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7 lições de liderança que podemos aprender em “O monge e o executivo”

Por: José Roberto Marques | Blog

John Daily é um executivo de sucesso. Casado e com dois filhos, ele é o que pode se chamar de pessoa bem-sucedida. No entanto, nem tudo é o que parece. Um movimento sindical na fábrica em que trabalha, a insatisfação de sua esposa e a desobediência dos filhos o levam a questionar as suas habilidades de liderança.

Destinado a rever os seus conceitos para tornar-se um líder melhor, John vai a um mosteiro cristão, onde conhece um frade chamado Leonard Hoffman, um ex-empresário muito famoso que trocou o sucesso nos negócios pela vida de monge, à procura de um sentido para a sua vida. É nesta experiência de sete dias no mosteiro que John recebe diversos ensinamentos para transformar a sua noção de liderança.

Essa é a história de “O monge e o executivo”, livro do estadunidense James C. Hunter, publicado no Brasil em 2004. Best-seller internacional, o livro teve mais de 3 milhões de cópias vendidas só no Brasil, oferecendo a cada um de seus leitores valiosas lições sobre liderança.

A obra conta uma história muito rica, difícil se ser resumida em um artigo. Contudo, selecionamos aqui as 7 principais lições de liderança que “O monge e o executivo” oferece. Confira quais são elas, a seguir, mas não deixe de ler o livro na íntegra. Boa leitura!

1. Liderar é influenciar

A definição básica de “líder” é aquele que influencia. Muitas pessoas acreditam que qualquer chefe ou gestor é um líder simplesmente por ocupar um cargo de chefia. Entretanto, nem todo chefe sabe ser líder. O líder é aquele que consegue influenciar as pessoas a agirem de acordo com as suas ideias, explicando-as e justificando-as com a sua sabedoria.

Mais do que isso, liderar é também estimular os liderados a trabalhar com entusiasmo e alegria, percebendo o quanto são úteis naquela equipe e colaborando com os seus colegas. É inspirar as pessoas a agir com criatividade e excelência, dando o melhor de si para o alcance de um objetivo.

2. Poder e autoridade não são a mesma coisa

Quando uma mãe ordena ao filho adolescente que arrume o seu quarto, ela dá essa ordem por poder. O poder é a capacidade que uma pessoa tem de obrigar alguém a fazer algo porque possui força para isso. Essa força pode ser a idade, o grau de parentesco, o cargo, o poder financeiro etc.

No entanto, quando um filho entende que precisa de fato ajudar a mãe a manter a casa em ordem, ela não é mais uma fonte de poder, mas de autoridade. A autoridade é a habilidade de levar as pessoas a agirem da forma que você quer por respeito e por compreenderem que é necessário, e não mais pela força do medo e da ameaça. Um bom líder constrói autoridade e obtém respeito e lealdade dos seus liderados, sem fazer uso da força.

3. É necessário agir com responsabilidade

Se você tem um funcionário extremamente dedicado e competente, mas tem outro colaborador que se atrasa, cria problemas e entrega trabalhos de baixa qualidade, não é justo que os dois recebam o mesmo tratamento e a mesma recompensa. Liderar é tomar decisões difíceis, que muitas vezes não vão agradar a todos.

O líder de sucesso faz o que é certo, mesmo que a medida a ser tomada não seja bem recebida por todos. Querer atender às expectativas de todo mundo é muito difícil, e um líder que age assim pode perder o controle do projeto que está comandando.

4. O caráter é a base da liderança

Ao longo da história, o monge revela que o caráter é o pilar de toda liderança positiva. Segundo ele, o que se entende por caráter é a soma de todos os hábitos, vícios e virtudes de um indivíduo, isto é, a sua forma de pensar, falar e agir — seja ela positiva ou negativa.

Você é feliz?

A existência de princípios que norteiam ações é o que mantém a liderança nos trilhos. Ética, transparência, justiça e honestidade são alguns desses princípios. O líder de sucesso coloca em prática os valores que defende e, além disso, estimula as pessoas ao seu redor a adotarem esses mesmos princípios, como uma filosofia da equipe.

5. É preciso agir com inteligência emocional

Liderar e seguir um líder são dois aspectos com forte impacto emocional. A maneira como alguém dá e recebe ordens precisa ser empática e respeitosa. A posição de líder não exime alguém do respeito, da educação, da cordialidade e do equilíbrio emocional. Muito pelo contrário, ela deve reforçar no indivíduo essas qualidades, para que sirva de exemplo aos demais.

Assim como o caráter, a administração das emoções caminha lado a lado com a liderança. É por meio dela que os conflitos são resolvidos e prevenidos, promovendo um diálogo franco e respeitoso, tanto entre líder e liderados, quanto entre os próprios colegas.

6. Pessoas precisam de motivação

Motivação significa encontrar motivo, ou seja, enxergar um propósito que justifique a pessoa tomar determinada atitude. No trabalho, precisamos entender qual é a utilidade daquilo que fazemos, isto é, de que maneira a nossa produção pode oferecer algum tipo de benefício às pessoas.

Cabe ao líder despertar essa motivação nos liderados, mostrando por que eles são importantes naquela equipe e naquele projeto. Ele precisa demonstrar que confia nas capacidades da pessoa, que estará junto dela diante dos desafios, que ela é útil e que será adequadamente reconhecida por seus méritos. Um elogio sincero na hora certa não é bajulação, mas um gesto de reconhecimento e um fator motivacional.

7. Não há liderança sem amor

Líderes de sucesso não podem colocar-se em posição de superioridade, como se os seus liderados fossem subalternos prontos para atender aos seus desejos a qualquer momento. Pelo contrário, todo líder precisa ser um pouco “servo”, dedicando o seu tempo a ajudar as pessoas em suas dificuldades, a motivá-las quando estiverem desanimadas, a corrigi-las quando errarem e a reconhecer os seus méritos quando acertarem.

Liderança é, acima de tudo, ter habilidades humanas, como compaixão, atenção, dedicação, paciência, perdão, honestidade e compromisso. É saber cobrar sem ser arrogante, saber corrigir sem humilhar e saber dar ordens sem desrespeitar. O líder precisa ser o primeiro exemplo de que, numa equipe, interesses coletivos se sobrepõem aos individuais. Essa postura humana se faz, acima de tudo, com amor — pela empresa, pelo projeto, pela profissão e, acima de tudo, pelas pessoas!

E você, já leu a obra “O monge e o executivo”? Quais das lições do livro mais despertaram a sua atenção para ser um líder melhor? Deixe o seu comentário no espaço abaixo. Por fim, lembre-se de compartilhar este artigo com os seus amigos, colegas e familiares, por meio das suas redes sociais!

Imagem: Por Prostock-studio

José Roberto Marques

Sobre o autor: José Roberto Marques é referência em Desenvolvimento Humano. Dedicou mais de 30 anos a fim de um propósito, o de fazer com que o ser humano seja capaz de atingir o seu Potencial Infinito! Para isso ele fundou o IBC, Instituto que é reconhecido internacionalmente. Professor convidado pela Universidade de Ohio e Palestrante da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, JRM é responsável pela formação de mais de 50 mil Coaches através do PSC - Professional And Self Coaching, cujo os métodos são comprovados cientificamente através de estudo publicado pela UERJ . Além disso, é autor de mais de 50 livros publicados.



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