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Produtividade Brasileira X Produtividade Americana

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Carsten Reisinger/Shutterstock Brasileiros e americanos têm cargas horárias diferentes, salários diferentes, e por incrível que pareça, o que trabalha menos ganha mais!

Sem foco, sem resultados! Acredito verdadeiramente nesta premissa, ainda mais nos dias atuais, onde tudo corre a mil e temos que nos desdobrar em 10 para atender todas as nossas demandas profissionais e pessoais. Então, lembre-se desde já – manter o foco é essencial!

Segundo o famoso psicólogo americano, o PhD. Daniel Goleman, foco é a capacidade do ser humano em manter um estado de atenção concentrada. Por isso, profissionais focados são mais produtivos e também um dos perfis mais desejados pelas empresas.

Digo isso, porque em tempos de internet e redes sociais, acabamos nos condicionando a ficarmos ligados em várias coisas ao mesmo tempo. Com isso, de certo modo, perdemos parte de nossa capacidade de manter o foco em algo específico e dispersamos vertiginosamente nossa atenção.

A Produtividade Brasileira

Pesquisas realizadas pela Organização Internacional do Trabalho apontam alguns aspectos que colaboram com a perda de foco e a consequente queda na produtividade entre os brasileiros. Mesmo sabendo que trabalhamos em média 2.023 horas por ano, mais de 200 horas quando comparamos com a jornada anual dos americanos, em média são 1.790 horas.

O ponto central aqui é como a produtividade é infinitamente menor entre os colaboradores brasileiros quando comparada aos americanos. Ou seja, a atividade que um brasileiro leva seis dias para realizar, o americano faz em apenas um. Ainda segundo a pesquisa, existem alguns fatores responsáveis pela falha na produtividade no Brasil, entre eles:

  1. Transporte – o deslocamento do brasileiro ao trabalho é demorado e estressante;
  2. Educação – o brasileiro passa muitas horas em treinamento para se adequar as demandas das organizações, enquanto o americano já entra na organização treinado, ou seja, já obtendo as informações necessárias para exercer seu ofício.
  3. Burocracias – os processos quanto a licenças são demorados em relação a outros países;
  4. Falta de infraestrutura das organizações – As maiores reclamações são quanto os sistemas de telefonia e internet.
  5. Cultura (JRM): Adiciono essa cultura por diferenciar o Foco que o americano tem de trabalhar 5h30 exatas, focadas e direcionadas para a produção e com apenas 2 intervalos de 15 minutos. Já o Brasileiro, dentro das 8h regulares se dispersa e desfoca várias vezes, comprometendo assim sua produtividade.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT)

O Poder do Flow no Trabalho

Um estudo feito com 100 profissionais de várias áreas, respondendo sobre suas atividades oito vezes por dia, demonstrou que as pessoas experimentam mais momentos de Flow (fluir) no trabalho, do que no lazer. O critério adotado foi de experiências de desafio que exigissem suas capacidades. As pessoas que tiveram essas experiências sentiam-se frequentemente mais fortes, ativas, criativas e motivadas.

No trabalho, 54% das respostas indicavam situações de fluir juntamente com momentos memoráveis. No lazer, apenas 18%, indicando uma categoria de apatia, níveis de desafio e utilização de capacidades abaixo da média – nesta categoria, as pessoas afirmaram se sentirem passivas, fracas, desanimadas e insatisfeitas.

O Flow é uma ferramenta que auxilia o profissional a concentrar-se mais em suas atividades e consequentemente ser mais produtivo, potencializando assim seus resultados. Por meio do Flow, ou experiência máxima, é possível se envolver completamente na atividade que está realizando, empenhando-se em dar o melhor de si, sem se distrair, finalizando rapidamente a tarefa.

Produtividade Brasileira x Riqueza Americana

Vamos visualizar esta situação através dos números da economia: hoje, um trabalhador brasileiro gera em torno de 22 mil dólares por ano de riqueza. Enquanto, o colaborador americano, cerca de 100 mil dólares. Dito de outro modo; são necessários cinco brasileiros para produzir a mesma riqueza que um americano.

A enorme diferença faz sentido. Afinal, os Estados Unidos investem em formação, seis vezes mais do que o Brasil. Trocando em miúdos, a renda per capita dos americanos é cinco vezes a nossa. Mas isso não quer dizer, que os brasileiros trabalhem pouco. Muito pelo contrário, dedicamos mais horas ao trabalho do que a população da maioria dos países ricos, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Vamos fazer uma distinção, entre horas de trabalho e resultado em termos de produção. O fato de estarmos na empresa por horas, aqui no Brasil não necessariamente quer dizer que o colaborador esteja produzindo.

Podemos citar o exemplo da Alemanha, um dos países mais produtivos da Europa, os alemães enfrentam jornadas de, em média, 38 horas de trabalho semanal — ante 44 horas dos brasileiros — e desfrutam de 40 dias úteis de férias por ano, o que os coloca entre os recordistas europeus em folgas.

Agora pasmem! Mesmo com uma jornada menor, o trabalhador alemão é quatro vezes mais produtivo do que o brasileiro. A questão colocada está na qualidade do trabalho, e não na quantidade.

Um dos fatores que nos afastam dos altos índices de produtividade, em relação aos americanos e alemães, é o sofrível nível educacional. Os brasileiros têm, em média, 7,5 anos de escolaridade, 4,5 anos a menos quando comparado aos americanos.

Aqui, apenas 11% da população tem formação universitária, uma proporção muito parecida com a que tínhamos há 30 anos. Outra característica peculiar dos brasileiros, 35% dos alunos do ensino médio são plenamente alfabetizados — ou seja, possuem as condições de entender plenamente materiais e diretrizes entregues pelos departamentos nas organizações.

Os índices podem ser espantosos, mas fato é que indicadores ruins da educação se refletem nos ambientes organizacionais. Em grandes empresas brasileiras, apenas 13% dos colaboradores têm formação superior — nas pequenas empresas a situação é ainda mais grave, 7%.

E por que estou te contando tudo isso? Ao pensarmos que a falta de capacidade de inovação, muitas vezes é entendida como preguiça ou falta de iniciativa, fatalmente cometemos uma injustiça muito grande.

Ser Coach é compreender que somos resultados de nossas escolhas e ações e que o passado de todos nós deve ser respeitado, e visto como o trampolim, a base necessária para ousarmos fazer diferente. Agora que você entendeu o funcionamento do inconsciente coletivo no que se refere a trabalho e produtividade, te convido realizar uma mudança de Mindset efetiva e ser mais focado e produtivo! A hora é agora!

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