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Comportamento Autodestrutivo: como lidar com este problema?

Por: José Roberto Marques | Blog

Quando falamos em comportamento autodestrutivo, estamos nos referindo àquelas atitudes nocivas que, mesmo tendo uma intenção positiva, acabam sabotando a nossa autoestima, autoconfiança, felicidade e resultados. Um exemplo disso é usar compras como válvula de escape, o que resulta em gastos e na aquisição de itens desnecessários.

Assim, aquilo que achamos que poderia nos ajudar a superar um momento de dor ou de dificuldade, acaba na verdade nos atrapalhando ainda mais. O exemplo é simples, mas acredite: em outras áreas da nossa vida não é diferente.

Quando falamos em comportamentos autodestruidores, eles são como aquelas compras de baixo valor que fazemos no impulso para aliviar os nossos problemas. Elas parecem inofensivas, mas realmente podem causar muitos estragos em nossa vida. Em muitos casos, essas compras são pagas no cartão de crédito, gerando faturas altas que se acumulam.

O mesmo nós podemos dizer do cigarro, do álcool e das drogas, uma vez que eles dão prazeres momentâneos e resultam em problemas de saúde e sociais muito graves. Recorrer a esse tipo de substância é um comportamento autodestrutivo, pois, em vez de ajudar, elas apenas sabotam o bem-estar e a saúde física, psicológica e emocional.

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Exemplos de comportamento autodestrutivo

Veja, a seguir, alguns exemplos de comportamentos que são considerados autodestrutivos. Observe que muitas ações consideradas banais podem trazer consequências ruins a longo prazo.

  • Mentir para obter vantagens ou se livrar dos seus problemas;
  • Agir de forma incorreta, ilegal ou antiética para se beneficiar ou beneficiar outras pessoas;
  • Aceitar fazer coisas que você não gosta para agradar os outros;
  • Usar alimentos, álcool ou drogas como válvula de escape para se sentir melhor;
  • Agir de forma agressiva ou violenta para conseguir o que quer;
  • Trapacear, agir de má fé, roubar ou furtar alguém;
  • Fazer fofocas no trabalho e na vida pessoal.

Como lidar com o comportamento autodestrutivo

Culpas, medos, inseguranças, irritações, traumas, situações mal resolvidas do passado, fragilidade emocional, problemas psicológicos e dificuldades em lidar com a realidade. Todos esses pontos são exemplos de sentimentos e situações que levam uma pessoa a ter um comportamento autodestrutivo.

É importante identificar o quanto antes quais são as fontes das atitudes autossabotadoras. Assim, a pessoa pode trabalhar isso em sua mente, de modo a evitar se tornar refém dessas questões. Ao se tornar consciente do que está acontecendo, se torna possível frear o automatismo e agir com cautela.

Esse é um processo que envolve um profundo autoconhecimento, pois isso é o que vai possibilitar que o indivíduo reconheça suas limitações e vulnerabilidades. Assim, irá trabalhá-las no sentido de aprender a conviver com elas ou de eliminá-las definitivamente. Mas não é só isso, o autoconhecimento ajuda especialmente a empoderar, levando o indivíduo a reconhecer seus pontos fortes, suas qualidades, dons e talentos.

Na prática, isso faz com que seja possível entender melhor como esses comportamentos o afetam e impactam as pessoas ao redor. A partir desse entendimento, fica mais fácil medir as consequências dos próprios atos com clareza. Ao identificar estas atitudes, busque ajuda especializada para tratar essas questões e eliminá-las de vez de sua vida!

7 Dicas para evitar comportamentos autodestrutivos

Antes de irmos para as dicas, é preciso destacar que, ao perceber que as coisas estão saindo do controle, é fundamental procurar ajuda médica. As sugestões a seguir servem para os casos em que o próprio indivíduo consegue identificar e romper os hábitos nocivos.

Você é feliz?

1. Quebre o ciclo da vergonha

Os comportamentos autodestrutivos geralmente vêm como uma reação a algum tipo de vergonha. Por exemplo, a pessoa se sente inadequada por estar acima do peso e encontra conforto nos alimentos. Racionalmente sabemos que comer mais apenas fará com que a questão se intensifique, mas para quem está vivendo é mais complicado assimilar isso.

A melhor forma de quebrar esse ciclo é encontrando outras formas de aliviar o que se está sentindo. Ainda em referência ao exemplo, talvez conversar com um amigo, realizar um ritual de autocuidado ou praticar uma atividade física podem ajudar. Assim, estará associando o sentimento a algo bom e que te ajudará a se sentir melhor.

2. Não acredite no diálogo interno negativo

O comportamento autodestrutivo costuma ser reforçado através de um diálogo interno negativo. A pessoa diz a si mesma que é incapaz de sair daquele ciclo, fazendo com que permaneça cada vez mais envolvida.

Comece a prestar atenção à forma como se comunica consigo mesmo, perceba a linguagem que usa e a imagem que tem de si mesmo. Então, faça um exercício de perspectiva e se imagine conversando com um amigo muito querido. Será que usaria as mesmas palavras e o mesmo tom? Reflita sobre isso e lembre-se que merece tanto acolhimento quanto os seus entes queridos.

3. Procure suporte nos entes queridos

Por falar em entes queridos, é preciso dizer que eles possuem um papel muito importante no combate aos comportamentos autodestrutivos. Ter com quem contar para se abrir ou mesmo se sentir acolhido já fará uma grande diferença para superar esse problema.

Se você é uma pessoa mais fechada, faça um esforço e se abra com alguém em quem confie. Falar sobre o que está sentindo te ajudará a reorganizar os pensamentos e se fortalecer para afastar os comportamentos autodestrutivos. Mesmo que a outra pessoa não tenha conselhos a compartilhar, o fato de acolher já fará com uma grande diferença.

4. Use seus erros como fontes de aprendizado

Na primeira dica falamos sobre quebrar o ciclo da vergonha e mais uma atitude importante a se ter é usar os erros como fontes de aprendizado. Em vez de se culpar por ter feito algo que não acha ser o correto, pegue aquela experiência como uma lição para agir diferente em uma próxima oportunidade.

Por mais que ninguém deseje errar, isso faz parte do nosso desenvolvimento. O erro está presente em nossas vidas desde os primeiros anos de vida, quando vamos aprender a falar, andar e realizar uma série de outras atividades. É através do tombo que aprendemos a ficar de pé, enxergar isso com naturalidade te ajudará a se fortalecer cada vez mais.

5. Ressignifique as crenças limitantes

Se conhecer é muito importante por diversos motivos e um deles é poder identificar as crenças limitantes que carrega. Elas geralmente são fruto de experiências ou são ensinadas pelos pais e pessoas ao redor. Lembrando que a intenção não é julgar e sim entender a origem dessas crenças para que seja possível dar um novo significado a elas.

Alguns exemplos de crenças limitantes são: “nunca vou ser capaz de fazer isso porque tenho x característica”, “apenas pessoas rica alcançam o sucesso”, “nunca vou aprender x coisa”, e assim por diante. Essas ideias comprometem o desenvolvimento e impedem que pessoas desfrutem de seu potencial infinito.

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6. Adote hábitos que te façam bem

Além de encontrar outras formas de aliviar o que está sentindo em vez de recorrer aos comportamentos autodestrutivos, procure adotar hábitos que te façam bem. Se você sente que tem mais energia quando pratica uma atividade física pela manhã, por exemplo, acrescente isso à sua rotina. Quanto mais hábitos positivos tiver, mais os negativos irão se enfraquecer.

7. Pratique o autofeedback

Um feedback é um retorno que damos a uma pessoa sobre seu comportamento, apontando o que vai bem e o que precisa ser melhorado. Você pode fazer isso consigo mesmo, se observando e identificando as ações que deve continuar e outras que precisa evitar ou aperfeiçoar. Aproveite para registrar as informações obtidas e utilizá-las para planejar o seu desenvolvimento.

Evite se tornar refém de comportamentos nocivos e que fazem com que se sinta mal. Acredite, você é capaz de superar tudo isso e viver de forma leve, saudável e equilibrada!

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Imagem: Por photoschmidt

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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