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O Dinheiro Traz Felicidade?

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Dinheiro Traz Felicidade

Stuart Jenner/ Shutterstock Muita gente acredita que o dinheiro traz felicidade. E você, acredita também?

O dinheiro traz felicidade? Esse questionamento permeia a mente de muitas pessoas, tenham elas muitos recursos financeiros ou não. O dinheiro é um elemento muito importante na vida de qualquer ser humano, que lhe garante o mínimo de sobrevivência. Mas a máxima “quanto mais, melhor” é verdadeira? Quanto mais dinheiro eu tiver, mais feliz eu serei? Ou eu preciso ter o suficiente para uma vida sem restrições?

Isso depende do que é essencial para cada um. Para al­guns, a busca desenfreada por uma conta bancária recheada faz com que estes esbanjem felicidade por onde quer que passem. Já outros não veem a necessidade de tanto dinheiro assim para sentirem-se realizados, só precisam saber que no final do mês não vai lhes faltar nada.

As pessoas podem ter dinheiro e serem sozinhas, não terem relacionamentos verdadeiros e duradouros, e, por isso, sentirem-se frustradas e infelizes. Repito: a relação de cada ser humano com o dinheiro é relativa. Mas é preciso reconhecer: o dinheiro, em algum nível da nossa consciência, faz diferença em nossas vidas.

O Dinheiro Traz Felicidade?

De acordo com a pesquisa World Database of Happiness, que faz estudos relacionados à felicidade, os países ricos são mais “fe­lizes” que aqueles que passam por dificuldades financeiras. O que por um lado pode ser contestado, uma vez que os países ricos também são recordistas em quadros de depressão e suicídios.

Outro estudo, realizado pela Universidade de Princeton, diz que o dinheiro influencia nos índices de felicidade do ser humano, e mais que isso, para uma pessoa ser feliz ela precisa de aproximadamente U$ 11,3 mil por mês. Para Angus Deaton, economista e coordenador da pesquisa, estes dados são rele­vantes, porém ele considera que a relação entre dinheiro e felici­dade é bem mais complexa, e não está relacionada diretamente com o quão rico um indivíduo é, mas sim com a possibili­dade de realizações pessoais.

Deaton explica que: “Ter mais dinheiro não significa ser mais feliz desde que você tenha dinheiro o suficiente para fazer as coisas que gosta”. O dinheiro traz felicidade quando possibilita à pessoa fazer as coisas que quer, ou realizar os seus desejos de consumo. Mas isso não é uma opinião consensual, um estudo de Diener & Biswas-Diener (2002) indica que o aumento de renda produz pouco benefício adicional ao bem-estar e suas formas correlatas como a felicidade, a satisfação com a vida e o afeto positivo, o que apontaria para uma baixa relação entre indicadores econômicos e o alcance da plenitude.

A Felicidade Vai Além

Essa negativa da relação entre esses dois campos, o dinheiro e a felicidade é reforçada pelos clássicos estudos de Csikszentmihalyi e da Dra. Lilian Graziano, que em sua tese de doutorado corrobora a literatura sobre o assunto, dizendo que dadas às condições bási­cas de sobrevivência, a condição socioeconômica não se relaciona com os parâmetros de condições de felicidade.

De fato, a Psicologia Positiva não atrela a condição finan­ceira à sensação de bem-estar e felicidade. Isso porque ele é um elemento externo e as sensações de estado ótimo que essa ciência descreve é fruto do cultivo de forças motivadoras que residem dentro de cada pessoa.

O dinheiro é mais um dos elementos com os quais nos relacionamos cotidianamente e é importante que o valor que atribuímos a ele seja repensado sempre que nos deixa­mos esvaziar de sentimentos positivos pela ausência dele. Pense nisso e busque entender o que realmente te faz feliz!

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