Como Ter uma Gestão Participativa em sua Organização? - JRM Coaching

Como Ter uma Gestão Participativa em sua Organização?

Por: José Roberto Marques | Blog | 21 de dezembro de 2015

Bikeriderlondon/Shutterstock A Gestão Participativa defende a descentralização do poder e a divisão das responsabilidades. Assim, todos os colaboradores são responsáveis pelas decisões, acertos, erros e resultados

Você sabe o que é Gestão Participativa e como ela funciona? A GP, como o nome mesmo sugere, consiste na participação ativa e democrática dos colaboradores nas decisões da empresa. Assim, ao invés de um ambiente hierarquizado, encontramos organizações que enxergam a opinião de todos os profissionais como um diferencial importante para o alcance de seus resultados.

Diferente de outros modelos centralizados, a Gestão Participativa busca ouvir as opiniões e sugestões dos seus colaboradores e incluí-los na definição das metas e objetivos da empresa. A GP prioriza a participação, num ambiente seguro, onde se defende o respeito à opinião do outro e o crescimento coletivo tendo como base a integração de ideias, conhecimentos e experiências de todos.

No dia a dia das empresas, a defesa do respeito à hierarquia, muitas vezes prejudica a tomada de decisões. Digo isso porque neste sistema, cada um trabalha dentro do seu “quadrado” e as equipes apenas acatam as decisões e obedecem as ordens que vem de cima.

Assim, os funcionários que vivem a realidade prática da empresa, ou seja, que se relacionam diretamente com os fornecedores e os clientes, não são ouvidos antes dos gestores tomarem uma ou outra iniciativa. Como resultado desta divisão e falta de relacionamento entre os setores, muitas vezes, ao invés de resolver um problema, os líderes acabam criando outros.

Gestão Participativa na Prática

Na Gestão Participativa as responsabilidades são divididas e, para isso, ter um diálogo aberto é fundamental. Neste modelo, antes de contratar um novo fornecedor, por exemplo, os colaboradores que trabalham com seus produtos são ouvidos para que assim, todos saibam a percepção sobre os mesmos e argumentar se a decisão é a melhor para a empresa.

O mesmo se aplica quando se cogita a ideia de mudar um software de gestão, a forma de comissionamento e os indicadores de produtividade. Ou ainda na hora de definir os tipos de treinamentos de capacitação, promoções e também na hora de definir as metas e objetivos para determinado período.

Entretanto, para que este modelo descentralizado e participativo, realmente funcione e gere o engajamento, compromisso e a responsabilidade dos participantes, tantos os líderes como os colaboradores devem ter maturidade profissional e Inteligência Emocional.

Isso é essencial para saber respeitar as opiniões divergentes, conciliar as diferentes visões, interesses e expectativas de cada pessoa e transformá-las em algo tangível de ser aplicado, que culmine em resultados extraordinários para todos os componentes da empresa. Gostou desta ideia? Experimente!

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