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Empresa Humanizada: Modismo ou Necessidade?

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Empresa humanizada

Rawpixel.com/Shutterstock Uma empresa Humanizada valoriza seus colaboradores , reconhece suas neecssidades e cresce junto com eles

 

Diante do cenário de consumo atual, passamos a nos perguntar sobre o papel da empresa na sociedade. O empresário que abre uma empresa apenas para obter lucro está na contramão do momento atual e da mudança de consciência que o universo nos impele. Não que o empreendimento seja uma “obra de caridade” ou que o enriquecimento dos empreendedores seja um pecado ou algo parecido, mas nos parece limitado demais pensar numa organização apenas como motor do consumo para o benefício financeiro de alguns.

Se nós entendemos empresas como construções sociais, como resultado de pessoas, como capital humano, como parte de uma realidade social e cultural à qual ela pertence; como podemos isentar essa mesma empresa da sua res­ponsabilidade? Essas reflexões nos levam a compreender outro nível de mudança no mundo dos negócios.

Essa mudança leva as empresas a uma transformação profunda do entendimento do seu papel como instituição. Existem várias classificações a depender do posicionamento social de cada uma delas. Toda empresa dita humanizada tem um foco, uma causa para onde são canalizados todos os esforços e recursos. Algumas serão chamadas de empresas socialmente res­ponsáveis, outras de empresas sustentáveis, outras ainda de empresas cidadãs.

Poderíamos entender que as empresas humanizadas são aquelas que, internamente, externamente ou ambos, estabelecem práticas que estão para além da busca pelo benefício financeiro dos seus proprietários ou acionistas. Geralmente, elas disponibilizam recursos, tempo e pessoas em ações que visam simplesmente dar um retorno à socie­dade, frente ao fato de usarem o espaço, os sujeitos e os recursos de determinado lugar.

A importância que a atuação empresarial humanizada vem ganhando no mercado internacional faz com que cada dia mais empresas promovam ações sociais. Mas, cuidado! A ideia de que a atuação social da empresa é apenas um modismo que gera boa imagem na mídia e com os clientes, pode fazer com que a filosofia da humanização seja tratada como caridade.

O Papel do Coaching na Humanização das Empresas

Talvez um empresário coach não corra muito esse risco. Quem passa pelo processo de Coaching sabe como é importante compreender verdadeiramente o outro e ajudá-lo a se desenvolver.

Logo, a caridade pura e simples, como doações de alimentos e outros itens, não estão plenamente congruentes com os princípios do Coaching. O Coaching privilegia ações sociais que estejam a serviço do desenvolvimento humano e da sociedade, podem até ser doações, mas que contribuam não apenas para as necessidades mais imediatas do ser humano.

Para além do modismo, a humanização das empresas tem sido um movimento infreável do mercado. No Brasil, grandes representantes desse movimento são C&A, Natura, Banco Itaú, Coca-Cola, Cerâmica Portobello, Nívea e diversas outras. Estudos recentes sobre as ações dessas empresas e outras tantas de médio e pequeno porte dão conta de que, mais que um desejo dos empresários, a construção de empresas responsáveis socialmente urgia no mercado econômico.

É possível afirmar que a consciência cada vez mais conectada dessas empresas esteja influenciando essa guinada na filosofia das organizações. Ela tem começado pelo cliente interno, a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, a consciência de que a empresa é resultado das pessoas e de que elas são o maior bem a ser acumulado e investido faz com que algumas “despesas” passem a ser vistas como “investimentos”.

O Valor da Empresa Humanizada

As empresas em transformação estão atentas à satisfação de seus profissionais. Mais que recrutar talentos, é preciso retê-los. Do que adianta fortunas em tecnologia se não há quem a opere? Logo, o fator humano que, pensava-se, perderia a importância com a automação, passou a ser ainda mais importante, mas, numa condição diferente, na condição de especialistas.

Especialistas podem escolher as empresas para as quais querem trabalhar. Profissionais que agregam às empresas querem uma contrapartida, e engana-se quem pensa que essa contrapartida é exclusivamente financeira, vinda de altos salários e boas comissões. É preciso que a empresa entenda a vida humana do profissional, para além do horário e local de trabalho.

Essas questões formam quase um novo paradigma para o novo momento empresarial. Há projetos fantásticos de empresas que querem contribuir com a realidade à qual elas pertencem. Recentemente o projeto da empresa de cosméticos Nívea me deixou motivado. A retribuição em arte, com shows gratuitos em locais públicos e grandes nomes da música brasileira é uma boa forma de entender que ser humano é mais que comer, beber, vestir e lucrar.

Pela “moda” ou pela pressão do mercado, no sentido das novas ações, agir para a humanização das empresas exige uma vontade intensa de mudança e a integração de todos pela causa que se abraça. Essas ações são vistas como uma diferenciação da empresa, que assume uma nova perspectiva de organização, entrando no hall das empresas socialmente responsáveis, logo, humanizadas e congruentes com a nova consciência universal.

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