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Extrassístoles e Ansiedade

Por: Equipe JRM | Ansiedade | 13 de maio de 2019

É chamado de sístole o movimento de contração do coração, quando o sangue é bombeado para o corpo, e de diástole, ao contrário, quando o coração se dilata e se enche de sangue para poder contrair-se novamente e continuar os batimentos. Extrassístole é quando o coração se contrai antes do que seria esperado para o próximo batimento, causando o bombeamento de uma menor quantidade de sangue e, na próxima sístole, uma “compensação” com maior quantidade de sangue do que o normal, gerando desconforto. Existem inúmeras causas para esse tipo de fenômeno. A maioria das vezes trata-se de algo pontual e não é motivo para alarme, mas pode também ser indicativo de alguma complicação cardíaca mais grave. É sempre importante considerar uma checagem com um especialista.

A relação das extrassístoles com a ansiedade pode ser de causa, efeito ou ambas. Embora os sintomas mais comuns sejam eminentemente físicos — falta de fôlego, suores, dores no peito e fadiga —, há também aqueles que envolvem sensações também psicológicas, como a ansiedade. Ao mesmo tempo, a ansiedade pode também gerar algumas alterações no ritmo cardíaco, como as extrassístoles.

É importante ter em mente que a extrassístole não é em si uma doença nem necessariamente um sintoma de doença — embora possa sê-lo —, podendo indicar inclusive uma reação normal do corpo a determinados estímulos do ambiente, como um susto, por exemplo. Outras possíveis causas são estresse emocional, bebidas alcoólicas, drogas, privação de sono etc.

Você é feliz?

Às vezes, o desconforto de uma extrassístole causada por ansiedade pode gerar ainda mais ansiedade; nesses casos, é conveniente lembrar que a grande maioria dos casos de extrassístole são pontuais e não indicam necessariamente problemas cardíacos, pensamento que pode dar algum grau de tranquilidade à pessoa e interromper o ciclo negativo de desconforto e ansiedade.

O mais indicado sem dúvidas é investigar quais são os motivos tanto da extrassístole quanto da ansiedade. Sobre a primeira, pode haver necessidade de acompanhamento médico, eletrocardiograma etc., ou pode ser um momento de reflexão e de sincero olhar interior revelar o que se procura; sobre a segunda, podem ser necessárias avaliações de psicólogos ou até de psiquiatras, mas, assim como no caso da primeira, é possível que baste a busca pelo autoconhecimento.

Caso não haja nenhuma raiz fisiológica para os desconfortos — mais uma vez, isso precisa, se recorrente, ser investigado por um médico —, vale olhar para como funciona a ansiedade e buscar uma mudança de pensamento ou de atitude para enfrentá-la, acalmando a mente e o coração.

A ansiedade se caracteriza pela sensação de impotência, medo, incerteza diante do que virá a acontecer. Não é exagero dizer que os seres humanos são incrivelmente adaptáveis e flexíveis, e, além do raciocínio e da capacidade de calcular antes de agir, são dotados de uma característica alguns chamam de intuição, outros de sensibilidade, que pode trabalhar em conjunto com as outras.

Olhar para o futuro com confiança em si mesmo não é uma atitude ingênua ou desinformada. É um reconhecimento das características incríveis que, de fato, constituem todos os seres humanos. Somamos a isso as habilidades particulares de cada um e temos verdadeiramente inúmeras possibilidades de prosperar diante do futuro; nossa reação fisiológica é muito diferente diante de algo que identificamos como ameaça da reação que temos quando identificamos algo como desafio.

 

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