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Emagrecimento: um processo cognitivo comportamental

Por: José Roberto Marques | Blog | 30 de junho de 2020

Muitas das pessoas que estão em busca do emagrecimento frequentemente apresentam queixas semelhantes: não conseguem emagrecer de jeito nenhum, já tentaram de tudo, cortaram alimentos, deixaram de jantar, ingressaram na academia, mas nada parece dar jeito.

Pois é, a questão é que o processo de emagrecimento tem muito a ver com nossas emoções e comportamentos. Por isso, antes de tentar mudar nossos hábitos, é preciso mudar a nossa mentalidade, para que seja possível manter esses novos comportamentos até alcançarmos os resultados desejados.

Um novo panorama sobre a área da nutrição

Médicos, nutricionistas e psicólogos têm promovido certas mudanças sobre a compreensão atual da nutrição. O que antes era apenas uma questão de adequação de dieta, isto é, de melhorar a distribuição dos nutrientes no dia a dia do paciente, hoje é considerado um questão bem mais ampla e complexa.

Nossos hábitos alimentares são resultados de circuitos comportamentais que construímos e desenvolvemos em nosso cérebro. O problema é que muitos desses circuitos são nocivos, pois trazem consigo uma dependência emocional sobre determinados alimentos, especialmente aqueles mais calóricos ou com mais açucares e gorduras.

Por isso, se um paciente tem o objetivo de emagrecer, de exercitar-se e de alimentar-se de forma mais saudável e equilibrada, é preciso redesenhar muitos desses circuitos. Para isso, existem técnicas de desenvolvimento cognitivo e comportamental.

Um processo cognitivo-comportamental

A alimentação, assim como muitas outras questões trabalhadas nas terapias modernas, é um processo cognitivo-comportamental.

Você é feliz?

Cognitivo significa que pode ser aprendido e desenvolvido. Se, desde a infância, aprendemos a gostar de alimentos ricos em açúcar, carboidratos e gorduras; é perfeitamente possível aprender a gostar dos alimentos mais nutritivos.

Além disso, é importante identificar as possíveis conexões emocionais que fazemos com determinados alimentos para evitar uma alimentação compulsiva, como é o caso de quem devora uma barra de chocolate naqueles dias em que está mais deprimido.

É também um processo comportamental, pois novos comportamentos e atitudes precisam ser desenvolvidos. Tendo resolvido as questões de cunho emocional e definido bem os objetivos que o paciente quer atingir, fica mais fácil que ele se alimente de modo a alcançar esse objetivo, além de praticar atividade física.

Nossas emoções dirigem nossas escolhas, inclusive alimentares. Por isso, esse aspecto também deve ser trabalhado dentro do contexto da nutrição.

O que é alimentar-se bem?

Neuropsicólogos passaram, ao longo do tempo, a identificar mais de perto as ligações entre emoções e hábitos alimentares. Pacientes com lesões nas áreas emocionais do cérebro tinham muita dificuldade em tomar decisões para alcançar seus objetivos.

Isso impacta não apenas o tipo de alimentos que escolhemos, mas também as preferências que desenvolvemos, a quantidade de alimentos que consumimos, os horários de nossas refeições, entre outras decisões diárias que compõem nossos hábitos.

Alimentar-se bem nada mais é do que tomar todas essas decisões de modo que alcancemos nossos objetivos – de um corpo mais atraente e de uma vida mais saudável, já que a alimentação também pode prevenir e amenizar diversos problemas de saúde.

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