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O Casamento entre Milton Erickson e o Coaching

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Goodwin_x/Shutterstock A união entre Coaching e a linguagem de Milton Erickson é um casamento poderoso de conhecimentos e proporciona evoluções extraordinárias ao ser humano

A partir desta feliz união estável entre Milton Erickson e o Coaching, que no Instituto Brasileiro de Coaching já tem alguns anos de duração, a linguagem ericksoniana assume a função de ser um contrapeso a gana do coach de correr atrás dos objetivos a qualquer esforço. Quando se ativa a mente inconsciente, uma nova fonte de possibilidades é trazida à tona, com o uso de forças e potencialidades que nossa racionalidade tão limitada sequer sabia que possuíamos.

Considero que a união estável entre o Coaching e Milton Erickson só se tornou de fato um casamento, celebrado com pompa e circunstância, após a ministração do nosso primeiro curso de Coaching Ericksoniano. Até então, embora ninguém duvidasse da competência do IBC e suas formações na área de Coaching, era, sim, um passo ousado misturar os dois conteúdos.

O sucesso junto aos primeiros participantes surpreendeu até mesmo meu otimismo de ericksoniano convicto, a ponto inclusive de essa formação ter sido tornada obrigatória na agenda já nada modesta do nosso Instituto Brasileiro de Coaching.

O Coaching Ericksoniano

O “altar” em que essa cerimônia consagra a união entre Erickson e o Coaching se dá, atualmente, ao menos três vezes por ano, em Atibaia, no interior de São Paulo, embora nas primeiras formações de Professional & Self Coaching, em Goiânia e pelo Brasil afora, eu já ousasse aplicar pitadas de Erickson. Com meus coachees, claro, posso dizer que sempre introduzi elementos caros a essa linguagem e o fato de ter sido sempre bem-sucedido foi um combustível e tanto para que a formação específica criasse forma.

As reações positivas que o Coaching Ericksoniano proporciona ainda são uma surpresa e tanto mesmo para um coach já bastante experiente. Ainda me recordo dos resultados obtidos, e que depois se tornaram corriqueiros, na primeira formação, quando ficou mais do que claro que as possibilidades até de um transe coletivo não perdem em nada para os melhores casos do portfólio ericksoniano.

Não pode haver experiência melhor do que um abraço emocionado de quem alcançou um autoconhecimento que julgava inimaginável ou de quem passou por cima de dificuldades que há tempos atravancavam seu caminho. Penso no valor dessa recompensa e assim entendo melhor como o próprio Erickson foi capaz de reunir forças para manter-se ativo auxiliando tantas pessoas mesmo com uma fragilidade física que nos dava a falsa impressão de que era ele quem precisava ser ajudado.

Benefícios da Linguagem Ericksoniana

A linguagem ericksoniana tem a capacidade de lançar luz sobre os mais obscuros cantos de nossa mente, atuando não só como um multiplicador de possibilidades, mas também dando as condições para que as feridas nunca notadas sejam curadas em definitivo.

Todos nós temos traumas e limitações que vira e mexe assombram nosso inconsciente, ativam nossos medos e crenças limitantes. Pode ser tanto aquela fobia de cobra que te faz empalidecer ante uma imagem na televisão quanto o pavor de assumir o volante de um carro em qualquer circunstância, passando inclusive por aquela boba superstição de achar que a cor marrom lhe traz azar sempre.

Ter traumas, aliás, não é exclusividade de quem passou por um episódio cruelmente inesquecível ou por um passado torturante e doloroso. Pequenos eventos traumáticos, que na prática representaram pouco ou nenhum prejuízo real nas nossas vidas, muitas vezes se tornam gatilhos mentais que nos puxam para baixo e nos limitam de maneira drástica.

Há pequenas lembranças, episódios medíocres e tropeços que, muitas vezes, não tiveram importância alguma a não ser naquele momento localizado, mas que carregamos por uma vida afora nos cantos escuros do nosso inconsciente.

Sem saber ou sem querer vamos seguindo em frente alimen­tando lembranças negativas. Quando deixadas ao léu, na melhor das hipóteses, essas sementes ruins permanecem como estão, ocupando um espaço que não deveriam. Mas nos piores casos elas vão sendo cada vez mais alimentadas, crescendo e aumentando seu potencial negativo.

A Metáfora do Pequeno Príncipe

Extirpar essas ervas daninhas de nossa mente é um dever a que ninguém deve faltar. Afinal, temos uma única vida e, portanto, não faz sentido algum que não façamos tudo e mais um pouco para vivermos da melhor maneira possível, apostando todas as fichas em nós mesmos.

No livro O Pequeno Príncipe, que encantou gerações, uma bela lição a respeito disso pode ser extraída. Na história, diariamente o principezinho se encarrega da tarefa de percorrer seu pequeno planeta arrancando os brotos de baobá que encontra pelo caminho. Árvores frondosas e imensas como são, os baobás, se deixados ao acaso, acabariam por tomar todo o pouco espaço útil do seu planeta, já tão diminuto.

Remover o mal antes que ele se torne grande demais é, portanto, mais do que um excesso de zelo, é uma atitude vigilante de quem escolhe viver bem, cultivando o bem e podando literalmente pela raiz os baobás que o destino se encarregará de colocar à nossa volta.

A Permissão para Ressignificar

Lançar clarões de ressignificação nesses escaninhos da mente, curando feridas, sanando arranhões e tapando buracos, é algo de que todos nós precisamos e não apenas aqueles cujas histórias de vida consideramos verdadeiramente traumáticas. Afinal, um trauma em si não é um acontecimento específico, um fato único e comum a todos, mas é muitas vezes apenas o reflexo de como nós tratamos uma lembrança ou lidamos com o passado.

Um sábio ditado prega que experiência não é necessariamente aquilo que fizemos, mas é o que fizemos daquilo que fizeram conosco ou daquilo que nos foi dado. O mesmo pode ser dito para os pequenos e grandes traumas ou acontecimentos negativos que nos tolhem ao longo da vida. Vivenciar uma experiência ruim quase nunca é uma escolha. Mas continuar dessa maneira é, sim, uma contingência que está ao nosso alcance.

Temos a obrigação de escolher viver bem, em paz com nossas opções, em harmonia com nossa mente e com o que nos circunda. A lição fundamental, que a feliz combinação entre Erickson e o Coaching nos dá, é que temos infinitas possibilidades de fazer mais e melhor quando as portas do nosso inconsciente são abertas e todo o conteúdo lá armazenado é colocado à nossa disposição para alcançarmos resultados extraordinários.

Viu como o casamento do Coaching com Milton Erickson é fantástico? Conheça a formação que é o resultado de tudo isso e permita-se evoluir cada vez mais como coach, profissional e ser humano. Faça o Coaching Ericksoniano e ouse ir além!

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