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A arrogância e as suas consequências no ambiente de trabalho

Por: José Roberto Marques | Blog

Você já conviveu com uma pessoa arrogante? É um desafio, não é mesmo? Os dicionários definem a arrogância como a qualidade do caráter de quem alega ter superioridade moral, intelectual ou comportamental. Esse traço leva o indivíduo a exibir uma atitude de prepotência ou de desprezo em relação aos outros. A arrogância é sinônimo de orgulho ostensivo, soberba e altivez. A sua virtude oposta é a humildade.

Naturalmente, esse comportamento traz consequências negativas para a vida pessoal do indivíduo, mas isso também se sente no ambiente de trabalho. Confira, a seguir, as 6 principais consequências do comportamento arrogante na vida profissional.

1. Conflitos constantes

Uma pessoa arrogante sempre vai querer mostrar-se em posição de superioridade ou de humilhação em relação às outras pessoas. Consequentemente, as pessoas que sofrem com essa postura tendem a responder à altura. Isso desencadeia conflitos.

Aliás, uma característica notável nas pessoas arrogantes é enxergar qualquer discordância no trabalho como uma afronta pessoal. Assim, qualquer pessoa que tenha uma opinião diferente dela é vista como um inimigo a ser combatido. Assim, se você convive com uma pessoa, e, nesse relacionamento, as discussões parecem surgir de forma repentina, esse pode ser um indicativo de que um dois é arrogante — ou talvez os dois sejam!

Alguns especialistas no estudo do comportamento defendem a ideia de que a pessoa arrogante é, na verdade, alguém, alguém inseguro. Esse indivíduo apenas exibe essa postura de atacar e humilhar o outro como um mecanismo de defesa, totalmente inadequado e problemático em diferentes áreas da vida.

2. Isolamento

O que você faz quando se depara com alguém que está sempre contando vantagem, sempre exibindo aquilo que fez ou que possui e sempre minimizando os feitos do outro apenas para sentir-se melhor consigo mesmo? Naturalmente, as pessoas se afastam de um indivíduo assim.

O excesso de conflitos e de humilhações faz com que, no ambiente de trabalho, ninguém queira se relacionar com alguém com essas características. Esse tipo de relação é muito estressante e desgastante, já que qualquer divergência é vista como ataque pessoal.

Isso leva a pessoa arrogante ao isolamento, pois as pessoas sentem-se mal na presença dela. Assim como ocorre na vida pessoal, em que a pessoa perde muitas amizades, até mesmo o coleguismo profissional fica comprometido. Esse tipo de pessoa cria conflitos com basicamente todos os seus colegas, e até mesmo com os seus chefes, o que prejudica ainda mais a sua carreira.

3. Fracassos

Na vida, ninguém faz absolutamente nada sozinho. Na carreira, não é diferente. Todos nós precisamos de alguém que nos ajude nas tarefas do dia a dia, que compartilhe os seus conhecimentos, que nos indique para vagas de emprego, que interceda por nós junto aos chefes, enfim, que agregue valor à nossa carreira.

No entanto, uma pessoa arrogante, como citado no item anterior, tende a isolar-se com o passar do tempo. Sem colegas, ela provavelmente vai perder muitas oportunidades de crescimento na empresa em que trabalha. Um chefe que percebe que um de seus funcionários é arrogante dificilmente vai promovê-lo, afinal de contas, ninguém quer ter alguém assim como líder.

No caso do empreendedorismo, a arrogância também é extremamente prejudicial. Muitas empresas que eram líderes de mercado mergulharam na ilusão da superioridade e ignoraram completamente a concorrência que vinha crescendo. Resultado: faliram ou perderam boa parte do seu prestígio. Famílias que antes eram muito afortunadas encontraram a miséria do dia para a noite, pois superestimaram as suas próprias capacidades e desprezaram aqueles que estavam ao seu redor.

Você é feliz?

4. Incapacidade de liderar

A arrogância é inclusive encontrada em alguns líderes, o que também traz consequências negativas. É função de um líder não apenas delegar tarefas, mas também prestar auxílio diariamente, tirar dúvidas, motivar os seus liderados, ouvir os seus desabafos, aconselhar, recompensar as suas vitórias e corrigir os seus erros com respeito e educação.

Fica difícil pensar que alguém arrogante consiga executar todas essas tarefas. Os membros da equipe perdem todo o respeito por um líder que se considera superior aos outros, que ofende e que humilha. Se obedecem a ele, é por medo, e não por respeito.

Além disso, um líder arrogante não reconhece méritos, humilha ao corrigir, não se preocupa em compartilhar conhecimentos e cria um clima organizacional opressivo e desconfortável. Isso é tudo o que uma empresa precisa evitar, de modo que os seus colaboradores não se desmotivem. As equipes precisam trabalhar com ânimo e confiança, aspectos que desaparecem diante de uma liderança arrogante.

5. Relacionamentos ruins com clientes

Para os profissionais que lidam diretamente com o cliente, a arrogância é um obstáculo gigante. Todo profissional desse tipo precisa ser alguém simpático, gentil e educado, mesmo quando o cliente não age da mesma maneira.

Se ele deseja ser superior, que seja pela educação e pela cortesia. Um atendente arrogante ou antipático, porém, afasta os consumidores, o que tende a encerrar antecipadamente o processo de decisão de compra e até mesmo a evitar que aquele cliente um dia volte a fazer negócio com a empresa.

Essa arrogância é prejudicial para a instituição não apenas em seu relacionamento com o cliente, mas com todos os seus stakeholders. Funcionários arrogantes criam conflitos também com os fornecedores, com as empresas parceiras, com os veículos de comunicação, com os investidores, entre outros agentes importantes para a vida da empresa. Naturalmente, essa falta de habilidades sociais isola a organização e pode desencadear graves crises.

6. Infelicidade

Responda com sinceridade: você acredita que alguém que precisa colocar-se constantemente em posição de superioridade em relação aos outros seja alguém feliz? Certamente, não. Pessoas verdadeiramente felizes conhecem bem a si mesmas e sabem que não precisam provar nada a ninguém. Elas estão satisfeitas com quem são, e a sua autoconfiança não se expressa em arrogância.

O indivíduo soberbo, no entanto, precisa enfrentar as consequências de seus atos, como já citamos neste artigo: conflitos constantes, isolamento social, fracassos na vida profissional e graves prejuízos à empresa em que trabalha. Alguém que vive intensamente todos esses fatores dificilmente será alguém feliz.

Talvez, a pessoa arrogante não queira transmitir essa imagem, vestindo a máscara do poder, da felicidade e da superioridade. No entanto, ao fim do dia, quando essa máscara é retirada, o que sobra é isolamento, tristeza e má performance profissional.

Como é possível perceber, pessoas arrogantes provocam uma série de perturbações às pessoas com as quais convivem e trabalham. No entanto, são elas mesmas as que mais sofrem, em longo prazo, com as consequências negativas em suas próprias carreiras.

Se você lida com alguém arrogante em seu emprego, tem a consciência de que provavelmente é uma convivência temporária. Contudo, quem é arrogante leva essa característica por onde for, a menos que se comprometa a evoluir e a agir nesse sentido em seu desenvolvimento pessoal.

E você, considera-se alguém arrogante? Convive com alguém com essas características? O que tem feito para lidar com isso? Deixe o seu comentário no espaço abaixo. Por fim, não se esqueça de compartilhar este artigo nas suas redes sociais. Leve este conteúdo a todos os seus amigos, colegas e familiares!

Imagem: Por Asier Romero

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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