antecipar-se aos movimentos da concorrência. Há empresas que contam com profissionais especializados em acompanhar os movimentos da concorrência, prontos para encontrar brechas onde seja possível “atacar”.

Quais são as vantagens da Inteligência Competitiva?

A antecipação em relação aos movimentos das empresas concorrentes torna a empresa mais competitiva e desperta uma série de vantagens, como:

  • Neutralizar a ação da concorrência, ou diminuir os seus efeitos no mercado;
  • Reconhecer as ameaças e identificar as oportunidades;
  • Obter informações para promover ajustes no planejamento estratégico da organização;
  • Extrair aprendizados com os erros e acertos dos concorrentes;
  • Analisar a repercussão das ações das empresas no comportamento do consumidor;
  • Implementar ações com vistas a manter e ampliar a sustentabilidade do negócio.

As empresas que se antecipam às ações concorrentes e que sabem o que o consumidor deseja são capazes de oferecer produtos e serviços de maior qualidade, promovendo alto grau de satisfação ao seu público. Com isso, essas organizações são vistas como “visionárias”, como se adivinhassem o que o cliente procura. Essa é a fórmula do encantamento, que faz muita diferença em cenários tão competitivos.

Os 5 passos da implantação da inteligência competitiva

Para colocar a inteligência competitiva em prática, é importante seguir um sistema, como os 5 passos a seguir.

1. Coletar informações

O primeiro passo é coletar informações sobre o mercado, sobre a concorrência e sobre o consumidor. Isso pode ser feito de diferentes maneiras: pesquisas de mercado, monitoramento de notícias de tendências (nacionais e internacionais), conversas com representantes e fornecedores, entrevistas com especialistas, entre outros.

Você é feliz?

É importante diversificar as fontes de informações, pois utilizar sempre as mesmas pode enviesar a análise. O trabalho de pesquisa precisa ser conduzido por profissionais curiosos, analíticos, antenados e que gostam de acompanhar as atualizações do mercado. Também é importante relacionar-se bem com diferentes pessoas e ser um pouco persuasivo para extrair delas informações valiosas.

2. Interpretar informações

O segundo passo consiste em interpretar as informações. De nada adianta ter um volume enorme de dados brutos se não houver uma correta interpretação para eles. Por exemplo, se todos os concorrentes estão investindo em um tipo específico de produto, muito provavelmente o comportamento do consumidor tem demandado esse tipo de solução — algo a se ficar de olho.

Interpretar um dado significa ler nas entrelinhas o que ele significa. É também aplicar essa informação ao contexto da empresa. Por isso, a inteligência competitiva exige uma boa capacidade de interpretar informações, de modo que soluções adequadas ao cenário identificado sejam desenvolvidas.

3. Construir uma análise SWOT

Há diversas ferramentas de planejamento estratégico para as empresas. No contexto da inteligência competitiva, a análise SWOT é a mais indicada. Ela é composta por dois eixos: o SW (que se refere às forças e fraquezas internas da empresa) e o OT (que se refere às oportunidades e ameaças externas à empresa):

  • S — strengths (forças): pontos fortes da empresa, como tecnologia, tradição, preço competitivo etc.;
  • W — weaknesses (fraquezas): pontos que a empresa ainda precisa desenvolver (preço alto, tecnologia inferior, pouca tradição etc.);
  • O — opportunities (oportunidades): fatores externos que podem beneficiar as ações da empresa;
  • T — threats (ameaças): fatores externos que podem prejudicar as ações da empresa.

Nos fatores externos, é preciso acompanhar as notícias em diferentes segmentos: economia, política, cultura, meio ambiente, tecnologia, entre outros.

4. Elaborar novas ações e soluções

Depois de coletar as informações, interpretá-las no contexto da organização e construir a análise SWOT, é hora de efetivamente agir. O que é possível fazer com as informações que foram obtidas? Lançar um novo produto? Fazer modificações em produtos já existentes? Reformular a comunicação da marca? Criar uma ação promocional aproveitando alguma ocasião especial?

Não há respostas certas ou erradas, mas existem as que se aplicam ao contexto identificado, com o objetivo de amenizar o poder da concorrência. Isso deve ser feito sempre com o embasamento das informações obtidas, de modo que cada ação possa ser adequadamente justificada. Além disso, é preciso que essas ações sejam muito bem planejadas, sem prejudicar a imagem da marca, a situação financeira da organização, entre outras questões.

5. Monitorar o desempenho das estratégias adotadas

Mesmo com todo o trabalho desenvolvido até aqui, é essencial que as ações colocadas em prática sejam acompanhadas constantemente. Elas estão de fato neutralizando a concorrência? Estão despertando no consumidor o comportamento esperado? Têm fortalecido a imagem da marca junto ao público?

Se a resposta for afirmativa, é só dar continuidade às ações. Se for negativa, é preciso retomar o planejamento estratégico e adotar uma nova atitude para resolver esse desafio. Insistir em algo que não está proporcionando os resultados esperados não é uma estratégia inteligente.

Esse é o modelo que as empresas mais bem-sucedidas do mundo adotam. É por meio dele que elas conseguem alcançar a liderança do mercado em que estão inseridas e manter-se nessa posição. Portanto, seguir os passos desses grandes players é sempre uma boa recomendação para manter a competitividade e a sustentabilidade do negócio.

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Imagem: Por Iaroslav Neliubov

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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