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O Outro Cérebro – O Poder da Mente Intuitiva

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Mente Intuitiva

Segey Nivens/Shutterstock A Mente Intuitiva tem o poder de perceber e sentir o que está além das perpeções normais do cérebro

Graças ao poder do cérebro todos nós temos a dádiva de sermos seres pensantes. Nossa sociedade, desde o nascimento da ciência, vem se aperfeiçoando no caminho do pensamento científico, do pensamento lógico, do raciocínio cartesiano. Temos avançado muito e o conhecimento humano, vendo da nossa capacidade de raciocínio parece não ter fim. Esse é o poder da mente!

Temos descoberto por meio da Neurociência os caminhos fabulosos do nosso cérebro, da nossa mente. A cada nova pesquisa compreendemos melhor como essa máquina maravilhosa funciona e aprendemos a exercitá-la, a estimulá-la, sendo assim uma máquina ainda mais potente a cada nova geração.

Mas você já percebeu que pessoas muito racionais não tão infalíveis assim? Já percebeu que pessoas muito racionais perdem a sutileza do pensamento e não conseguem observar e analisar coisas menos óbvias do mundo e do comportamento humano?

Sim… a racionalidade tem seu papel, mas esse papel não é superior a um outro papel desempenhado pela nossa mente.

Nós temos duas mentes. Uma delas é racional, analítica, lógica. A outra é intuitiva, sensitiva, criativa. E, ao contrário do que muitos pensam, elas não são opostas ou antagônicas, elas são complementares, a junção dessas duas mentes é o caminho para chegarmos em um nível de compreensão mais expandido do universo, do ser humano e das nossas tarefas mais triviais.

Ao tomar uma decisão usando apenas a mente lógica, você abre mão de todo o potencial real que sua mente intuitiva tem e pode não fazer uma boa escolha. Mas não pense que a intuição é algo banal, místico e sem importância. Há diversos campos da ciência se ocupando de pesquisas que comprovam que a intuição é um mecanismo do cérebro, faz parte das funções neuronais e mentais.

Se quisermos partir de um estudo clássico para compreender melhor a nossa mente intuitiva, ou nosso cérebro intuitivo, podemos buscar o estudo dos tipos psicológicos de Carl Jung.

 

Tipos Psicológicos em Jung–  Cérebro, Intuição e suas Funções

Conta a história da psicanálise que Freud rompeu sua amizade com Jung por não aceitar que este trouxesse elementos que ele considerava serem “pouco científicos” para seus estudos. Ocorre que a novidade de Jung era justamente a liberdade de não se prender à lógica positivista quer era imposta às pesquisas científicas.

Pesquisando a mente humana ele identificou quatro funções psicológicas fundamentais:

. Pensamento                     

. Sentimento

. Sensação

. Intuição

As duas primeiras são classificadas como “Funções racionais ou de julgamento” e as duas últimas como “funções irracionais ou de percepção”.

O Pensar e o sentir são funções próprias da cognição. O pensamento vem das estruturas lógicas da nossa mente e o sentimento, embora seja menos controlado que o pensamento, também está previsto nas estruturas racionais.

Tanto o pensamento quanto nossos sentimentos estão passíveis de julgamento e o julgamento é a situação máxima da avaliatividade. Ou seja, quando julgamos um pensamento ou um sentimento estamos colocando o pensar e o sentir dentro de um jogo de valor e avaliamos se esse pensamento ou sentimento é bom ou ruim, certo ou errado, aprovado ou reprovado, etc.

O julgamento é do campo da razão. Se fizer sentido para você quero que você em todos os julgamentos que você faz no seu cotidiano e perceba que todas as vezes você está trabalhando com certas lógicas,

As sensações e as intuições não estão ligadas ao raciocinar, mas ao perceber. Raciocinar é diferente de perceber, porque o raciocinar se dá exclusivamente no cérebro e o perceber se dá por meio de todos os órgãos dos sentidos (cheiro, paladar, tato, visão, audição).

A sensação é uma forma de perceber o exterior. As sensações são insights gerados por meio da percepção sensível, do olhar atento aos detalhes e, principalmente, pela a ausência de julgamento. A pessoa que tem sensações acredita que tudo ao seu redor vibra, o sensitivo não desacredita de nada, tudo pode ser possível, nada é banal, ridículo ou dispensável.

Agora, a intuição é mais especial, pois ela é o único dos tipos psicológicos que está voltado ao exterior, mas única e exclusivamente ao interior, ao “de dentro”. A intuição se dá pelo inconsciente, ela não é controlada pela mente racional e lógica. A intuição é tão fora do campo racional que, por vezes, estamos usando nossa intuição, mas tememos estar tomando a decisão errada – pois há um conflito com o racional.

Como Funciona a Mente Intuitiva

Nossa mente intuitiva sempre esteve presente em nós, mas desde criança somos educados para darmos menos atenção à intuição e focarmos no pensamento racional. Assim, recalcamos em nós a importância de ouvir nosso lado mais ligado ao Universo, nosso cérebro mais poderoso e ilimitado.

A intuição não é exatamente exercitada, mas quando baixamos a barreira do imperialismo cognitivo, abrimos espaço para que a intuição flua e nossa comunicação interna se fortalece aos poucos.

A intuição aparece como um recado de nós para nós mesmos, ou de algum lugar que não sabemos exatamente explicar. E seguida imagens se forma na nossa mente. A formação de imagens é uma tangibilização feita pelo nosso cérebro que converte toda comunicação em símbolos.

De uma fora mais didática, são aceitas três formas de intuição.

1- Intuição sobre o outro: é uma espécie de “leitura de mente”. Acontece quando abrimos espaço para nossa sensibilidade no relacionamento interpessoal. Assim conseguimos intuir sobre os pensamentos, sentimentos e situações em que as pessoas próximas a nós se encontram.

 2- Intuição por expertise. Em determinados assuntos, pela prática cotidiana, nos tornamos peritos. Tanto fazemos, lemos, e aprendemos sobre algo que, em certa medida, passamos a agir de forma intuitiva, quase automática, por um caminho que passa longe da racionalização. Por exemplo, excelentes cozinheiros podem nunca ter feito determinado prato ou usado determinado alimento, mas sabem, intuitivamente, como preparar algo ou o que pode ou não dar certo.

 3- Intuição sobre o futuro. Parece ser algo místico, mas intuir sobre o futuro é algo mais comum que se imagina, e o cérebro é capaz disso, sem precisar de cartaz ou oráculos mágicos.  Diz respeito a situações como “acho que não devo sair de casa hoje”, algumas horas depois você descobre que algo aconteceu naquele dia que você ficou, protegido, em casa. Essa capacidade intuitiva nos ajuda a tomar decisões mais seguras e assertivas.

Nosso cérebro é um computador incansável que não para de tentar se adiantar nas situações. Nossos primeiros aprendizados criam trilhas neurais que serão para sempre consultadas antes de qualquer coisa. Um exemplo simples: na infância você entrou em um rio ou em uma piscina (mesmo com seus pais dizendo para não fazer isso) e, de teimoso, acabou passando um sufoco danado e quase se afogou. Depois desse dia sempre que seu cérebro observar um reservatório com água ele vai passar a fazer uma série de cálculos: vai calcular a profundidade da água, a dimensão do “reservatório”, o tempo que levaria para que você chegasse a uma das margens etc.

Depois disso ele passa a calcular as mesmas situações para as outras pessoas. Então, você está vendo alguém entrar numa piscina e seu cérebro faz rapidamente os cálculos e percebe que há chances de que essa pessoa se afogue. Daí… se essa pessoa realmente se afogar seu cérebro vai dizer: “tá vendo, eu disse isso!”

Isso pode acontecer durante o sono por meio dos sonhos, mas acontece principalmente quando deixamos a mente pragmática em resguardo e liberamos nossa parte mais criativa e sensível, mais conectada ao universo. Nosso cérebro intuitivo é muito ressabiado, e só age se tiver espaço para isso.

Não é raro ouvirmos de uma pessoa recém-saída de uma empresa algo como “desde o começo sabia que não ia dar certo”. Isso é nossa mente intuitiva? sim! E isso é algo místico religioso? Se fizer sentido para você pode ser que sim… mas a ciência pode explicar que o cérebro intuitivo, desde os primeiros dias, calculou as várias que relacionam o perfil do sujeito e as condições da empresa e do trabalho e deu o alerta: “amiguinho, nessa empresa não vai dar certo!”.

Faz sentido para você que a mente intuitiva pode ser a parte que está faltando ser ouvida para que você possa tomar decisões melhore e mais congruentes com seus propósitos de vida?

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