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Como ajudar alguém com Ansiedade

Por: Equipe JRM | Ansiedade | 17 de abril de 2019

Ajudar uma pessoa ansiosa exige sabedoria, paciência, inteligência, percepção aguçada e empatia. Pessoas que sofrem de Ansiedade estão quase sempre tomadas por uma série de sensações físicas e emocionais que limitam seus pensamentos, além disso existe, segundo especialistas, 3 Comportamentos considerados os principais comportamentos de pessoas ansiosas:

  • 1º Comportamento: Pessoas Controladoras
  • 2º Comportamento: Pessoas Reativas/Defensivas
  • 3º Comportamento: Pessoas Externalizadoras

1º Comportamento: Pessoas Controladoras

Pessoas ansiosas tendem a querer ter Controle sobre Tudo e Todos. É difícil para elas compreender que é impossível querer “abraçar o mundo”, e resolver os problemas de te todos aqueles que a cercam, inclusive os seus próprios. As coisas acontecem como tem que acontecer e não há nada que possam fazer para mudar isso.

Se você conhece alguém que vive nessa posição hoje, tendo necessidade de controlar tudo ao seu redor, ajude-a a se lembrar que: “só acontece o que tem que acontecer. Você não é responsável pela felicidade das pessoas, assim como elas também não são responsáveis pela sua. Não tente carregar o mundo nas costas. Cuide apenas de suas emoções, isso já é o suficiente. ”

2º Comportamento: Pessoas Reativas/Defensivas

Pessoas ansiosas tendem a acreditar que não podem falhar. Elas têm medo do julgamento de outras pessoas e por isso acreditam que precisam responder a todas as perguntas e desafios que lhes são apresentados.

Se você conhece alguém com essa característica, alerta sobre o equívoco que é acreditar que precisa ter todas as respostas. “Se existe algo que você não conheça ou não saiba, está tudo bem. Antes de responder ou reagir a um questionamento ou afirmação, respire fundo, se acalme e pense antes de agir e reagir. Isso evita muitos problemas e mantém o controle da situação em suas mãos. ”

3º Comportamento: Pessoas Externalizadoras

O terceiro comportamento mais comum de pessoas ansiosas é só enxergar o mundo externo, agindo e reagindo fundamentadas naquilo que percebem dele. Elas não olham para dentro de si mesmas e não percebem seus sentimentos, suas necessidades e seus pontos de melhoria. Apenas veem o que seus olhos podem enxergar.

Se você conhece alguém, que tem olhado mais para o mundo externo do que para seu mundo interno, convide-a a buscar práticas que a conectem com si mesma, como por exemplo Yoga, Meditação, convide-a a experienciar o Estado Contemplativo, onde ela reserva minutos do dia a apenas apreciar a natureza, sua imagem no espelho, as pessoas e a vida acontecendo, sem julgamentos, sem críticas, sem pensar em nada, apenas contemplando o momento presente.

Quando falamos em Estresse e Transtornos de Ansiedade, não existem soluções rápidas nem receitas milagrosas, muito menos estratégias que gerem efeito imediato. Quando uma pessoa passa por esse tipo de realidade emocional e psicológica, seu cérebro passa a funcionar de forma diferente:

Todas as estruturas cerebrais ficam tomadas por norepinefrina e cortisol, dois hormônios que nos mantém presos às mesmas desculpas e mecanismos de fuga. A amígdala cerebral e o hipocampo assumem o controle absoluto e apenas duas sensações são experimentadas a partir desse momento. A primeira é a de medo, e a segunda é a percepção de que há ameaças por todos os lados.

Sendo assim, se deseja realmente e verdadeiramente ajudar alguém com Ansiedade, existem 4 Pilares importantes aos quais você deve se atentar:

Você é feliz?

  • 1º Pilar: Consciência
  • 2º Pilar: Comunicação
  • 3º Pilar: Paciência
  • 4º Pilar: Apoio e Incentivo

1º Pilar: Consciência

Tome consciência da realidade do outro. Conviver com uma pessoa que sofre de Ansiedade não é fácil. Vê-la mudando de humor, desmotivada, negativa e hipersensibilizada muitas vezes nos deixam sem saber como agir, porque as vemos sofrer e não sabemos como ajudar.

Agir de forma defensiva diante desses sintomas apenas contribui para que eles intensifiquem ainda mais a ansiedade e criem ambientes sufocantes para quem passa pelo distúrbio e para as demais pessoas. Portanto, a primeira coisa a ser feita é tomar consciência do que está acontecendo.

A internet é uma excelente ferramenta de busca atualmente, e desde o início é válido saber que existem diferentes tipos de ansiedade, como Transtornos de Pânico, Ansiedade Generalizada, Fobias, Transtornos Obsessivos Compulsivos, entre outros.

2º Pilar: Comunicação

Cuide de sua comunicação. Existem pessoas que por terem pulado o 1º Pilar, da tomada de consciência da realidade do outro, utilizam frases como “anime-se, há pessoas que estão piores que você…”, acreditando estar ajudando a pessoa com Ansiedade.  Entretanto, frases como essa soam como bombas em sua autoestima.

Pessoas que passam por essas dificuldades não se importam com o que está acontecendo no mundo exterior, elas só são capazes de enxergar sua própria e sufocante realidade interna.

Sendo assim, o melhor a fazer é Mostrar Apoio Incondicional por meio de frases do tipo: “Estou com você em todos os momentos” ou “Conte comigo, estou aqui para oferecer apoio e amor”. Outra atitude bacana é suspender o julgamento. A pessoa ansiosa não buscou essa situação, por isso trate tudo com naturalidade.

3º Pilar: Paciência

Seja paciente. Não existe milagre ou fórmula mágica para curar pessoas ansiosas.

Pessoas ansiosas nem sempre desejam buscar a “cura” meditando ou praticando ioga, ou se exercitando. Há dias em que apenas desejam ficar na cama, no escuro e em silêncio, e isso pode frustrar aqueles que tentarem fazer com que esses “desejos” desapareçam num passe de mágica.

O processo de recuperação de uma pessoa ansiosa dependerá muito mais dela do que de qualquer outro fator externo, por isso não adianta forçar. O avanço acontecerá em pequenos passos. O mais importante é ser empático e paciente. Evite pressionar e forçar uma pessoa ansiosa a fazer o que você acredita ser melhor para ela. Seja compreensivo.

4º Pilar: Apoio e Incentivo

Por mais que a gente deseje ajudar uma pessoa com Ansiedade, não temos o conhecimento, as técnicas, ferramentas e experiência necessária para fazê-lo. Sendo assim, devemos sempre buscar apoiar, incentivar e encorajar a pessoa ansiosa a buscar ajuda profissional.

Além disso, podemos incentivá-la a frequentar a terapia, e tomar seus medicamentos, se recomendados por um especialista, e a se alimentar adequadamente. Você sabia que existem alimentos capazes de amenizar os sintomas da Ansiedade?

Lembre-se sempre de sempre se lembrar de nunca se esquecer: o incentivo e o apoio são armas poderosas no processo de melhoria daqueles que desejamos ajudar, portanto, não pressione. Apenas apoie, incentive e espere. As coisas acontecerão no tempo que tiverem de acontecer.

Ajudar alguém com Ansiedade envolve contar com ajuda especializada, para saber de que maneira podemos ser mais assertivos em nossas palavras de apoio e conselhos. Além disso, podemos encontrar formas criativas de comemorar com a pessoa, cada avanço e cada vitória alcançada. Isso faz parte do reforço positivo ao estimulo que damos a elas. Perceba e valorize cada novo comportamento e mudança de pensamento. Reconheça e parabenize a pessoa por cada pequena conquista. Isso faz toda a diferença.

Outro ponto a ser ressaltado é que pessoas ansiosas não são “anormais”, e é importante que saber e reconhecer isso. Todos podemos ter dias não muito bons e apresentar dificuldades diante de situações estressantes. Isso é perfeitamente aceitável. Portanto, se perceber que a pessoa ansiosa precisa ser ouvida, coloque-se à disposição.

Quando perceber que ela está à beira de uma crise, convide-a para fazer um pouco de “nada” com você, joguem conversa fora, observem as pessoas, mostre a ela que é possível “desligar” um pouco a mente das “obrigações” do dia a dia.

Seja aquela Alma com quem a pessoa ansiosa sabe que pode contar caso precise de uma “mãozinha”.  E acima de tudo, compreenda que assim como você, a pessoa ansiosa também precisará de momentos sozinha, e está tudo bem. A solidão também faz parte do processo de autoconhecimento e evolução.

 

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