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Os 10 Princípios Fundamentais da Hipnoterapia Ericksoniana

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Muratart/Shutterstock Conheça os preceitos que regem o trabalho de Milton Erickson e sua Hipnose Ericksoniana

A hipnose é um mergulho em nossa própria consciência e inconsciência, com uma finalidade terapêutica específica e sem que tenhamos necessariamente um roteiro previamente estabelecido. Buscar em nós mesmos a resposta de nossas agruras é algo a que Milton Erickson deu forma com sua hipnoterapia.

No Coaching, esse olhar interno é exatamente a trajetória que permite uma mudança de estado e um autoconhecimento elevado. Não é por acaso, portanto, que juntar as propriedades da hipnose ericksoniana com as potencialidades do Coaching é uma soma verdadeiramente multiplicadora de resultados.

Segundo Zeig (in ERICKSON; HERSHMAN; SECTER, 2003, prefácio) ressalta os dez postulados mais importantes da hipnoterapia ericksoniana, são basicamente as características que a distinguem da hipnose tradicional:

Características da Hipnose Ericksoniana

  1. Uso da abordagem indireta– Ao invés de conduzir o coachee a um estado de transe, o coach faz sugestões, num transe conversacional, como: “gostaria de saber como seria se você fosse sentindo seu braço ficar cada vez mais pesado até que não conseguisse mais movê-lo…“.
  1. Hipnose como jogo interacional– o transe interacional aperfeiçoado por Erickson consiste numa comunicação recíproca: o coachee não apenas ouve o coach, como conversa com ele em vários momentos, o que possibilita calibrar e/ou redirecionar os efeitos desejados para obter as respostas à questão/incômodo apresentado.
  1. Pequenas mudanças, passo a passo– O trabalho de Erickson era preciso, portanto, as tarefas a serem cumpridas eram simples e comum, os coaches são convidando a cumpri-las, embora pequenas, resultavam em mudanças profundas.
  1. Foco no sintoma– os conceitos verbais e cinestésicos do sintoma, pelo coachee, permitem que eles sejam modificados, ampliados em seu estado geral, como se fosse uma “bola de neve”.
  1. Respeito ao coachee– o foco do coach está no seu coachee, a atenção é centrada nele. Erickson aconselhava uma nova conduta frente ao coachee, que nos colocássemos em seu lugar para saber o que ele espera que façamos e não agir de acordo com a nossa vontade própria.
  1. Hipnose como cooperação– o transe deve ser conduzido de forma cooperativa entre o coach e o coachee, somando forças para superar os desafios do coachee.
  1. Comunicação precisa– o coachee deve estar plenamente consciente do que está comunicando ao coachee, tanto pelas palavras quanto pelos comportamentos não verbais.
  1. Utilização dos sintomas– Em algumas situações Erickson sugere a potencialização dos sintomas, de modo que, tais exageros, causavam certo incômodo ao próprio coachee que decidia abandoná-los.
  1. Adaptação da hipnoterapia– A abordagem ericksoniana deve ser adaptada de acordo com o modo de ser de cada coach, por esse motivo, ela é conhecida como “terapia estratégica” ou “terapia não convencional”.
  1. Orientação para o futuro– “Uma das propostas da hipnose e da hipnoterapia é a conscientização do cliente de que ele não tem somente um passado extremamente importante: ele também tem um presente que é mais importante e um futuro ainda mais importante do que o presente e o passado” (in ERICKSON; HERSHMAN; SECTER, 2003, prefácio, p. 13).

Parte do que encanta e torna Erickson um pensador e prático bem caro à tradição do Coaching é sem dúvida uma postura colaborativa para com seu paciente. Independentemente de qualquer filão terapêutico ou até mesmo ideológico, o que caracteriza Erickson de maneira marcante é o uso de técnicas e posturas inovadoras a fim de ajudar a fazer com que seu paciente encontre seu caminho mobilizando suas próprias forças e capacidades. Ora, não se pode negar que isso seja uma atitude coach do início ao fim.

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